O Fiuncho
Foeniculum Vulgare
O fiuncho é uma planta que possui um cheiro anisado. Utilizava-se como planta medicinal na antiguidade.
Seu azeite essencial ajuda a lutar contra os parasitas do corpo. O fruto, rico em azeites essenciais, é utilizado em medicina.
Tem duas principais ações :
-Em nível intestinal : é antiespasmódico, é dizer ajuda nas dores de tipo cólicos do intestino e o estomago. Também ajuda ao controle da aerofagia e estimula a digestão.
- Em nível de vias respiratórias : é expectorante, ou seja que ajuda a evacuar as mucosidades dos brônquios graças às sua ação contra a inflamação.
-Ajuda à produção de leite nas mulheres que têm problemas de dar seio a seus filhos.
-Graças às sua ação contra a inflamação, permite de melhorar as conjuntivites, os tiriçois e inflamações das pálpebras. Para isso, prepara-se em chá e com um algodão (uma vez que o liquido esta morno) aplica-se sobre os olhos em compressas úmidas.
Até aquí os dados mais ou menos oficiais sobre o fiuncho.
Os que eu tenho experimentado, são aqueles que aprendí dos velhos de antes:
Era utilizado para os gases, sobre todo das crianças, mas também dos maiores. Também para as dores menstruais:”Toma anís, que é bom para a matriz” dizia minha avoa. Ela chamava-lhe anís ao fiuncho.
Também era utilizado para cozer as castanhas de ouriço: Umhas polinhas na água, dão-lhe um ponto de sabor.
E, sobre todo, é a planta aromática que serve de base a todas as plantas e aromas que juntava-mos -e ainda juntamos- polos campos para lavar a cara a manhã do solstício de verão. A manhã de São João, no hemisfério norte. O fiuncho, mesturado com outras flores: rosas silvestres, alecrim,malvas,rosas centifólias é a erva que enche o fondo da banheira que vai ficar ao sereno fora da casa, toda a noite, para depois se lavar pola manhã cedo.
São tradições de milénios, de quando o sol, a terra e a lua, eram símbolos da nossa pertença ao Cosmos, ao Universo. E a espécie humana tinha conciência de ser um micro-cosmos, reflexo e paradigma de algo mais grande, e, porém, mui nosso.
Tradições que a igreja e, mais teimudamente na Galiza, São Martinho Dumiense, tratou de erradicar, mas que faz falta muito mais do que umha vida, ainda que seja dum santo ou dum bispo, para borrar.






06/11/2008 ás 9:37 pm |
Era i é!! polo menos na minha casa aínda se usa o fiuncho para asar as castañas.
Unha pregunta, esto é o que en castelán lle chaman “hinojo”?
E outra cousa: Antes o “anís estrellado” vendíase para as criançinhas, para aliviarlles os “gases” máis retiráronno da venta. Agora a tendencia é a non lles dar nada para os chamados “cólicos do lactante” pois “cúranse” sós ós 3-4 meses fagas o que fagas.
E o da leite… non teño eu ouvido falar nada bem dos galactogogos, moita xente dubida das súas supostas propriedades, o millor para ter leite é dar o peito “a demanda” sempre que queira o pequeno, sen mirar tempos, nen andar a cambialos de peito cada X tempo… Bem, perdoa saírme tanto do tema.
E xa por último, deíxote outra propriedade do fiuncho. Cando te “picas” coas ortigas, colles as follas do fiuncho e as resfregas por riba de onde che proe, desaparecen até as vexigas!
Beijos