As nêvodas, tamém chamadas nêvedas, são umhas ervas muito olorosas que medram na porta de embaixo da minha casa, na que da ao vendaval e onde se toma o sol nos dias claros e entra o vento e bate a chuva nos de invernia.
As nêvodas, Calamintha Nepeta, foram muito importantes no passado da Galiza, porque com elas, aromatizavam-se os “bolos do pote”, que, cozidos no caldo, eram o compango habitual dos jantares dos labregos galegos da geração dos meus avós.
“Bolo do pote, comer a ganhote”
“Bolo do lar, comer a fartar”.
O recendo das nêvodas é muito semelhante ao das mentas, tanto da hortelã, como do poejo.
É umha planta de folhas pequenas e flores mais pequenas ainda, de cor azul.
Estas imagens, som da que tenho na porta. Após a chuva ou o rocio da noite, arrecende que da gosto.
Tags: A Galiza, bolos do pote, calamintha, ervas ventureiras, nêvedas





01/09/2008 ás 5:05 pm |
O que são as cousas… não conhecia o seu blogue, mas polo que levo visto é… fascinante! Agora mesmo o recomentei a todos os meus contactos. Saúde e parabéns
01/09/2008 ás 5:40 pm |
Muito agradecida fico polas suas palavras, Geraldinho. Aleda-me que você goste do meu blogue.
Eu tamém gosto das cousas que comenta você no alema.
03/09/2008 ás 3:58 pm |
A néboda bótana nas castañas cocidas en Arbo e sabe mil veces millor que con funcho.
En Arbo tamén fan bólo do pote algúns domingos e é máis amarelo.
03/09/2008 ás 4:34 pm |
Este ano vou probar o das castanhas cozidas.
A cor dos bolos do pote, depende da farinha: Os brancos são de trigo e os marelos, de farinha de milho. Na minha casa, tamém os faziam de milho, mais amarelos.