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Edu e os colifatos fazendo publicidade

Edu e os colifatos fazendo publicidade

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Pois a verdade é que, onte, passava por diante do televisor, e ouvi umha voz e um sotaque conhecidos,

Parei-me a mirar, e erão nada mais nem nada menos, que Edu, o meu amigo colifato do H. Psiquatrico Borda, de Bs.As.,de quem vos falei aquí, e os demais amigos colifatos :Hugo, Ever, Alejandro...Todos os que vos fui apresentando aquí, polo mes de julho.

Quase me da um pasmo, quando os vi. Emocionei-me muito. A minha hipersensibilidade disparou-se até me inchar o peito por dentro, como se for umha vexiga a pontinho de estalar.

Agora anunciam a marca de bebida Aquarius, junto com seu mentor, o psicólogo que começou em primeiro ano de carreira com o projecto e agora segue, após de varios anos e varios projectos colifateiros abertos em Barcelona, Uruguay e outras cidades de Argentina com a sua ideia.

São contrária à publicidade, por repetitiva e , a maior parte das vezes, estúpida.

Sempre hà umha excepção, porem, e, ainda não bebendo Aquarius, encantar-a-me ver um anúncio publicitário, por umha vez.

O 19 de janeiro, deixei aquí, no escunchador, umha entrada cum mini-video das cousas que Edu comparte comigo no nosso espaço multiply que temos em comum.

Sorte, Edu. Umha aperta.

Anímate, que, estes últimos dias lutava sem descanso contra os seus monstros interiores. De soidade, tristeça e quem sabe mais…Só ele os conhece.

asaasaasaasa

Convido-vos a umha viagem

Convido-vos a umha viagem

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Pois eso. Que vos convido a umha viagem a Guatemala, num parque natural cheio de lagos, montanhas verdes, volcães e caminhinhos entre a selva, que não entre o milho, ainda que a civiliçação Maia, tem o milho como elemento básico, até o ponto de que no seu livro sagrado, o Popol Vooh, deus fazia aos homens de masa de farinha milha.

Bem, pois umhas amigas, trazem-me fotos dumha viagem a Guatemala, e eu elaborei este trabalhinho, com música de Manu Chao e palàvras de Hugo, outro dos colifatos portenhos mais concienciados dos problemas do mundo.

Espero que vocês gostem.

Aperta.

Edu

Edu

Não sei se lembrades a Edu, o colifato do Hospital J.T.Borda de Bs.As.

Desde que, no mes de julho,vos contei a história de Edu e dos outros colifatos e lhe escrevi para pedir permissão para contar as suas cousas, seguimos en em contacto pola rede e um dia, a ele douse-lhe por argalhar um espaço multiply, para os dous. Aí, cada quem vai postando suas cousas e assim sei muito da vida dum colifato em Bs.As.

Antonte, contou-me que tinha um novo telefone “celular” e mandou-me as suas primeiras fotos.

Aquí vos deixo as cousinhas de Edu, umha pessoa muito “especial”

Aperta


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A luz do Norte

A luz do Norte

Todos os que vivimos na costa Atlántica de Europa, ao norte de Lisboa, sabemos qual é a luz que nos acompanha e nos envolve a maior parte do ano.

Ou como as nossas árvores mudam com cada tempo:

Nossos animalinhos adurminhados nas tardes de chuva:

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Por eso não é de estranhar que, se criamos ou contemplamos imagens fabuladas a partir da nossa realidade, nos sintamos fascinados e acabemos vendo nosso mundo como um lugar mágico onde comvivem seres e situações extraordinárias.

Era o que me passava a mim de pequena-e ainda hoje, pero esto é um segredo- e o contributo dos ilustradores de contos, era fundamental. Abriam as portas ao nosso mundo interior, para que puidessem aparecer as maravilhas , como no burato no que caeu Alice. Assim, quando passavamos à beira do rio, com as vacas, a mágia fazia brilhar a água e, de entre os fieitos, saía o sapo que tinha a Pulgarcita captiva aló, no fundo escuro das raizes dos abeneiros…

Um ilustrador do que gosto muitíssimo, é o británico Arthur Rackham, que, no decorrer dos últimos anos do século XIX e começos do XX, ilustrou as obras dos mais conhecidos autores de literatura “infantil”.

Ele ilustrou a primeira edição de Alice in Wonderwold, do Peter Pan in Kesington Garden de J.M. Barry, ou dos contos de Andersen e Grimm.

Quando conhecí, jà era adulta, mas jà vos digo que eu sigo a crer em todos os seres que vivem ocultos entre a erva da beira do rio, nas branhas da Gandra ou entre o musgo dos valados. Mesmo penso que as pinguinhas do resio são abalórios de diamante do manto da rainha Mab…

Mas…não falemos mais de mim, que hoje vou ao psiquiatra e ao psicólogo, e centremo-nos em Arthur Rackham.

Amanhã, contarei-vos algo dos seus trabalhos mais significativos. Hoje deixo-vos estas imagens, para pensar…



Luz do Atlántico norte


Amanhã, mais.

Cantarea premonitória

Cantarea premonitória

Manda truco com a minha cantarea do outro dia…!

Saiu tal e como cantava o senhor León Gieco, mas quem cantavam erão Hugo Chávez e mais Daniel Ortega.

Dous presidentes de dous paises da circunferéncia increpando a um presidente do goberno dum pais que, mália não ficar no centro, turra quanto pode por se achegar.

Tenho que desenvolver esta teoria da geometria aplicada.

Em posteriores fios falaremos mais.

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Seguimos de cantareas

Seguimos de cantareas

Pois é. O asuntinho das uito cousas faz-me maginar e, qué melhor jeito de transmitir o que penso, que cantando.

Claro que não canto eu, porque ainda não me gravaram no youtube. Mas fazede como se eu mesma for porque, ademais, gosto muito de cantar e ainda me lembro do tempo em que a gente cantava trabalhando, na taberna, após dum bom jantar de festa, ou quando lhe acaia.

Claro que, tudo mudou.

Aqui vos deixo cum duo que interpreta umha canção de circunferência. Os motivos de ficar na linha periférica são outros, mas também contam com minha empatia-simpatia.

Aperta:

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Parches

Parches

Lembro os anos em que era umha meninha e mirava a meu avó amanhar sua bicicleta.

Tirava do caixão das ferramentas a caixinha dos parches e o tubo da disolução e remendava os neumáticos todos cheios de feridas dos caminhos de calhaus e a estrada de Camarinhas, cheia de seixos de punta.

Hoje, vendo o que passa no mundo, não posso deixar de pensar no meu avó, e na sua velha bicicleta. Nos paises pobres do planeta, da-se a meirande densidade de velhas bicicletas. Nós, hà algúns anos, também formávamos parte desse exército de ciclistas sem sponsor, mas agora a vida mudou. Imos dum lado para outro em carros movidos por combustíveis fóssiles e jà não usamos as pernas mais que no gimnásio ou a discoteca. Mas, porém, ainda seguimos pondo parches nas velhas bicicletas. Tratando de substituir a justiça por caridade, parcheando e logo tapando com a goma, para que não se vejam os remendos.

ONGs, crianças levadas fóra de seus paises e culturas porque são más doados de conseguir là que em Espanha, donativos para espalhar o cristianismo…De tudo há, em quanto a parches se refire…

E, mentras tanto, nós a consumir: A encher o depósito do carro de gasofa, dando voltas sem sentido, a mercar a esgalha produtos fabricados com o sangue dos meninhos que ficam là,na sua terra, sem esperança de futuro, a encher os carros de produtos sem saber nada da sua procedéncia, porque não nos interesa.

Esquecemos as nossas velhas bicis parcheadas e tentamos ser caritativos.

O dia que no mundo haja justiça, cada meninho criara-se com sua mãe, em seu pais. Viajará quando lhe pete e seja um homem.

E não haverá mais caridade que a empatía. E tal vez as nossas casas, tenham poucas cousas, mas valiosas, porque quem as fixo cobrou um salário digno.

E tal vez nós não tenhamos que ir cada semana com o carrinho cheio, para sentir-nos menos pobres. A pobreça e as caréncias não sempre vem de fóra…

E o progreso, tampouco tem por qué ser algo externo…

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Tardes de Ramadam

Tardes de Ramadam

Cada dia, as rifenhas vem consultar a hora da pregária de Al Magrib, que é a pregária que marca o fim do jejum.

Cada dia a hora é diferente, e varia duns lugares a outros. Consultamos na página dos muçulmanos espanhois, Webislam, e cada dia varia um ou dous minutos, mais ou menos. O relógio da lua, que goberna a vida no islão, não é o mesmo que fabricam nas relojarias suiças. Tem outros ritmos que variam dia a dia, mes a mes, ano a ano.

Aí polas cinco da tarde, Hayat empeça jà com a “Harira”, a sopa que, junto com as chebbakiyas, serve para romper o jejum, alomenos no Rif, que em cada lugar o alimento primeiro pode ser outro. Noutras partes de Marrocos, antes da harira comem dátiles e bebem leite batido, coma aquele que se fazia antiguamente nas casas de labradores da Galiza, batendo cum pau que levava numha ponta umha rodela de madeira, o leite que havia dentro dumha ola de barro.

Logo mantinha-se assim, fresquinho, para beber nas tardes de verão quando vinhamos cansos e acalorados de apanhar o trigo, ou as patacas.

Tudo esso, para nós, jà não existe. Agora mercamos na tenda o iogur e todas essas variantes que tem tantas cousas boas para a saúde ???, mas, em Marrocos, ainda se bebe, para dar as bemvindas a umha casa, ou para se refrescar no verão. Nas portas dos Mercados, hà sempre algumha mulher ou algúm homem vendendo cuncas de “leben”, qu é como lhe dim a esta bebida , que se consumem alí mesmo. Mesmo na porta das mesquitas e, desde logo, em todas as leiteriaso hà para beber ou para levar.
Bom, pois aquí não hà leben, mas a harira de Hayat, não falta cada tarde. Após de romper o jejum traz umha potinha para o Suso e para mim.

È umha sopa rica em ingredientes, e muito reconfortante:

Leva ólio, carne, gravanços, ápio,tomate, salsa, cominhos, pementa preta, fideus finos, cebolas , e, a última hora, engadese-lhe um óvo e farinha previamente diluida em água. É dumha elaboração lenta e artesanal.

Tem um sabor muito especial e quenta bem o corpo.

Hoje , segundo o webislam, a hora de Al Magrib, é às 8 e 20 da tarde , hora de Madrid.

Até essa hora, elas não comem nada , nem bebem nada. Pola nuite, depois da harira, comem várias veces tortilha, peixe, chà com pastelinhos, biscoito, e até de madrugada se levantam para tomar café com leite e bolachas, para poder resistir todo o dia.

Muita gente diz: Que parvada!

Mas eu penso que é bom manter as tradições, as crenzas, a memória, sempe que, como neste caso, seja por própria vontade . Umha ilha de Ramadam em Vimianço. Quem o ia dizer…?

 

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Os Tolos

Os Tolos

Volvo a falar dos tolos, mas esta vez, não dos do Hospital Borda, nem dos que ficam recluidos, nem dos que armam espalhafatos pola rua.

Quero falar de todas aquelas pessoas que tem umha eiva neuronal, ou psíquica, que cada vez somos mais, e que a nossa sociedade do ben-estar únicamente contempla como remédio para o seu mal as substáncias químicas em forma de pílulas ou cápsulas.

Quando umha pessoa tem umha doença desta caste, tem de saber que é esso: Umha doença, como a diabetes, ou a úlcera de estómago, ou o cancro.

Também deberia de ser informada polo miudo das características da sua doença, pesquisar a possível causa psíquica, amais de a física, e tratar de desprogramar os mecanismos de invalidação, culpabilidade, auto-odeio e demais que o levaram aí ou que agravam e reforçam seus problemas orgánicos.

Porque tudos fumos programados desde que nascemos: Invalidando-nos e negando-nos: Com burlas, risos de algo que para nós é importante, ridiculiçação da nossa pessoa ou atitude .

Chantajeando-nos: Se fas as cousas como eu quero, vou-te querer muito, se não, vas perder meu carinho, o mais importante para ti, que és umha criança.

Rejeitando-nos: Polas nossas eivas, o nosso aspecto físico, as características que se saem do “normal” estabelecido pola “norma”.

Não se trata aquí de procurar culpaveis. Nos mecanismos de programação incurrimos tudos e tal vez é o précio que hà que pagar por viver em sociedade e disfrutar das suas vantagens: Luz, telefone, água quente, calefacção, internete, transporte rápido…

Mas hà pessoas que, por serem hiper-sensiveis ou mesmo por terem consumido desde novinhos substáncias que abrem portas da nossa mente que não deberiamos de franquear despertos e de jeito forçado, porque são território do sonho, do mito, da psique. Por desinformação, por não saber, por auto-desconhecemento, às vezes, estas portas abrem-se e deixam fugir os monstros da psique que a nossa cultura ocidental europeia leva mais de quatro mil anos escondendo no cuarto fechado de Barba Azul.

E então aparecem os cadavres esnaquiçados de todas aquelas pessoas que não chegamos a ser, dos sonhos distorsionados polo espelho da razão a ultranza, dos mais profundos anceios, desejos, instintos e até a memória de quando fumos peixes, ou reptís,e tinhamos que desconfiar dos demais, axexar na escuridade para sair, andando torpemente à procura do substento.

Com todos esses cadavres hà que con-viver , esso sim, adurminhados polo efeito das pílulas ou cápsulas receitadas polos doutores.

0A%20Piedra%20locura%20Bosco.jpgE mesmo, em outras épocas, por métodos mais expeditivos…
Mas, como ninguém nos ajuda a os re-conhescer, a os aceitar, a aprender a con-viver com eles com agarimo, como cumha sombra que projectamos fronte ao sol do meiodia .

Como só podemos durmi-los com pílulas, às vezes, despertam e fogem, ceives, correndo polos montes e as campias da nossa mente. E nós não os re-conhescemos, nem sabemos falar com eles.Nem os integramos porque não sabemos que são umha parte de nós.

E então, podem matar à mulher, aos filhos, ao vizinhos, a nós mesmos, numha carreira imparável de angústia e impoténcia fronte ao monstro do próprio desconhecemento.

Em tempos antigos, havia chamães, pessoas que sabiam manipular e tratar com os “espíritus”. Hà culturas que ainda os conservam.

Hoje, todo esso, na nossa Europa “civilizada” e “culta”, da riso. Não reconhecemos nos “espíritus” à nossa própria psique e tampouco nos deixam descobrer, com tanta trangalhada vaticana, integrista-muçulmana e demais, que deus também somos nós mesmos, que tudo fica dentro, no caldeiro do atanor onde se coce a nossa alquímia pessoal.

Dan-nos pílulas :

Meu avó contava-me , de brincadeira,que de moço, tinha migranhas e um doutor muito conhescido da Corunha receitou-lhe :”Cólera Granulada del Doctor Grau “.

Pois esso. Que seguiu com a cabeça coma um bombo até que lhe passou soa…

Umha boa psicoterápia ao jeito chamánico ou outro igual de bon, que nos volvesse a reconciliar com a terra, com o cosmos de onde procedemos e com nós mesmos, ao completo, não viria mal para todo o mundo.

Deberiam a incorporar ao seguro médico. Para evitar embaucadores. E que todo o mundo passasse umha ves ao ano. Às vezes, os que semelham mais cordos, são os mais perigosos.

È umha opinião.

 

 

Balada para un loco

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Nacionalismos

Nacionalismos

O dia 25 de Julho, não fum a Compostela, mas esso não significa que não seja nacionalista e acredite na nossa Patria.

Polos círculos onde me movo, dos meus paisanos de Vimianço, muitas vezes suscita-se o debate dos nacionalismos.

Esta é umha resposta que corresponde únicamente à minha vissão persoal do asunto:

O dia 25 fui o dia a Patria Galega, e todos os nacionalistas celebrarom o dia em Compostela, coração da Galiza, a nossa Pátria.
Muita gente, se quadra, não entende bem esto dos nacionalismos ou parece-lhe que não são mais que um jeito de dividir às pessoas.
Desde o meu ponto de vista, a idea de nacionalismo e mesmo de pátria, pode-se entender de muitos jeitos diferentes, assim como as pessoas somos tambén muito diferentes e temos visões da vida distintas, ainda que, às vezes, nos pareza que os demais tem as mesmas visões do mundo e os mesmos pontos de vista que nós.
Eu, que não sou entendida en nada, mas sou umha pessoa e penso, como todos fazemos, sou nacionalista, e ainda que o 25 não pudem ir à Composela, o meu coração ficava entre os nacionalistas que se manifestavam a prol do reconhecemento de nação para a nossa terra.
E diredes vós: E por qué? Cal é a ideia e o sentimento que me leva a ser nacionalista? Pois porque acredito na liverdade de cada quem , porque acredito no dereito a ser cada um quen queira ser e viver sua vida como lhe pete.
E esto, que vale para as pessoas, vale tambén para os povos.
Hà anos, na minha vila de Vimianço, havia umhas quantas famílias que erão as que tinhan a tijola polo mango, e só eles tinham acceso ao estudio, à cultura, a ter um automóvel ou a serem chamados de “don” ou “doña”
Esses seriam, agora, unha metáfora dos grandes nacionalismos que quer dominar o mundo: Estados Unidos, que afoga e expreme aos mais pobres do planeta, França, que faz o mesmo, sobrte tudo em Africa, ou essas ideas de Espanha que tenta vendernos umha certa classe política afim aos partidos de dereitas e aos intereses económicos que, ao fim, são a mãe do anho.

Tambén, pouco a pouco, na minha vila a xente fui progressando, as cousas mudaron e hoje, todo mundo que vale, pode estudar, tem uns dereitos e trata de igual a igual com todo o mundo.
Pois esso mesmo que passa coas pessoas, ou com as famílias, pasa com os povos. E un nacionalista galego,se é bom nacionalista, tem que o ser de todas as nações e de todos os povos do mundo.

Porque, quando umha ama a sua terra, sua lingua e a sua cultura,por força tem que comprender que cada quem ame a sua também.
Porque todas as terras são terras, todos os povos son povos, todas as culturas son fruto de miles de anos de história e esso faz que o mundo seja diferente, diverso e plural.
Esso faz que, quando se viaja, se disfrute dos diferentes climas, das diferentes falas, das diferentes gastronomias, dos diferentes arrecendos de cada povo. Como bem dixo Castelao, os animais não podem ser nacionalistas, porque os burros orneam igual em todo o mundo e as bestas rechinam o mesmo, ou os mesmos pássaros arrechouchiam do mesmo jeito.
O sermos diferentes, é , precisamente, o que nos faz humanos. E eso ten de ser un motivo de disfrute e entendemento, non de separação e enfrontamento, como nos querem vender os outros nacionalistas, os senhoritos, os que tem o poder.
Assim como na minha vila todos acadamos a possibilidade de estudar trabalhar -num sentido teórico, que logo jà se sabe que tudo é relativo- e, com nossa independência económica, não teriamos que lhe render pleitesia a ninguém, assim todos os povos do mundo: Africanos, palestinianos, iraquianos, galegos, catalães ou latinoamericanos, ponho por caso, deberiamos ter dereito a tratar de igual a igual com calquera povo do mundo. A explotar os nossos próprios recursos e a viver do nosso trabalho e da nossa riqueza, sem que ninguém, dizindo que não se debe de ser nacionalista, nos venha roubar para que sigamos a lhe render pleitesía, como se fazia noutros tempos con aquelas gentes que, seguramente, moitos lembraredes. Aqueles que dizian:”es que hoy, todo el mundo te puede estudiar, o tener un coche. No sé donde vamos a ir a parar.”
Pois eu dígo-lle a onde temos que ir parar: À dignidade a aos dereitos para todos e para todas as pessoas do mundo.
E que deixen de nos meter medo com o nacionalismo dos pobres e dos pequenos, mentras eles practican o dos ricos e o dos impérios e multi-nacionais..

Com premeditação, alevosia e criminalidade.

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