“PRIMERO COGIERON A…
Primero cogieron a los comunistas,
y yo no dije nada porque yo no era un comunista.
Luego se llevaron a los judíos,
y no dije nada porque yo no era un judío.
Luego vinieron por los obreros,
y no dije nada porque no era ni obrero ni sindicalista.
Luego se metieron con los católicos,
y no dije nada porque yo era protestante.
Y cuando finalmente vinieron por mí
no quedaba nadie para protestar.”
Bertold Brecht
Estes psico-sociópatas que movem o nosso mundo e que jogam com seres humanos ao pim pam pum, tem o poder que da o dinheiro. Mas,nós temos parte de culpa do que está a passar. Só nos centramos no nosso embigo e consumimos sem nos importar as condições de trabalho dos que fazem as parvadas que a miúdo compramos sem precisar de elas. Não temos conciéncia de clase. Só reagimos quando nos toca a nós. O comprar ou não comprar é o único poder do que imos dispôr de aquí em diante. Sejamos solidários no consumo. Já sei que é triste a cola do paro: Eu tenho três filhos que passam dos trinta e que não tem trabalho estável. Sei que para o ano, o subsídio que cobro não vai medrar. E muitas cousas mais. Mas tamém sei que em toda África, Ásia e América Latina, a gente passa fame, não tem sanidade pública, nem educação para os seus filhos, nem um entorno social no que poder viver, no sentido mais profundo da palávra.
Quando os bancos davam créditos, ou cartões de pago adiado, e dinheiro a eito, comprava telefones, PSP, computadoras, roupa, calçado, cousas para embelecer a minha casa, sem me preocupar polos meus irmãos trabalhadores que perdiam a vida e a dignidade para que eu pudesse ter essas parvoíces. Os senhores do dinheiro fregavam as mãos. Suas contas medravam cada vez mais e os seus ditadorzinhos mantinham à raia aos seus escravos para evitar quaiquer mostra de rebeldía. Quando saíam as novas na TV de guerras na Costa do Marfim ou no Congo, diziamos: Olha para aí, estes africanos, que selvagens. Lutam uns com outros como animais. Não queriamos saber a verdade: Que o combustível do nosso carro, ou o nosso telemóvel de última geração, estava fabricado com o sangue de operários na escravidão.
Pois agora, tocou-nos a nós. Um pouquinho. Nada comparável ao de eles. E, com toda a razão, nos reviramos e saímos às ruas. Mas…Onde quedou o internacionalismo solidário? As ideias dum mundo mais livre, igualitário e humano? Nas ONG com as que descarregamos as conciências? Nas tristes esmolas ou apropiações de crianças que desarraigamos dos seus paises e suas culturas para lhes fazer um favor? Porque no nosso pais não nos deixam ter um filho sem o parir?
Até que sintamos que cada mãe sou eu mesma, cada filho o nosso filho, -porque é filho dumha mãe, ainda que não tenha que comer e tenha de ficar fechado numha gaiola tecendo alfombras e tapices com seus dedinhos para que os operários podam ter casas de burgueses-, cada avó, o meu avó. Até que não mudemos isso, sempre será o mesmo. E não lhe botemos a culpa aos psicosociópartas que abusam de nós. Que, quando abussavam dos demais, nós mirávamos para o outro lado para não ver, com tal de poder ter essas estupideces que nos ofereciam.
A foto é tirada de nomasmentiras.worpress.com



