Arquivos diários: 10/09/2010

tempo de dálias

tempo de dálias

al12col1.gif dália, uma planta da família das asteráceas, é  originária do México. Já nos tempos do império asteca, se cultivavam dálias nessas terras, onde era chamada ‘xicaxochitl’

Por volta do final do século XVIII, o diretor do Jardim Botánico de Madrí, o senhor Antonio José Cavanilles, cultivou as primeiras plantas, às quais chamou “dahlias” em honor ao botánico sueco Anders Dahl. Assim seguem a se chamar agora em todo o mundo, agás nalguns paises da Europa do Leste, onde é chamada georgina.

Mui pronto, a dália se introduciu nos jardins, sobre todo em Bélgica e Dinamarca e nas cortes europeias daqueles tempos: A emperatriz Josefina, de França, e a raínha Vitória, de Inglaterra, foram mui afeiçoadas ao seu cultivo nos seus jardins palaciegos.

Com o tempo, viu-se que a dália era uma planta de fácil hibridação com outras plantas, como os crisantemos, e que, ademais, ela mesma podia variar com facilidade. Assim, hoje em dia, conhecem-se 30 espécies de dálias e 20.000 variedades.

Plantam-se a partir dum tubérculo que medra subterráneo e que almazena as reservas de alimento. A plantação faz-se na primavera-março-maio- e a floração, na Galiza, sucede no verão ou mesmo ao começar o outono-julho-setembro-.

Há que as plantar onde dea o sol e a uma distáncia de meio metro uma da outra. A profundidade, mais ou menos o duplo do tamanho da “pataca” ou tubérculo. Estes tubérculos, vão reproduzindo-se e, se se querem obter mais plantas, há que os desenterrar e dividí-los cum corte limpo dum cutelo bem afiado. Logo planta-se cada um por separado e já temos duas plantas. Se se deixam ficar na terra, sem as desenterrar em todo o ano, cada vez imos ter mais plantas, ao irem-se reproducindo as raizes carnosas embaixo da terra. Seica os astecas comiam suas raizes como alimento, mas em Europa não chegou a calhar essa maneira de as aproveitar. Simplesmente, são umas resistentes e formosas amigas do nosso jardim.

Tubérculos ou raizes carnosas de dália