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O XIV Asalto Irmandinho de Vimianzo, já está aquí.

O XIV Asalto Irmandinho de Vimianzo, já está aquí.

2654904463_8fca58d99f_oComo cada ano, a “Asociación Axvalso” de Vimianzo, na Terra de Soneira, na Costa da Morte, prepara a festa conmemorativa do asalto à fortaleça dos Mososo, como há mais de quinhentos anos, figeram Os Irmandinhos, aquela gente do comum organizada para lutar polos seus direitos fronte aos abusos dos senhores feudais.

Se queredes mais informação do tema, no blogue http://asaltovimianzo.wordpress.com, toparedes toda a quepodades necessitar.

Os que moredes perto, animádevos. É umha verdadeira festa para não perder.

Esperamos-vos em Vimianço a tarde-noite do 4 de Julho.

Saudos irmandinhos.

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Tango

Tango

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fetch-15Tango é, com o fado e o flamenco, umha das três músicas urbanas do século XX.
Hoje, ouvi um tango dumha mulher Uruguaia chamada Giovanna que me fiz emocionar:
Deixo-vos a letra em espanhol. Se entrades no seu espaço: http://www.myspace.com/giovannatango

há para ouvir tangos e milongas.

CIUDAD DE NADIE
Mi ciudad está por todos lados
en los tangos errantes del destierro
tirando más al pecho que al costado
ahí donde se angustian los recuerdos.

Mi ciudad está en la pesadilla
en el mapa siniestro de la sangre
limita con un rio y la costilla
del resto del pais que tiene hambre.

Ahí en la calle
que siempre duerme
los tigres amarillos de la hambruna
están llevándose el cadáver de la luna.
Y se vislumbra
por las veredas
la huella de la perra desventura
en la masacre de las bolsas de basura.
Ahí en la calle
de la penumbra
Cuando la noche se recuesta en los umbrales
el sueño se parece a la locura.

Mi ciudad está en ninguna parte
en la brújula rota del viajero
durmiéndose en el frasco de calmantes
al márgen de la vida y del deseo.

Mi ciudad está mirando al norte
amarrada al cabo del subsuelo
cambiando por monedas su horizonte
al sur de los que miran desde el suelo.

Tango actual. Letras de agora e de sempre. Realidades que trocam de ubicação geográfica, mas não de ubicação humana. Antes eramos uns, agora são outros. Quem sabe se voltaremos a ser outra volta nós..!

Tamém, além da realidade que se vive em muitos paises da América Latina e duas terceiras partes do mundo, essa “ciudad de de nadie” pode existir no nosso interior. No próprio coração:

“Mi ciudad está en ninguna parte
en la brújula rota del viajero
durmiéndose en el frasco de calmantes
al márgen de la vida y del deseo.”

“Mi ciudad está por todos lados
en los tangos errantes del destierro
tirando más al pecho que al costado
ahí donde se angustian los recuerdos.”

Um tango cheio de verdade e sentimentos que soa como bágoas de tristeça na voz de Giovanna e na música de Hugo Fattoruso.

Às vezes, a beleza é triste.

Ou a tristura é bela.

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Vida tómbola

Vida tómbola

O meu personagem preferido é o cantante Manu Chao.Por razões que sería umha parvoíce analisar, porque haverá outras muitas pessoas que não gostem.

No último trabalho que tirou da sua cartola, Radiolina, tem umha canção que me faz pensar no momento que estou a viver:

La vida tómbola.

É certo. A vida é umha auténtica tómbola desde o nosso nascimento, mas também é umha tómbola cada dia, cada tempada, cada momento.

De súpeto acertas sempre, como Maradona frente a quaisquer baliza, e tés o “perrito piloto” e, sem saber como, a sorte muda, e toca-che o boleto “perrito zombi”, ou “perrito depressão”, ou “perrito doença”, mesmo o “perrito morte”.

Estas cousas são assim, e nemhum sabe explicar o por que. Só queda aceitar e solicitar ajuda, ainda que, essas viagens, normalmente hà que as fazer sós, como bem diz um dos meus cantores preferidos,o portenho Andrés Calamaro

Deixo-vos as canções para que as disfrutedes, É o melhor que podedes fazer, mentras não muda a sorte da tómbola.

La vida tómbola

Tuyo siempre

Los aviones


Coplas

Coplas

Quando eu era umha meninha, minha avoa, gostava muito de cantar coplas. As coplas sempre erão histórias de amores desgraçados, impossíveis, cantados por cantantes da Andalusia.

Hoje, tive um dia triste, como a chuvia que caiu no val toda a manhá e ainda agora, com pequenas pausas de azul entre as nuvens que se movem turradas polo vento do noroeste, cara o interior.

Tras as montanhas do meu val fica o Atlántico, na parte da Galiza aproada no mar, por esso sempre somos os primeiros em receber as chuvias e aquí as nuvens deixam a maior marte da sua carga. O resto, já mais ligeiras, levam-o ao interior, onde acabam de se desfazer, sem deixar nada para os secarrais da Meseta.

Bem, pois hoje, tinha um dia assim, triste, e pensei que a vida é como um amor impossível, que nos enche de emoções e momentos felizes, mas tamém tem absurdos, cousas sem sentido, enganos, ilusões falsas…E lembrei a minha avoa e as suas coplas. Assim que entrei no armazem das fotos e juntei as que me pareceram mais acordes com o que era a vida, e entrei no armazem das músicas e colhi umha que, ainda que não gosto muito da voz de Marta Sánchez, a copla, que já minha avoa cantava, parece-me muito fermosa:

Convido-vos a umha viagem

Convido-vos a umha viagem

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Pois eso. Que vos convido a umha viagem a Guatemala, num parque natural cheio de lagos, montanhas verdes, volcães e caminhinhos entre a selva, que não entre o milho, ainda que a civiliçação Maia, tem o milho como elemento básico, até o ponto de que no seu livro sagrado, o Popol Vooh, deus fazia aos homens de masa de farinha milha.

Bem, pois umhas amigas, trazem-me fotos dumha viagem a Guatemala, e eu elaborei este trabalhinho, com música de Manu Chao e palàvras de Hugo, outro dos colifatos portenhos mais concienciados dos problemas do mundo.

Espero que vocês gostem.

Aperta.

Imagens do Rexoubeo do mes passado

Imagens do Rexoubeo do mes passado

Na Taberna O Petouco, de Vimianço:

Rexoubeo

Segundo a minha filha, esta montagem saiu-me algo punki, mas agora não a vou mudar.

Veredes. É que continuo sem sair da casa. Hoje volvi ao psiquiatra e disse que troque o Litio por outro medicamento, que seica o litio não me vem bem, por mor de que me faz eliminar muito potásio e não é bom. Mesmo explicou o meu anojo rebotado, ainda que não muito vissível, dos últimos tempos, pola falta de potásio que tem repercussões no hipotálamo.

Assim que, já sabedes. A música punki é por mor do Li que faz que tenha pouco K. com o conseguinte rebotamento.

Pero…Gosto de como queda esta música, que nem sequer conheço, com as imagens da gente do meu povo. Algo rebotado, últimamente polas subidas abusivas de impostos.

Força!!!!

Seguimos de cantareas

Seguimos de cantareas

Pois é. O asuntinho das uito cousas faz-me maginar e, qué melhor jeito de transmitir o que penso, que cantando.

Claro que não canto eu, porque ainda não me gravaram no youtube. Mas fazede como se eu mesma for porque, ademais, gosto muito de cantar e ainda me lembro do tempo em que a gente cantava trabalhando, na taberna, após dum bom jantar de festa, ou quando lhe acaia.

Claro que, tudo mudou.

Aqui vos deixo cum duo que interpreta umha canção de circunferência. Os motivos de ficar na linha periférica são outros, mas também contam com minha empatia-simpatia.

Aperta:

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La lengua popular

La lengua popular

Este é o título do novo trabalho de Calamaro.

Na linha dos melhores tempos de Los Rodríguez, um Calamaro re-nascido mas cumhas letras mais maduras, menos tristes, mais de homem maduro e feliz.

Escuitando o disco deduzo que atopou um amor que lhe faz ver o mundo doutra maneira: “ya no tengo espinas clavadas en el corazón” diz numha canção.

“Soy tuyo”, o título de outra.

“Muchos amigos se fueron antes que yo y me dejaron sólo”
“Una parte de mi no cambió , pero ya no soy el viejo Andrés que no dormia jamás . Encontré la mitad del amor”.

Um precioso e interesante trabalho. Música e letras.

Deixo aquí uns videos para que xulguedes por vós mesmos.

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Juan sin Tierra

Juan sin Tierra

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Nao podiamos rematar esta galeria de personagens sem falar do mais importante e protagonista de todas as revoluçoes:

Juan Sin Tierra.

Nao pudem atopar a versao original de Victor Jara, mas com esta, de SKA-P, e Hechos contra el Decoro, trato de lembrar a todos os Juan sin Tierra do Mundo, os que ainda nao faz sua revoluçao, os que andam nela e os que jà a fixeram e ficaram desilusionados com o reesultado.

Porque o ser humano é assim. Ainda nao evoluiu suficiente.

Para mostra, este botao do senhor Oscar Chavez, com motivo da privatiçaçao de PEMEX que se poderia aplicar às duas terzas partes do nosso mundo.


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