O XIV Asalto Irmandinho de Vimianzo, já está aquí.

25/06/2009 by rifenha

2654904463_8fca58d99f_oComo cada ano, a “Asociación Axvalso” de Vimianzo, na Terra de Soneira, na Costa da Morte, prepara a festa conmemorativa do asalto à fortaleça dos Mososo, como há mais de quinhentos anos, figeram Os Irmandinhos, aquela gente do comum organizada para lutar polos seus direitos fronte aos abusos dos senhores feudais.

Se queredes mais informação do tema, no blogue http://asaltovimianzo.wordpress.com, toparedes toda a quepodades necessitar.

Os que moredes perto, animádevos. É umha verdadeira festa para não perder.

Esperamos-vos em Vimianço a tarde-noite do 4 de Julho.

Saudos irmandinhos.

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Saindo do poço

20/06/2009 by rifenha

al12col1.gifpós mais de dous anos sem saír, sem reagir, sem ter folgos para fazer vida normal, agora, de vagarinho, vou reguperando a minha capacidade de acção, a minha vontade, o meu gosto por me comunicar com o mundo.

Mas não é um processo fácil, que siga umha linha estabelecida.

O que tem a bi-polaridade é que umha fica sempre drogada polas suas próprias drogas interiores, que tomam o control e, então, pode ter umha sobredose de adrenalina, serotoninas, endorfinas, com as consequências de ansiedade, descontrol ou felicidade ou, pola contra, ficar com a síndroma de abstinência por dous anos, como esta última vez. Um vive, básicamente, vivido polas suas neuronas, que são quem marcam os seus estados anímicos, a sua capacidade de disfrutar, a sua possibilidade de comunicação com os demais. Mantem, se segue o tratamento e trabalhou com um bom terapeuta, a capacidade de auto-observação, mas não pode fazer nada por mudar a situação. Só esperar. Esperar com esperança de volver a sentir a calor do verão na pele da alma.

Logo, tem que se afazer a ver-se a sim mesmo ilusionando-se como umha criança com quaisquer cousinha, expressando a sua ledícia de viver em quaisquer lugar e hora, falando e actuando de jeito natural, sem barreiras nem filtros racionais, só com o sentimento, ou emocionando-se até as lágrimas com umha flor, umha pessoa que sofre, um bosque de àrvores frondosas, um cachorrinho.

Também há que se afazer a sentir vagas de adrenalina que nos afogam ante quaisquer pequeno problema concreto-fóbias-, a sensação de que, por momentos, a cabeça é umha massa de pão sem levedecer, sem forma nem estrutura, que não responde aos nossos requerimentos.

A bipolaridade é, a fim de contas, umha neurose maníaco-depressiva, que vai da depressão à manía e da manía à depressão sem que o nosso raciocínio possa exercer control nemhum sobre o processo.

Agora que estou de volta, que estou no caminho de saída do poço da mina dos tesouros, a ver se passo mais por eiquí, para compartir convosco mais cousas.

Quero agradecer de coração os agarimosos e positivos comentários que deixastes nos meus posts. Falam de vós e da vossa capacidade de valorar as cousas dos demais. Esso só o podem fazer as pessoas valiosas. Um só pode ver nos demais o que ele tem.

Vou-vos deixar umha canção que tem alguns anos, na que me vejo reflectida a miúdo.

Umha aperta-abraço- para todos e encantada de volver.


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Não há peor cousa do que um parvo

19/03/2009 by rifenha

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Era umha frase que repetia a miúdo minha avoa.

Hoje dei com este resumo do livro do escritor italiano Carlo Cipolla que vém dizer o mesmo, mas argumentado e analisado de jeito formal.

Deixo este texto para a refleixão:


Estupidez humana
RESUMO DO LIVRO “Allegro ma non troppo” –
Carlo M. Cipolla

“A minha convicção, apoiada por anos de observação e experimentação, é que os homens não são iguais; há alguns que são estúpidos e outros que não o são.”

Carlo Cipolla

As leis fundamentais da estupidez humana

1. A Primeira Lei Básica: “sempre e inevitavelmente todos nós subestimamos o número de indivíduos estúpidos em circulação em todo o mundo.”

2. A Segunda Lei Básica: “A probabilidade de que uma determinada pessoa é estúpida é independente de qualquer outra característica da mesma pessoa.”

3. A Terceira Lei Básica: “Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa dano a outra pessoa ou grupo, sem obter, ao mesmo tempo, uma vantagem para si próprio, ou mesmo recebendo um prejuízo.”

4. A Quarta Lei Básica: “As pessoas que não são estúpidas sempre subestimam o potencial de prejudicar das pessoas estúpidas. O não estúpido, especialmente , esquece constantemente que em qualquer momento e lugar e em qualquer circunstância tratar e / ou se associar com pessoas estúpidas manifesta-se inevitavelmente como um erro muito caro. “

5. A Quinta Lei Básica: “A pessoa estúpida é o mais perigoso tipo de pessoa que existe. O estúpido é mais perigoso do que o malvado.”

PRINCIPAIS CATEGORIAS DE PESSOAS

Todos os seres humanos estão incluídas em uma dessas quatro categorias básicas: os incautos, o inteligente, o malvado e estúpido.

Os desavisados ou incautos: Podemos lembrar vezes quando uma pessoa realiza uma acção (a chave é que é ele que tem a iniciativa), o que resultou em uma perda para ele e um ganho para nós: Acabamos de entrar em contato com um desavisado.

Os Inteligentes: Também vêm à mente quando um indivíduo em ocasiões realiza uma acção da que ambos dous tiramos proveito: era uma pessoa inteligente.

Uma pessoa inteligente poderá se comportar como uma suave brisa, como pode também, por vezes ter uma má atitude. Mas desde que a pessoa é inteligente basicamente, a maior parte de suas ações terão a característica da inteligência.

Em certas circunstâncias uma pessoa age com inteligência e em outras circunstâncias, a mesma pessoa pode se comportar como uma desavisada. A única grande exceção à regra são as pessoas estúpidas que normalmente apresentam uma elevada tendência para a total coerência, em qualquer campo

Os maus ou malvados: Nós todos recordamos momentos em que, infelizmente, foram associados a um indivíduo que conseguiu ganhar fazendo-nos um prejuízo a nós: é um malvado.

Existem vários tipos de malvado. Há um malvado que é perfeito em suas ações, que causaram perdas equivalentes a seus lucros. Outro tipo de malvado são os que ganham mais elevados lucros para si próprios que as perdas em outros. Eles são desonestos e tem um elevado grau de inteligência. Mas, a maior parte dos malvados, são indivíduos cujas ações proporcionam vantagens mais reduzidas do que as perdas para os outros. Esta pessoa será colocada muito perto do limite de pura estupidez.

O Estúpido: A nossa vida é salferida de momentos em que sofremos perdas de dinheiro, tempo, energia, apetite, tranquilidade e bom humor por causa do absurdo das ações questionáveis de algumha criatura que, durante os momentos mais impensáveis e inconvenientes, da-lhe por nos causar danos, frustrações e dificuldades, sendo que ela não vai ganhar nada com as suas acções.

Ninguém sabe, entende ou pode explicar porque é que esta absurda criatura faz o que ele faz. Na realidade, não há explicação, ou melhor, existe apenas uma explicação: a pessoa é estúpida.

A maioria das pessoas estúpidas são fundamentalmente e firmemente estúpidas. Em outras palavras, insistem com perseveráncia em causar danos ou prejuízos para outras pessoas sem obter qualquer lucro para si mesmos, seja positivo ou negativo. Mas há mais. Há pessoas que com as suas acções inacreditáveis não só causam danos a outros, mas também eles próprios. Essas pessoas pertencem ao gênero de superestúpidos.

O PODER DA estupidez

Como acontece com todas as criaturas humanas, também os estúpidos afetam outras pessoas com muito diferente intensidade. Alguns estúpidos, normalmente causam dano limitado, mas há outros que chegam a causar danos terríveis, não apenas a uma ou duas pessoas, mas comunidades e sociedades inteiras. A capacidade de fazer dano dumha pessoa estúpida depende de dous fatores principais: o fator genético e do grau de poder ou autoridade que tem na sociedade.

Temos ainda de explicar e compreender o que basicamente torna perigosa a umha pessoa estúpida, por outras palavras, aquilo que é o poder da estupidez.

Essencialmente, a estupidez é perigosa, porque as pessoas razoáveis acham difícil de imaginar e compreender o comportamento estúpido.

Uma pessoa inteligente pode entender a lógica do mal. As acções de um malvado, ainda tem um modelo da racionalidade: racionalidade perversa se quiser, mas no final racionalidade. O malvado quer adicionar um “mais” em sua conta. Como não é o suficiente inteligente para imaginar maneiras de obter um “mais” para si próprio, ao mesmo tempo que procura um “mais” para os outros, deve obter seu “mais” fazendo um “menos” para o seu vizinho.

Evidentemente, isso não é justo, mas é racional, e, se é racional um pode prever.

Com uma pessoa estúpida tudo isso é absolutamente impossível. Tenho uma criatura parva sem motivo, sem um plano preciso, nos tempos e lugares mais improváveis e mais impensáveis. Não existe forma racional para prever se, quando, como e porquê, uma criatura estúpida realiza o ataque. Confrontado com umha pessoa estúpida, um está completamente desarmado.

Umha vez que as ações de uma pessoa estúpida, não cumprem as regras da racionalidade, segue-se que o ataque geralmente leva-nos de surpresa, mesmo quando se tem conhecimento do ataque não é possível organizar uma defesa racional, porque o ataque, em si, carece de qualquer estrutura racional.

O facto da actividade e os movimentos de uma criatura estúpida são absolutamente irregulares e irracionais. Não só torna problemática a defesa, mas é extremamente difícil qualquer contra-ataque. Temos também de ter em conta outras circunstâncias. A pessoa inteligente sabe que é inteligente. O mal está consciente do mal. Os incautos estão imbuídos com o doloroso sentimento de sua própria ingenuidade. Contrariamente a todas estas personagens, o estúpido não sabe que é estúpido. Isto contribui grandemente para dar maior força, impacto e eficácia à sua acção devastadora.

Com um sorriso nos lábios, como se for a cousa mais natural do mundo, aparece subitamente o estúpido para estragar seus planos, para destruir a sua paz, complicarte vida e de trabalho, você perderá dinheiro, tempo, humor, apetite , a produtividade, e tudo isto sem maldade, sem remorso e sem razão. Estupidamente.

Não deveriam ficar surpreendidos pelo facto de que as pessoas incautas geralmente não reconhecem o perigo das pessoas estúpidas. O facto é apenas uma manifestação da sua falta de previsão. Mas o que é verdadeiramente surpreendente é que, nem malvados, nem pessoas inteligentes conseguem r reconhecer o poder destrutivo e devastador da estupidez.

Geralmente, tendemos a acreditar que umha pessoa estúpida está prejudicando apenas a si mesma, mas isso significa que é confundida estupidez com franqueza.

SOCIEDADE e estupidez

Seria um grave erro de acreditar que o número de estupidez é maior em umha sociedade em declínio, do que em umha sociedade a medrar. Ambos são afligidos pelo mesmo percentual de estúpido. A diferença entre as duas empresas reside no facto de que na sociedade em declínio os membros estúpidos da sociedade se tornarem mais ativos pela acção permisiva dos outros membros.

Um país em ascenso, tem também uma subida excepcionalmente elevada da proporção de pessoas inteligentes que procuram controlar a fracção de estúpidos e, ao mesmo tempo produzem para si próprios e para os outros membros da comunidade, ganhos suficientes para que o progresso seja um facto.

Em um país em declínio, a percentagem de pessoas estúpidas continua a ser a mesma , mas no resto da população é observada, principalmente entre os indivíduos que estão no poder, um alarmante proliferação dos malvados com uma elevada percentagem de estupidez, e entre aqueles que não estão no poder, igualmente um crescimento alarmante dos incautos.

Gostei muito das refleixões de Carlo Cipolla. Espero que vós também as encontredes interessantes.

Bom dia a todos e todas.
allegro

estupido

O pedraço

20/01/2009 by rifenha

granizada EclearglitterTwistedly.gifsta amanhã, às oito, despertei cum tremendo ruido que se escutava fóra e mesmo nos vidros da janela. Ergui-me sem me decatar bem do que fazia, numha dessas reacções que temos quando algo nos surprende dormindo. O ruido escutava-se fóra e mesmo contra a parede e contra as vidreiras da galeria.
Subi a persiana e umha imagem cheia de mágia e lembranças encheu os meus olhos.
Ao mesmo tempo, umha palavra esquecida, chegou assim, de súpeto, à memória. Umha palávra que primeiro aprendi em espanhol de Castela, mais tarde em galego estandar e já não a utilizava desde que tinha seis ou sete anos.
De súpeto, ao ver aquelas bolinhas brancas cubrindo a estrada, onde ficavam marcadas as rodeiras dos poucos automoveis que rodavam a essa hora, e no peitoril da janela, onde formavam pequenos montões de pérolas geadas.
Etão, de súpeto, a minha memória agasalhou-me e eu senti a minha própria voz, ao lhe dizer ao Suso:
“Mira, ouve como cai o pedraço..!”
Não sei em que lugar da minha memória ficava dormida a palavra da infáncia. A primeira, a que marca a pauta das que deveriam vir mais tarde.
Por desgraça, no caso dos meninhos galegos da minha geração, não foi assim.
Mas é umha ledícia e umha sorte despertar, após tanto tempo, as palavras que dormem, como a princesa da história da Bela Adormecida, no faiado da memória.


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Umha erva nossa

17/01/2009 by rifenha

herbadenamorar v3xbou seguir a falar de ervas, das ervas ventureiras que deixei sem rematar.

Há umha erva que é especialmente significativa para mim. Umha erva que me traz lembranças de areia e sal, de vento atlântico e tardes de sol de verão, à beira do mar.

Ela é umha erva endémica do Noroeste da península, até o límite do rio Douro, justo dentro do território da antiga Gallaecia romana, ou Suevia germânica, antes de que esse território se partisse em dous para sempre politicamente, que não cultural nem morfologicamente, porque essas cousas não as decidem os homens nem os seus vai e vem.

Esta erva medra na beiramar, na areia ou mesmo nas rochas, em qualquer pequena fenda onde possa estender suas raíces.

Estas, as raízes, são muito mais grandes do que a parte visível da planta, que se aperta num mulido para se proteger fronte ao vento litoral. As flores, pequenas e delicadas, vão da cor rosa à branca e sobranceiam ao resto da planta, sostidas por duras mas flexíveis caules que se movem quando venta, cum tremor de forte fragilidade.

O seu nome científico é Armeria Pubigera e popularmente conhece-se na Galiza como erva emprenhadeira, ou erva de namorar.

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É umha erva com muito contido simbólico e mágico. Dim que, se pôs um raminho no peto do ser amado, sem que se decate,e melhor na noite de São João, ha de ficar para sempre rendido de amor por ti.

Também se di que, se se pom umha flor branca desta erva a carom dumha pessoa durmida, esta há-se namorar da primeira  pessoa que veja ao despertar.

Ainda que medra em todo o litoral até o Douro, o lugar onde mais abunda e onde tem mais significado mágico associado é o Satuário do Santo André de Teixido, aló pola Serra da Capelada, onde os rochedos mais altos da Europa continental, caem a prumo sobre a escuma do mar e onde as almas dos mortos viajam baixo a forma de animalinhos: rás, sapos, pesoias, escâncers… porque a Santo  André de Teixido vai de morto o que não fui de vivo.

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E o que não vai de vivo umha vez, de morto vai três. Quem sabe se esse sapinho que cruça o caminho dando saltinhos, não será a alma do avó, ou da avoa, que baixam polo caminho cara o santuário…

Da minha vila saía, há alguns anos, um  autobus cara o Santo André cada mês.

Havia quem reservava e pagava o asento do autobus do seu defuntinho , ou da finada de sua mãe…

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Física e química

16/01/2009 by rifenha

1193929116_f al12col8.gifá tempo que eu fui   conformando as minhas  próprias ideias sobre o funcionamento do macro e o micro-cosmos que somos cada um de nós, mas, quando umha escuta falar sobre o tema a um professor de Universidade, sente como se as suas teorias tomassem peso dentro do que é o pensamento da sociedade, e nom ficassem simplesmente em ideias pessoais, sem transcendência para os demais.

Este dia, por azar, topei na rede com um video dum professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela e, como vinha a dizer o que eu penso dum jeito muito interessante e clarificador, pensei que seria bom comentar convosco estas ideias.

Polo que se deixava ver, o professor, que terá mais ou menos a minha idade -arredor do meio cento de primaveras, verãos, outonos ou invernos-, estivo na China estudando a medicina tão diferente e interessante do pais oriental e de certo que aproveitou bem o tempo, polo claras, convincentes e ilustrativas que eram as suas explicações.

Do que falava em primeiro lugar, era do conceito de “corpo energético” e de como, a moderna física quántica, vem lhe dar a razão às velhas teorias dos sábios chineses da antiguidade, ao descobrir que todo quanto existe é, em realidade, umha vibração energética de maior ou menor longitude de onda e intensidade.

Na medicina chinesa, o corpo energético, ou chi,  é o que realmente se trata quando um adoece de algumha doença, ou alteração na frequência de vibração das moléculas e células do seu corpo. Assim, a física, prima sobre a química, ao revês do que na nossa medicina, na que as substâncias químicas som o único que se contempla quando se estuda a saúde ou o bom funcionamento orgânico: Ácidos, gorduras, enzimas, hormonas, açúcares, minerais, vitaminas, e os correspondentes remédios :Antibióticos, hormonas, inibidores, estimuladores, complementos…Todo se reduz a substâncias que, por sí mesmas, devem de ser quem de forçar as reacções que façam ao nosso corpo recuperar o equilíbrio perdido.

No fundo, a intenção é a mesma. Só que a nossa medicina ignora a física, o corpo energético, as vibrações e ondas de todo o contorno no que nos vemos mergulhados e do que formamos parte.

Para esse corpo energético, todo quanto existe arredor, com suas ondas dumha frequência e longitude particulares, incide nas suas próprias ondas electromagnéticas a níveis atómicos, moleculares e pode ajudar a harmonizar a vida celular ou a a volver tola com sua caótica desorganização.

Essa é a teoria do Feng Shui, ou a procura da harmonia energética com o contorno no que vivemos e nos movemos.

O nosso corpo, forma parte do cosmos, é um ser vivo, orgânico, que se vem desenvolvendo no planeta terra desde o princípio dos tempos. Tem sintonía com as cousas naturais, que sempre estiveram aí, acompanhando-nos e familiarizando-nos com suas frequências vibratorias.

Mas, velaí que cada vez, no mundo, xordem mais e mais aparelhos, materiais, alimentos, e substâncias que incidem directamente no nosso organismo desde faz mui pouco tempo e que o nosso organismo não é quem de reconhecer nem de sintonizar a sua frequência com tanta moreia de frequências diferentes, e então, produz-se o mesmo efeito do que numha rádio quando há interferências: As células vão-se saturando de frequências lixo, vão acumulando caos e desorganização e vão dando respostas diferentes que levam à perda da harmonia -saúde- do corpo.

Ele dizia que, a maioria dos quartos de dormir, eram, na realidade, câmaras de contaminação: Os muros, feitos de materiais que antes foram queimados, como o cimento, ou o ladrilho, são a primeira fonte de lixo energético.

Os aparelhos que adoitam ter muitas pessoas no seu quarto: Televisores, computadoras, radio-despertadores e outros.

Os alimentos que tomamos: Carnes de animais alimentados com produtos processados, aditivos, leite de vacas que comem sabe deus que, verduras e frutas cultivadas em invernadoiros com abonos químicos a esgalha…

A roupa que levamos a diário em contacto com o nosso corpo: fibras que vem do petróleo, processadas com calor até queimar-se, calçados de materiais sintéticos polo estilo…

Se nos paramos a pensar, é tanta a contaminação energética que atura o nosso corpo, que não tem jeito.

Que remédio propunha o professor para esta tolémia celular?

Pois viver, dentro do possível, segundo os princípios do feng shui, ou energias limpas, tanto no habitáculo, como na comida, roupa, calçado…

Ter perto animais e plantas, que absorvem as energias negativas que, de não ser por eles, iriam para nós.

Carregar-se de energias positivas no contacto com a natureza sem contaminar.

Utilizar meios da medicina oriental para limpar e re-organizar a nossa energia: Acupuntura,  tai chi, e outras. Aproveitar novas descobertas terapéuticas como a fibra de photon platina…

Para os desequilíbrios químicos já temos farmacopeia abonda na nossa medicina de sempre, que tamém é importante e as duas se complementam que não se exclúem…Aínda que, em geral, muitas vezes abusamos dos medicamentos, como de todo, no nosso mundo europeu de consumo compulsivo de qualquer cousa que se ponha por diante.

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Olá de novo

07/01/2009 by rifenha

pict0006 aclearglitterTwistedly.gifpós uns messes sem parar por eiquí, ocupada em outros assuntos, hoje volvo a pasar e vejo, como umha andorinha perdida, que ainda ficam os bieiteiros e os fiunchos em flor, agora que veu o inverno e as àrvores e arbustos tiritam, espidos, baixo a geada, arrolados polo fino e frío ar do norte ou sacudidos polo furioso e húmido  vendaval.

Já passou o solstício de inverno, com as suas festas de Natal cheias de doces, copas de cava e agasalhos que deixam o corpo malhado e os petos baldeiros.

Já os dias medrarom um bocadinho e agora, às seis e meia da tarde-hora de Madrid-aínda há luz cara o pôr do sol e claridade fóra da janela.

Certamente tardei muito. Agora, o mundo que me rodea, nesta minha pequela vila do Atlántico fisterram, já nom é o mesmo.

Agora a minha melhor amiga, jé nom é a cámara de fotos, mas a minha salamandra de ferro.

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Ela é o meu lume sagrado, o que faz da minha casa um fogar quente e acolhedor. A que me alegra o corpo e a alma entanto fóra venta, chove ou cai a geada.

Ao seu pé, o gatinho e o cãozinho enrolam-se para sentir a ledícia do calor.

Umhas briquetas de serraduras prensadas e a lenha do monte dos meus avôs, mesturam-se para fazer o meu inverno um verdadeiro pracer.

E agora que volvi, prometo seguir contando cousas a cotío, como antes.

Feliz ano novo a todos e todas os que passedes por eiquí.

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O bieiteiro, ou sabugueiro

07/09/2008 by rifenha

Hoje imos falar dumha flor ventureira que me encanta. Tem un significado especial para mim e, sempre que a vejo, levo umha alegria, como se duma velha amiga se tratar.
O Sambucus nigra, conecido como bieiteiro ou tamém sabugueiro.

Aspecto.- Arbusto caducifólio, muito ramoso o que fai que tenha uma taça muito densa e arredondada, pode chegar aos 5 metros. A códia é muito gretada e de cor pardo escuro. Os galhos quando são jovens são verdes mas em breve se voltam de cor grisaceo. os galhos têm uma grande quantidade de medula esbranquiçada. As folhas são de cor verdosa e algo pelosas polo invés, têm a margem serrada.

Flores.- As flores são muito chamativas de uma cor branca intensa ou creme, são pequenas 4-5 milimetros de diametro mas colocadas em um grande número de inflorescencias terminais com todas as flores à mesma altura (cimos corimbiformes), são muito olorosas. Floresce na primavera

Fruto. – Globoso, carnudo, com uma cor preto intenso, tem de 3-5 sementes no seu interior. Os frutos amadurecem no final do verão.

Habitat e aplicações. – Quer solos frescos, sendo abundante ao lado de ríos ou em ribeiras. Cultiva-se como ornamental polas suas lindas e aromáticas flores. Os frutos utilizam-se para fazer sobremesas. As flores secaa introduzem-se entre a roupa de cama para evitar ataques de insetos. Os frutos quando são verdes são tóxicas e quando estão maduras são comestíveis mas devem de se tirar as sementes que são tóxicas. Suas flores em cozimento são diuréticas. Para combater o moquillo dos cachorros põe-se-lhes um colar de contas de bieiteiro, as contas devem ser 9 ou 11 para que surta efeito (este remédio é muito amplamente utilizado).

“O homem leva utilizando as propriedades do bieiteiro desde a idade da pedra, e ainda hoje é uma planta muito freqüente nas proximidades de zonas habitadas. Tanto suas flores como seus frutos são comestíveis e medicinais.
O bieiteiro como comestível

Os frutos e as flores de bieiteiro são comestíveis. Os primeiros podem-se preparar em sucos, marmeladas, geléias, molhos, sopas, etc. Devem de consumirse sempre maduros, pois quando verdes são tóxicos. Também as sementes, ainda bem maduras, são indigestas, por isso convem não abusar do fruto em cru. Ao cozinhá-lo volta-se inócuo.

Na obra de Manuel Durruti “Frutos silvestres comestíveis e venenosos” Ed. Everest amostra-se-nos a seguinte receita de sopa de bieiteiro.

Ingredientes: 800 gr. de frutos de bieiteiro, açúcar, 3 maçãs e farinha.

As bagas de bieiteiro cozem-se na menor água possível. Uma vez cozidos engade-se água até obter o sabor desejado. Filtra-se, se engade-se-lhe açúcar e ferve-se em fogo brando removendo. botam-se-lhe as maçãs em anaquinhos. Deixa-se uns minutos até que a maçã esteja entrecozida. Retira-se do lume e bota-se-lhe removendo a farinha até obter a consistência desejada.

As flores de bieiteiro podem-se empanar. Na obra “Plantas medicinais, bagas e verduras silvestres de Grau/Jung/Münker ed. Blume temos a seguinte receita:

” Prepara-e uma massa de sonhos com farinha, ovos, manteiga quente, água, um pouco de mel e um beliscão de sal, fazendo com que não resulte muito espessa. Nela mergulham-se as inflorescencias de bieiteiro colhendo-as pola caule, que não se terá cortado. A seguir fritem-se em azeite até que estejam douradas e servem-se quentes, acompanhadas de compota. Para a massa, tomam-se 3 ovos para 125 gr. de farinha. Os gourmets acrescentam à massa 2 ou 3 colheradas sopeiras de vinho.”


O bieiteiro como bebida

Com as bagas de bieiteiro podem-se preparar sucos simplesmente prensando os frutos com um pano limpo. Também se podem preparar licores. Manuel Durriti ensina-nos como fazer licor de bieiteiro.
Ingredientes: 1,5 Kg. de bagas de bieiteiro, ¾ de litro de canha ou conhaque ou outro licor, 750gr de açúcar, 4 cravos de especiaria, 1 pauzinho de canela.
Põem-se as bagas em uma garrafa de pescoço largo e cobrem-se com a canha, tampa-se e deixa-se repousar 6 semanas. Coa-se e prensam-se os frutos para obter todo o suco, ao qual se lhe engade, numha pota, o açúcar, os cravos e a canela. Ferve-se em fogo brando durante 15 minutos. Enchem-se as garrafas e deixa-se repousar umas semanas antes de tomá-lo.

As flores de bieiteiro também se têm empregado para fazer licores e aromatizar vinhos.


O bieiteiro como medicinal

O bieiteiro é um dos melhores sudoríficos (estimula a transpiração) e depurativos (purifica o sangue contribuindo para eliminar os resíduos). Além disso também apresenta propriedades diuréticas (colabora no processo de depuração do sangue ao eliminar as toxinas) e antiinflamatórias (reduz as inflamações).

Emprega-se habitualmente em forma de chá para tratar resfriados, gripes, esfriamentos, catarros e também se pode tomar como medida preventiva destas afecções.

Em forma de compressa emprega-se para tratar afecções da pele, como eczemas e outras dermatoses também há autores que a recomendam para aliviar as hemorróidas e para as queimaduras leves. Para a conjuntivites, além de empregar compressas também podemos realizar lavados de olhos com o chá das flores. Por último, há quem recomenda os cigarros feitos com folhas secas de bieiteiro para deixar de fumar.

As partes de utilidade medicinal do bieiteiro são as flores, os frutos, as folhas, e o segundo córtex, mesmo que na atualidade se acostumam empregar só as flores.
O chá de flores prepara-se com duas colherzinhas arrasadas de flores frescas ou secas em ¼ litro de água fervendo. Deixa-se repousar uns minutos e toma-se três vezes por dia.

O chá das folhas tem propriedades parecidas, mas seu cheiro não é muito agradável. Prepara-se de forma similar, com duas colherzinhas arrasadas de folhas.

As flores recolhem-se de maio a julho, estendem-se em um lugar abrigado para que se desprendam das caules e deixam-se secar. As folhas recolhem-se de jovens e secam-se ao ar.


Cultivo do bieiteiro

O bieiteiro cultivou-se em jardins durante muito tempo. Mesmo que o cheiro de suas folhas não é agradável, entre finais de primavera e princípios de verão cobre-se de bonitas flores brancas. Em um jardim natural oferece refúgio e alimento a muitas aves.

O bieiteiro é um arbusto ou árvore perene de até 10 m. De altura se se lhe deixa. Prefere zonas ensolaradas ou parcialmente sombreadas, solos frescos e com certa umidade.
Outros usos e curiosidades

Como dissemos, o homem valeu-se do bieiteiro desde a idade da pedra, como alimento, medicina, em ritos religiosos e mágicos, como planta de jardim, para fabricar assobios valiéndose da sua madeira oca, etc.

As folhas queimadas empregaram-se como inseticida e o chá das folhas empregou-se como repulsivo de mosquitos e, borrifada sobre as plantas, para protegê-las de pulgões e eirugas.

A madeira de bieiteiro é frágil e leve, não é um bom combustível.
Descrição e características

O bieiteiro é um arbusto ou árvore entre 2 e 10 metros de alto. Suas folhas são dentadas e desprendem um cheiro pouco agradável. As flores dispõem-se em falsa umbela com 5 pétalas, 5 sépalos e 5 estames com anteras amarelas. As bagas são verdes primeiro e pretas quando amadurecem. O talo é oco e frágil, com uma medula branca.”

Pois, até aquí, o que dim os expertos sobre este arbusto de alto porte que é o bieiteiro.
Eu podo vos dizer que é umha planta que adoro. Na casa de minha mãe, houve um bieiteiro muito tempo que dava sombra no verão para nos sentar embaixo a parolar, mas, como por este tempo, deixava cair suas bagas avinhadas, minha mãe decidiu que era mui porco e que lixava muito e cortou-no. Cada vez que vou à sua casa, ainda o lembro. Agora tenho um na beira do “meu rio” e vários que vejo desde a janela. Polo São João, na minha vila, é tradição espetar polinhas de bieiteiro nos furacos das paredes, para proteger as casas dos maus olhos.
Tamém era mui utilizado polos rapazes de algum dia, que não tinhamos muitos brinquedos, para fazermos zarabatanas vaziando o miolo das polinhas pequenas e metendo na ponta os frutos verdes, soprávamos com força e assim davamos-lhe num olho ou onde quadrasse aos que passavam por diante.

Hans Christian Andersen, do que já falamos aquí há tempo, escreveu um conto sobre o bieiteiro do que gosto muito.
Intitula-se “Mãe bieiteiro”, ainda que eu-cousas das ditaduras-lim por primeira vez em espanhol como “Madre Sauco”.
È umha preciosa história que fala das lembranças…

Oscar Klever é o ilustrador.

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As nêvodas ou nêvedas

01/09/2008 by rifenha

As nêvodas, tamém chamadas nêvedas, são umhas ervas muito olorosas que medram na porta de embaixo da minha casa, na que da ao vendaval e onde se toma o sol nos dias claros e entra o vento e bate a chuva nos de invernia.

As nêvodas, Calamintha Nepeta, foram muito importantes no passado da Galiza, porque com elas, aromatizavam-se os “bolos do pote”, que, cozidos no caldo, eram o compango habitual dos jantares dos labregos galegos da geração dos meus avós.

“Bolo do pote, comer a ganhote”

“Bolo do lar, comer a fartar”.

O recendo das nêvodas é muito semelhante ao das mentas, tanto da hortelã, como do poejo.

É umha planta de folhas pequenas e flores mais pequenas ainda, de cor azul.

Estas imagens, som da que tenho na porta. Após a chuva ou o rocio da noite, arrecende que da gosto.


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O ciclo do tempo

28/08/2008 by rifenha

Fazemos umha parada nas ervas ventureiras-ainda me faltam algumas que tenho perto de mim, a carão da porta da casa-, para lembrar outra vez às duas rifenhas que seguem a viver na sua casinha de Vimianço e que se preparam já para o Ramadam deste ano.

Este ano, o mes muçulmano de Ramadam, começa, aquí em Vimianço-depende da lua, já sabedes- o dia 2 de Setembro, e dura até o 1 de Outubro.

A hora de romper o jejum o primeiro dia vem sendo às 9 e 9 minutos da tardinha e, cada dia, com o minguar das horas de sol, vai mudando uns minutos.

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Nos messes de verão, as horas de jejum e de não beber são mais e fai-se um pouco mais dificil de levar.

Mas as tradições são importantes para as duas rifenhas-mãe e filha- mália serem novas e mui implicadas com os costumes europeus. Assim que, como aqui em Vimianço não há mesquita nem almuecim , eu disse-lhe a rapaza que, se queria, pedia um alto-falante e berrava-lhe desde a minha janela do sobrado: Allah uakbar! quando chegasse a hora, mas acredito em que não fai falta. Elas levam o tema com muito agarimo e saudade pola sua terra e não precisam de avissos.

Na entrada do Ramadam do ano passado, já vos expliquei como o celebram.

Às vezes parece-nos que os costumes ou as tradições são umha parvoíce. Eu penso que são, mas quando são forçadas. Porém, se se fam com agarimo e coração, sem supôr um distanciamento dos demais, mas umha satisfação para o espírito, são umha benção. E umha fonte de variedade cultural tão apaixoante para o que gosta de conhecer.

Ramadam Mubarak a todos os muçulmanos e muçulmanas se é que algum ou algumha entra no blogue.

رهذان  هبارگ

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