E pois é.
Após de voltas, reviravoltas e manobras várias, no goberno municipal de Vimianço, as cousas vem vindo ao rego, como já falamos no seu momento que ía passar.
O outro dia, celebrou-se um pleno no que, mália o troco de dia, a assistência de vizinhos fui notável.
Ia-se decidir umha subida dos impostos municipais de até o 300% em algúns casos. E, ainda que a política a muitos dos meus vizinhos lhe resulte alheia, o pecúlio é algo muito íntimo e pessoal para todos nós. Sem diferências.
Bom. Pois resulta que o nosso concelho seica tem umha débeda por mor da “faraónica” Casa da Cultura que supõe uns pagos de 6000 euros mensuais durante 15 anos. Se pensamos que as obras correram por conta do irmão do alcalde, como vem sendo habitual, a cousa anoja bastante aos vizinhos. Seica tem outras débedas contraidas amais da dos 6000euros e, como ademais, o senhor alcalde sempre levou a política de empregar no Concelho a familiares, amigos, gestores de voto e demais, os salários de toda a plana municipal sobem a um “queicó”, em palàvras de minha avoa Dolores.
Pero a cousa não queda aí.
Porque a senhora Borbujo, aquela doutora da quen vos falava em tempos de eleições, representabnte do PP vimiancês, também quere a sua parte da talhada e já começou a “colocar” a algúns dos seus.
Postas assim as cousas, e, sabendo a orde do dia, não me estranha que os vizinhos estiver interesados.
A senhora Borbujo, num primeiro momento, diz que o seu grupo se vai abster, e assim o faz na comissão prévia ao Pleno, o que daria um resultado favorável ao grupo de governo, com os votos do BNG em contra. Se os do PP votar na contra, o tema já não vai ao Pleno. Mas a sua abstenção dou via livre à proposta.
Por motivos que desconheço, mas que posso supôr, a senhora Borbujo, o dia do pleno, votou em contra, com todo o seu grupo.
E, até aquí, tudo bem. Mudou de ideia.
Se não for por umha manobra que aos vizinhos lhe anojou mais, por interpretar como um menosprezo à sua inteligência .
Resulta que no grupo do PP faltava umha concelheira, que ficava na clínica de Cée, ingresada por urgências essa mesma nuite. Testigos oculares confirmam que chegou no seu carro, preguntando por um doutor de parte da doutora Borbujo…
Assim era perfeito: A senhora Borbujo ficava bem com os vizinhos e não traizoava os compromisos de “Cacabelos” pactados com a plana maior do poder municipal na vila do Berço durante a campanha.
Resultado: Empate e desempate com o voto de qualidade do alcalde. Subida dos impostos até completar os 700 euros anuais aproximados por família.
E o lixo do concelho no vertedoiro do monte, coma hà trinta anos.
Como vedes, a política municipal do meu concelho não me faz sentir orgulhosa.
Os vizinhos castigaram ao alcalde nas últimas eleições votando ao PP e a umha senhora que não conhecemos por não levar muito tempo com nós.
Agora, desses pós, vem estas lamas que nos apertam a faldriqueira.
É o que há.
PD: Só umha c ousa boa em todo este asunto: La Voz de Galicia informou a verdade verdadeira ao dia seguinte. A ver se não vira.














