Onte e mais hoje, são os dias da festa do santo, patrão da parróquia de Vimianço.
Segundo minha tia Estrelinha, são Vicenzo era umha caste de cura -diácono, que é menos graduação-que, por não arrenegar da sua fe cristiã, botarom-o a asar numha grelha coma um churrasco.
Eu lembro-o de quando ia à igreja alto, vestido cumha túnica vermelha de orla dourada sobreposta a umha vestidura branca, umha palma na mão dereita, um libro na esquerda e um corvo no hombreiro.
Sei que a palma simboliça o martírio, o libro, a sua adicação à leitura dos textos sagrados, e o corvo, segundo a lenda, é quem defende seus restos dos avoitres quando Daciano manda espedaçar seu corpo e o botar fóra dos muros da cidade de Valencia, para pasto das feras.
Antes havia outro são Vicenzinho mais pequeno e mais barroco, mas, quando tirarom abaixo a igreja primitiva para fazer outra há uns corenta e cinco anos, desapareceu o retábulo dourado, as capelinhas dos santos e o santinho quedava algo pequeno para semelhante igreja grande que havia agora. Assim que, as “senhoritas” do Paço de Trasariz
encarregarom um novo num obradoiro de Compostela, para agasalhar com ele ao novo templo. Foi sendo eu umha meninha de quatro anos, e lembro a viagem que fixemos para trazer o novo São Vicenzo para a vila. Um São Vicenzo alto, de olhada grande e séria, subido a umha peana de pedra no alto, perto da bóveda, presidindo-o tudo desde aquel posto solitário. Só o negro corvo o acompanha, a carom do seu ouvido.
Onte tivemos festa das casas, repenique de sinos, e misa. O tema de conversa nas tabernas, era o por que de não haver foguetes. Não sei em que quedou a cousa das razões da ausencia de foguetes. Mas esta festa, coma muitas, celebra-se em dous tempos:
Primeiro: A festa das casas: Jantar, reunirse a família e fechar o comércio e os centros de trabalho.
Segundo: Verbena de tirolirolá que, como vem sendo habitual, celebra-se o sábado, para que a gente possa ir bailar, beber e troular. E durmir para o outro dia.
É a primeira vez que se faz assim polo São Vicenzo . São cousas dos tempos que correm.




28/01/2008 às 8:46 am |
Ti es unha das que estragou Arroutada coas súas movidas, non? Estarás orgullosa, porque agora é unha merda. Cheguei aquí de casualidade, pero tiña que dicircho, se non rebento.
28/01/2008 às 1:03 pm |
Recaredo, tés um nome algo velho. De rei godo, se não me trabuco.
Polo demais, nem ideia do que falas.
Saude.