pós uns messes sem parar por eiquí, ocupada em outros assuntos, hoje volvo a pasar e vejo, como umha andorinha perdida, que ainda ficam os bieiteiros e os fiunchos em flor, agora que veu o inverno e as àrvores e arbustos tiritam, espidos, baixo a geada, arrolados polo fino e frío ar do norte ou sacudidos polo furioso e húmido vendaval.
Já passou o solstício de inverno, com as suas festas de Natal cheias de doces, copas de cava e agasalhos que deixam o corpo malhado e os petos baldeiros.
Já os dias medrarom um bocadinho e agora, às seis e meia da tarde-hora de Madrid-aínda há luz cara o pôr do sol e claridade fóra da janela.
Certamente tardei muito. Agora, o mundo que me rodea, nesta minha pequela vila do Atlántico fisterram, já nom é o mesmo.
Agora a minha melhor amiga, jé nom é a cámara de fotos, mas a minha salamandra de ferro.

Ela é o meu lume sagrado, o que faz da minha casa um fogar quente e acolhedor. A que me alegra o corpo e a alma entanto fóra venta, chove ou cai a geada.
Ao seu pé, o gatinho e o cãozinho enrolam-se para sentir a ledícia do calor.
Umhas briquetas de serraduras prensadas e a lenha do monte dos meus avôs, mesturam-se para fazer o meu inverno um verdadeiro pracer.
E agora que volvi, prometo seguir contando cousas a cotío, como antes.
Feliz ano novo a todos e todas os que passedes por eiquí.
Tags: inverno, lume, salamandra


13/01/2009 ás 4:55 pm |
feliz ano a ti tamen!!!q ben q estes de volta!
16/01/2009 ás 8:39 pm |
Agradecida. O certo é que andei um chisco alonjada do blogue.
Às vezes, cómpre descansar para volver com azos de contar novas histórias.