Arquivo de Maio, 2007

Tempos de labirintos

30/05/2007

Pois por fim chegou o dia de irmos votar. E fomos. E o partido que levava governando perto de 20 anos em maioria absoluta perdiu-a.

E a senhora que prometiu balneários, carrís-bici polas costas arriba, Alejandro Sanz, Shakira e audiovisuais para os pacientes que aguardam turno no Centro de Saude subiu.

E outros, que trabalharom todo o ano arreio ajudando aos vizinhos no que se podia, ficarom o mesmo.

Agora hà quinielas , e até o 16 nao imos sair de dúbidas.

Cousa importante:

Perderom-se muitas maiorias absolutas e houve concelhos que levavam mais de meia dúcia de candidaturas.

Pessoalmente, parece-me bem que se perdam as maiorias absolutas. Gosto da pluralidade.

Também de que os cidadãos e cidadàs se juntem para melhorar seus concelhos.

Agora, esperar.

Tudo pode mudar, cara umha meirande pluralidade e, por ende, maior liverdade, ou seguir igual, se algumha das possibilidades que se baralham se cumple.

Cuido que os vizinhos de Vimianço, na sua maioria, prefirem a primeira opção. Assim o expresarom o domingo.

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Esto é um vinde-o ver

24/05/2007

Jà vos falei onte da campanha eleitoral do meu concelho.

Da senhora que levava coma eixe da campanha o do Balneário de Thalasoterápia, ademais de trazer a Alejandro Sanz e Shakira a cantar a Vimianço, porque seica tem amizade com seu advogado, que onte nao me lembrei de vo-lo contar. Saiu en La Voz, nao vaiades pensar que o sonhei numha nuite de mal-durmir.

Bom, pois hoje, é dia de feira em Vimianço e, como jà é hora de queimar a derradeira artilheria, a feira vai ser um espectáculo.

Sem mais. A tal hora, tomava eu um chà na de minha irmà, quando minha sobrinha mais eu ouvimos um ruido dum motor que vinha de acima, do ar.

Saimos ao balcao, para ver, e…Nao vos digo mais. Era umha pessoa num parapente desses com motor, e desde abaixo, quando che passava à altura da cabeça, podias ler:
“VOTA ALEJANDRO”.

E digo eu. Nao lhe chegaria com a pirámide fartaónica e a megafonia, que tem que mandar a um polo ar , coma um Superman a motor?

Eu nao me quero meter nas cousas que cada quem faça para sair alcalde, mas estes dias estou a ver cousas que nunca pensei que fossem passar em Vimianço.

Amais de tudo esto, também vejo outras cousas que me aledam: A gente jà nao tem medo de ir às reunioes de quaisquer dos candidatos, de falar, de opinar, de se amosar em público tal e como pensa.

Penso que em esso, tem muito que ver a caida do monopólio político do PP de Fraga, que era umha continuaçao do franquismo, e a asunçao de tarefas políticas de governo por parte do BNG.

Semelha que, por fim, as cousas se vao normaliçando, mália o jogo sujo de algúns que seguem empecinados no feudalismo.

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Erro de moeda

23/05/2007

Na entrada anterior dizia que a faraónica Casa da Cultura de Vimianço custou 200 milhoes de euros.

Pois nao.

Foram 2 milhoes.

Ainda me podem as pesetas.

De eleiçoes e outras lérias

23/05/2007

Estes últimos dias andamos com músicas e mensagens lançados desde camionetas com torres piramidais,com retratos do nosso alcalde, suposso que para ir a jogo com a nova casa da Cultura, a obra, segundo as suas palàvras, mais faraónica dos contornos. 2 milhões de euros já dão para a pirámide de Keops, polo menos.

Megafonias e cartazes que se juntam o dia da feira e dão voltas à vila uns diante e outros atrás.Esso sim, uns com muito mais volume de megafonia e volume de pirámide.

Mas o mais engraçado que puidem ouvir em Radio Nordés e ler na prensa estes dias, forom as opiniões, projectos e cartazes dumha das candidatas pendurada num cruzeiro, que fixo várias promesas bem curiosas.

A senhora seica é de Paléncia, e ejerce a sua profissão de médica aquí em Vimianço

Pois não se lhe ocorre a boa da mulher prometer um Balneário , suposso que de Talasoterápia, aló em Sabadelhe, lugar no que o mar banha o nosso concelho,entre Traba e Camelhe, fermoso, por certo, ao que só se pode acceder por entre os penedos, os toxos e as carrascas.

Também falou de esportos alternativos ao futebol, como pistas de tenis e hípica e, sobre tudo, algo genial:

Seica no Centro da Saúde, mentras os potenciais doentes aguardam, o balbordo das conversas sobe decibélios.

Para evitar ruidos, ela propõe pór umhas mamparas para que em cada umha se projecte um audiovisual e assim, os pacientes fiquem calados.

Digo eu que os audiovisuais serão ajeitados à doença de cada quem. Videos porno para os transtornos sexuais, receitas de dieta mediterranea para os do colesterol alto, anti-tabaco para os fumadores…

Não se me ocorre que podem pór para os enfermos mentais.

“El Resplandor”, tal vez?

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Sonhos

16/05/2007

Às vezes umha sonha cousas intrascendentes, outras sonha sonhos simbólicos e até premonitórios.

As mais das vezes, umha, quando acorda, amanhà, nao lembra os sonhos.

Hoje, justo antes de espertar, umha frase soava na minha cabeça. A frase era esta:

“Se estou no meio dos pinos, como vou encontrar o caminho da memória?”

Nao sei como interpretar essa frase, mas, lembrando os caminhos que percorrim estes dias por pistas de monte, imaginei que bem podia ser a voz da terra.

Da Galiza, em concreto.

Ou de calquera parte da terra onde lhe deturparam a própria alma , que sao os bosques e o mar, para substitui-los por algo foráneo, que da mais dinheiro a curto praço.

Pode que a minha interpretaçao vos semelha umha parvada, ou umha toleria, mas eu sinto hà muito tempo essa sensaçao que, hoje, a través dessa porta que nos comunica com os sonhos, o soto onde dormem os símbolos em imagens, em palàvras, chegou até a minha conciência.

Sobre mulheres, culturas e fóbias

12/05/2007

Estes dias apareceu nos tele-jornais umha nova estarrecedora.

Umha moça de etnia kurda, umha adolescente de 17 anos, apedreada pola sua família e vizinhos por se mudar de religião ao Islão.

Normalmente é a religião islámica e a cultura que a arrodeia a que tem a sona de apedrear às mulheres, fazer ablações de clítoris e demais aberrações que sofrem as mulheres de todo o mundo.

Mais olhai senhoras e senhores que seguides “O escunchador”.

Uns capítulos mais atrás olhavamos a Olimpia de Gouges guilhotinada pola laica, liberal e civil Revolução Francesa, tão adorada. Só por pedir os mesmos dereitos para as mulheres que figuravam na declaração de “Dereitos do Cidadão” dada pola revolução.

Também como, durante a República espanhola, havia mulheres de esquerdas, inteligentes universitárias, que se opunham ao voto feminino por o considerar, a priori, mais consevador.

Cada dia sabemos de algúm homen que ainda não fui quem de asumir que as mulheres somos pessoas e não objectos da sua propriedade. Por esso as acuitelam, queimam, desfiguram ou lhe fam a vida iumpossível-Ou minha, ou de ninguém-.

Tudo esto, vem a que a questão das mulheres e os seus problemas, não sao património de nemhumha cultura, étnia, religião ou ideologia.

São fruto do machismo arraigado no inconsciente da humanidade após de tantos anos de sociedades patriarcais.

Mentras não asumamos esso, o único que faremos será pôr balões fóra, botar-lhe a culpa a outros, fomentar a xenofóbia gratuita e contribuir a que o problema se enquiste cada vez mais, no Kurdistão, em Nigéria ou entre nós, que tanto tem.

As mulheres que cada dia são maltratadas, humilhadas e até mortas pola mentalidade patriarcal déspota e absolutista, sofrem o mesmo em quaisquer parte do mundo.

Outra cousa é a existéncia de leis que nos protejam e aí, sim que as mulheres europeias somos privilegiadas, porque a nossa sociedade tem leis mais justas que as de outros paises, onde o patriarcado ainda não evoluiu a nível político.

Mas, não nos enganemos. A violéncia contra as mulheres não é património de culturas, religiões ou étnias.

É únicamente umha consequéncia das ideias patriarcais e machistas que a humanidade indoeuropeia e as culturas que gerou, vem arrastrando dende que os primeiros guerreiros procedentes das Mesetas Centroeuropeias e Asiáticas, e logo as ideias semíticas, patriarcais também, invadiram às culturas matrilineais da Natureça, a Fertilidade, a Terra mãe e as cidades sem muros arredor, como as de Creta, ou Mohenho Daro , na India.

Mentras não nos libremos da mitologia homérica, com seus herois guerreiros, sanguinários e únicamente varões, e os consideremos simplesmente umha etapa da história,assim como das ideias represoras da sexualidade feminina das culturas semíticas, nunca chegaremos as mulheres a ficar a salvo da violéncia.

Nem tampouco os povos mais febles, indefensos e menos preparados para a guerra do planeta.

Nem sequer o Planeta fica a salvo. Porque a filosofia homérica, após dous mil anos e pico, chega a tal ponto de justificar explossões nucleares no mesmo útero da terra, sem respeitar sequera à mãe universal que nos nutre e nos agasalha com seus frutos e sua beleça.

Agora jà andam matinando em ir embora para outros planetas quando rematem com este.

Nas nossas mentes fica a solução a tanta desfeita. Respeitar o feminino e às mulheres, pode significar a salvação e a evolução da nossa sociedade cara maiores cotas de liverdade e felicidade. Para esso, só hà que mudar o “chip”.

É difícil mudar umha pauta de miles de anos, mas não impossível.

As mulheres de todo o mundo tem que tentar equilibrar a balança,e esso é possível dentro de quaisquer cultura, religião ou étnia.

Só hà que minar as pedras dos alicerces da sociedade. Pinga a pinga. Como a àgua.

A àgua é o elemento feminino por exceléncia. A àgua; os fluidos, a persisténcia.

Assim é como o mar fura a pedra. E a desgasta até a tornar areia dourada.

Ou bate com força contra os cons da ribeira até os fender.


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Juan sin Tierra

09/05/2007

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Nao podiamos rematar esta galeria de personagens sem falar do mais importante e protagonista de todas as revoluçoes:

Juan Sin Tierra.

Nao pudem atopar a versao original de Victor Jara, mas com esta, de SKA-P, e Hechos contra el Decoro, trato de lembrar a todos os Juan sin Tierra do Mundo, os que ainda nao faz sua revoluçao, os que andam nela e os que jà a fixeram e ficaram desilusionados com o reesultado.

Porque o ser humano é assim. Ainda nao evoluiu suficiente.

Para mostra, este botao do senhor Oscar Chavez, com motivo da privatiçaçao de PEMEX que se poderia aplicar às duas terzas partes do nosso mundo.


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La Cucaracha

08/05/2007

Assim como La Llorona e Adelita tem sua história, também “La Cucaracha” tem umha história de revolução.

Parece ser que a primeira versão da canção chegou com os conquistadores espanhois, mas, durante a revolução de Villa e Zapata, La Cucaracha refíre-se a um personagem especial. Um general chamado Victoriano Huerta.

En 1913 se produjo una verdadera revolución en la letra de “La Cucaracha”.
Muy natural, porque esto ocurrió durante la Revolución Mexicana.
A la canción se le agregaron versos de escarnio contra el general Victoriano Huerta,
viejo malandrín, rastrero, hipócrita, estrafalario, borracho, marihuanero,
ridículo y malvado. Lo único bueno que se le podía reconocer en la vida
era la excelente marihuana que fumaba de día y de noche.
Tenía el uniforme con eternas manchas de grasa y de vino y despedía un olor
a basura y a suciedad antigua, inmemorial. Sus bigotes eran lacios,
con restos de comida vieja y olor a marihuana rancia.
Por alguna razón que no me puedo imaginar, la gente le puso el apodo de La Cucaracha .
Huerta caminaba tambaleándose de una manera grotesca porque invariablemente
se encontraba borracho. Pero cuando no andaba con sus tequilas puestas,
caminaba tambaleándose de una manera grotesca porque además de las virtudes
ya enumeradas era cojo y patituerto. Unos decían que Dios lo había querido
perjudicar al crearlo porque sabía de antemano lo malvado que le iba a salir ese retoño.
Otros afirmaban que el tipo se había vuelto malo para pagar todos los favorcitos
que había recibido de Dios. Sea como fuere, Victoriano se las arregló para trepar
hacia el poder dejando en el camino un reguero de cadáveres. Sus hazañas incluyeron
el asesinato del Presidente Francisco I. Madero y la invitación que extendió
a los gringos para que invadieran el territorio mexicano.”

Segundo luitasem no noirte com Villa ou no Sul com Zapata, as versoes podem ser diferentes, fazendo alusões a factos concretos de cada tropa.

Esta é umha delas:

La Cucaracha

Coro:
La cucaracha, la cucaracha,
Ya no puede caminar;
Porque no tiene, porque le falta
Marijuana que fumar.

Ya murio la cucaracha,
Ya la llevan a enterrar,
Entre cuatro zopilotes
Y un raton de sacristan.

Con las barbas de Carranza,
Voy a hacer una toquilla,
Pa’ ponersela al sombrero
De su padre Pancho Villa.

Un panadero fue a misa,
No encontrando que rezar,
Le pidio a la Virgen pura,
Marijuana pa’ fumar.

Una cosa me da risa:
Pancho Villa sin camisa;
Ya se van los carrancistas
Porque vienen los villistas.

Para sarapes, Saltillo;
Chihuahua para soldados;
Para mujeres, Jalisco;
Para amar, toditos lados.
A que vos deixei no video, é umha versão actual, para que vejades que o espírito da revolução não morreu no México

As “Adelitas”

07/05/2007

Jà que falamos de “La Llorona”, como personagem mítico, agora imos falar dumhas mulheres reais e verdadeiras que todos cantam mas que quase ninguém conhece.

As “Adelitas”.

Quando eu escolhi o nome de Adela para a minha primeira filha, nao conhescia esta história, mas o tempo traz tantas cousas e aprendemos tanto ao longo da vida, que só por esso, merece ser vivida.

Velaí a história das “Adelitas”:

A primeira “Adelita”, fui umha mulher que participou na Revoluçao Mexicana do 1910.

Seu nome real era Altagracia Martínez, e pertencia à clase alta da Cidade de México.

Simpatiça com a Revoluçao e une-se a ela, sendo baptiçada como Adelita polo General Francisco Villa, mais conhecido como Pancho Villa , e o coronel Rodolfo Fierro.

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Esta mulher fui asassinada por mandato dum tal Pascual Orozco, mas o nome Adelita ficou para todas as mulheres que participaram em aquele movemento armado e revolucionário.

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Tren militar com “Adelitas”, fotografia do arquivo Cazazola

As Adelitas as quais erão parte fundamental da revoluçao, tem funções de enfermeiras, telegrafistas, despachadoras de comboios, correios,espias, enlaces, abastecedoras de armas, propagandistas das ideias revolucionárias, combatentes, e ocupando postos de mando, também estaban as coronelas:

  • Carmen Alanis, que se levantou em armas em Casas Grandes, Chihuahua, e participou na toma de Ciudad Juárez com trescentos homens ao seu mando.
  • A coronela Juana Gutierrez de Mendoza
  • A China, que comandava um batalhão formado polas viuvas, filhas e irmàs dos combatentes mortos.
  • Dolores Jiménez Muo,Coronela, Redactora do Plano Político e Social que desconhece ao régimem porrfirista; redactora do diario liberal “Diario del hogar” e participante de “Las Hijas de Cuauhtémoc”.

Cada 20 de Novembro, quando se celebra o aniversário da Revolução Mexicana, as meninhas vestem-se de “Adelitas”, para lembrar a estas mulheres revolucionárias.

A canção das Adelitas. Jorge Negrete

 

Também hà desfiles de “Adelitas”em todas as cidades

E algo curioso que pervive no folclore de México:

As “Escaramuzas”. Concursos de amaçonas habilhadas de Adelitas que que em cada cidade, tem suas asociações.

As Adelitas seguem vivas, como podedes ver.

.A minha:


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ADELITA 

En lo alto de la abrupta serrania,
Acampado se encontraba un regimiento,
Y una moza que valiente lo seguia
Locamente enamorada del sargento 

Popular entre la tropa era Adelita,
La mujer que el sargento idolatraba,
Porque a mas de ser valiente era bonita,
Que hasta el mismo coronel la respetaba

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:

Que si Adelita se fuera con otro,
La seguiria por tierra y por mar;
Si por mar en un buque de guerra,
Si por tierra en un tren militar

Una noche en que la escolta regresaba
Conduciendo entre sus filas al sargento,
Por la voz de una mujer que sollozaba,
La plegaria se escucho en el campamento

Al oirla, el sargento, temeroso
De perder para siempre a su adorada,
Ocultando su emocion bajo el embozo,
A su amada le canto de esta manera

Que si Adelita se fuera con otro etc.

Y despues que termino la cruel batalla
Y la tropa regreso a su campamento,
Por las bajas que causara la metralla
Muy diezmado regresaba el regimiento 

Recordando aquel sargento sus quereres,
Los soldados que volvian de la guerra
Ofreciendoles su amor a las mujeres
Entonaban este himno de la guerra:

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:

Y si acaso yo muero en campaña
Y mi cadaver lo van a sepultar,
Adelita, por Dios te lo ruego
Con tus ojos me vayas a llorar 

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria....
Y si Adelita fuera mi novia,
Y si Adelita fuera mi mujer,
Le compraria un vestido de seda
para llevarla a bailar al cuartel

Y si acaso yo muero en la guerra,
Y si mi cuerpo en la sierra va a quedar,
Ahy, adelita, por Dios te lo ruego,
Que por mis huesos no vayas a llorar. 

Si Adelita quisiera ser mi esposa,
Si Adelita ya fuera mi mujer,
Le compraría un vestido de seda
Para llevarla conmigo al Edén.




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Lila Downs

06/05/2007

E falando de La Llorona, nao podemos deixar de falar de outra mulher

Ela conta assim sua história:

Malinche :
… mi madre color de tierra
mojada de barro antiguo
cantaba, cantaba la cantina

….boquita pintada y tacones picudos
madre de la libre tentacion de admiración

pie mixteco, plano de pisada firme

Las mascaras de mi mamaculebraviento son prueba
del jaguar guerrero que habita su vientre……

Se alarga el tiempo sin su palabra de fuerza
su ambicion por ser verdadera a su animal interno

La que traga Dior , Ford Explorer y limpiador liquido fabuloso
mujer que buscó reflejarse en los ojos sabios del “otro”
del Hombre Blanco,
pajaro de movimiento- del viento que corre por el mundo

buscando, preguntando,
envolviendose de sexo indio
de orquidea de perfume , veneno de amor
de fertilidad de montaña, Yucuninu

amigo de Weston, guerrero escocés
perverso como todos los hombres que no esconden
su lujuria el deseo sin conciencia, nunca, pero tan de dejar rastro
momentaneo y de tanto fulgor, como el gallo esplendoroso del gallinero
momentaneo…

Asi, la voz que permutea por sus matices de los tiempos en mujer triste, de mujer de copas,
de mujer que canta la Llorona
Como a Lutero la Inquisicion,

La arias forjaron el grosor de las cuerdas de la garganta
pero el altavoz forjo la harmonia de la conciencia
que manaba de mi barrio
San Nicolás, cada dia a las 5 e la mañana

por el frio de la sierra, de mi ciudad mercado
alli,
donde está enterrado mi ombligo,
bajo el maguey detras de la casa de mi madre,
alli siempre tiene que volver,
dice mi nanañu, Dáu se’e luli ri
“.

Filha dum estadounidense de origem escocesa e dumha india mixteca, nasce em Oaxaca, cidade fronteiriça e tem como herdança as culturas de ambas duas beiras do Rio Grande.

Tivo umha vida de muito movemento, coma Lhasa de Sela, entre Los Ángeles, Oaxaca de Juárez e Minnesota.

No 94, grava seus primeiros temas, e no 96, seu segundop disco. “En vivo con Lila Downs”.

No 1997, grava “La Sandunga“, seu primeiro traballo inspirado na música de Oaxaca, com cançoes em espanhol, e em linguas indígenas, como mixteca, zapoteca e maia.

Segundo suas palavras:

“”uno de los temas que más me interesa es pensar que podemos seguir retomando la cultura indígena y, al mismo tiempo, vivir una realidad moderna. Junto con otros compañeros de las comunidades triquis, mixtecas y zapotecas de Oaxaca, he crecido pensando que todas nuestras comunidades indígenas necesitan una autonomía política y legal, y un gran respeto de parte de todos. Sus lenguas e ideas de nación deben permanecer, sin olvidarnos de lo que ocurre en el mundo, porque formamos parte de este todo.”

No 2001, publica “La Línea“, inspirado no sufrimento dos inmigrantes que tratam de cruçar a fronteira e das comunidades indígenas.

Algo mais tarde colabororu na B.S do filme “Frida“, sobre a vida da pintora Frida Khalo.

Por esse trabalho recibiu um Oscar e, na cerimónia de entrega, cantou com Caetano Veloso.

Mais tarde , no 2004, publica:”“Una Sangre: One Blood

E, no 2006, um disco homenagem às cançoes rancheiras: “La Cantina., entre copa y copa

Aqui vos deixo alguns videos mais de Lila Downs.

Espero que gostés.

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