A terra, para mim, é umha mãe que se veste e se hebilha com roupas e colores diferentes, seguindo a coordenadas do tempo e do espaço.
Por esso, quando vivia no Rif, adorava a terra com suas amendoeiras em flor, suas ervinhas, os montes de terra roxa cheios de palmitos, suas humildes flores, suas pedras, suas vaguadas viçosas cheias de hortas, suas canaveiras…
Agora, em Vimianço, é o mesmo. Olho as àrvores espidas, os amentos dos abeneiros pendurados já, das suas pólas nuas, como umha certeza da primavera que fica aí, à volta da esquina. As mimosas, as ondas do ar na erva , os regos cheios de água das últimas borrascas que trazem a água desde os mares quentes para nós.
Onte, vi algo que nunca vira. Nem de pequena: Um par de parrulos, macho e femia, nadando no rio.
Mãgoa que, quando cheguei, fugiram voando…
Todo o demais, deixovos aqui, neste video com música de Manu Chao, para que, o que queira, veja, a travês das pistas de asfalto, os galpões de armazens , os cables, as casas, e os sinais , a verdadeira e fermosa faciana da terra, a mãe que nos nutre, nos deleita e nos acolhe no fim do caminho.
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