Segundo a minha filha, esta montagem saiu-me algo punki, mas agora não a vou mudar.
Veredes. É que continuo sem sair da casa. Hoje volvi ao psiquiatra e disse que troque o Litio por outro medicamento, que seica o litio não me vem bem, por mor de que me faz eliminar muito potásio e não é bom. Mesmo explicou o meu anojo rebotado, ainda que não muito vissível, dos últimos tempos, pola falta de potásio que tem repercussões no hipotálamo.
Assim que, já sabedes. A música punki é por mor do Li que faz que tenha pouco K. com o conseguinte rebotamento.
Pero…Gosto de como queda esta música, que nem sequer conheço, com as imagens da gente do meu povo. Algo rebotado, últimamente polas subidas abusivas de impostos.
Pois é. O asuntinho das uito cousas faz-me maginar e, qué melhor jeito de transmitir o que penso, que cantando.
Claro que não canto eu, porque ainda não me gravaram no youtube. Mas fazede como se eu mesma for porque, ademais, gosto muito de cantar e ainda me lembro do tempo em que a gente cantava trabalhando, na taberna, após dum bom jantar de festa, ou quando lhe acaia.
Claro que, tudo mudou.
Aqui vos deixo cum duo que interpreta umha canção de circunferência. Os motivos de ficar na linha periférica são outros, mas também contam com minha empatia-simpatia.
Vede até onde chega o meu desinterese pola música ruidosa e em inglês.
Ainda bem que tenho filhos que me ilustram.
Se, entre os leitores hà algum devoto de Nirvana e não porque seja budista, que disculpe minha ignorância.
Certamente, de Nirvana não merquei nem umha soa camisola.
Só fum um dia encargar umha para o Susinho com a cara de Jim Morrison estampada, porque o ídolo dele era esse.
E vi um filme no que umha serpe saía de embaixo das areias do deserto mentars soava “The End” polo menos vinte veces, que não é nada comparado com as veces que vim “O Muro” de Pink Floid, que deberom de ser umhas duascentas.
Ainda que, em honor à verdade The Doors e Pink Floyd são muito bons. E “O Muro”é umha obra de arte.
Sem desprezar a ninguém .
Por certo. Jim Morrison tinha umha inteligéncia singular e era um grande poeta.
O nome de The Doors, vem dumha frase de William Blake:
“Se as portas da percepção ficar abertas, tudo ia aparecer ante o homem tal qual é, infinito».
Por eso ele gostava de as abrir com LSD, cocaina e peiote.
Endejamais com heroina, porque lhe tinha fóbia as agulhas.
Mas não vou seguir por aí, que o meu não são as músicas anglófonas.
Bom. Pois passado 8meses de clonazepam sem muito resultado, o meu psiquiatra decidiu que o melhor para mim é o litio, que seica estabiliça o ánimo e vai evitar que treme de pánico ante a mínima interferéncia do mundo exterior.
Assim que, do “Clonazepam y circo” do Andrés vou passar ao “Lithium” de Kurt.
Certamente nunca gostei muito de guns&roses.
Lembro dumha viagem a Altafulla para ver a umha amiga catalana, numha desas tendas de múltiples e variados artículos de souvenirs para guiris das vilas turísticas da costa catalana. Entrei para lhe mercar um agasalho aos meus filhos e saim cum barquinho de madeira pequerrechinho metido numha garrafa de cristal-para mim- e umha camisola de Guns&Roses para o meu Nés que me parecía horrível, mas que a ele, lhe encantou.
Certamente, nunca gostei de Guns&Roses, como de case nemhúm grupo anglo-sajão, agravado o seu caso polos decibélios que me transpassam os miolos coma se fossem balas das suas guns, mas o meu Nés adoitava gostar das cousas das que eu não gostava e quando queria ficar só e eu andava perto, punha a música de Sepultura ou Brujeria a toda voz para me espiantar. Umha vez fui para Vimianço e deixou posto o espertador do aparelho de música, e, quando às sete da manhã começou a soar aquelo, com o volume que tinha, eu, por um intre, acreditei ficar às portas do outro mundo, na escaleira que baixa.
Menos mal que o Suso fui apagar o trebelho, porque eu não era quem de me achegar.
Mais linda fui aquela tarde com Margarida em Altafulla. Vimos a lua de color de rosa, subindo por detrás do monte e logo, ía subindo e tornando da color da prata pulida, mentras nós bebíamos umha sangría de cava na terraça dum bar.
Tempos felices, os que vivim em Catalunya.
Alí nunca tivem crises, em três anos. Sentia-me nova, livre, coma se a vida volvesse a começar e a estiver estreando por segunda vez.
Vem-me a memória tantas cousas…
Outro dia, se tenho lazer, contarei algumhas.
Agora que o penso…O litio não é também o componhente das baterias que mais duram?
Na linha dos melhores tempos de Los Rodríguez, um Calamaro re-nascido mas cumhas letras mais maduras, menos tristes, mais de homem maduro e feliz.
Escuitando o disco deduzo que atopou um amor que lhe faz ver o mundo doutra maneira: “ya no tengo espinas clavadas en el corazón” diz numha canção.
“Soy tuyo”, o título de outra.
“Muchos amigos se fueron antes que yo y me dejaron sólo”
“Una parte de mi no cambió , pero ya no soy el viejo Andrés que no dormia jamás . Encontré la mitad del amor”.
Um precioso e interesante trabalho. Música e letras.
Deixo aquí uns videos para que xulguedes por vós mesmos.
Perdimos estabilidad
no sabemos de que lado
vamos a quedar parados
se agotó lo natural
mentimos una vez más
no cantamos la verdad
en nuestra vida real
siempre fuimos decadentes
tuvimos la libertad
apretada entre los dientes
alguien cantó no va más
con los párpados pegados
por un sueño postergado
nos cansamos de luchar
demasiada camiseta
y cada vez menos gambeta
la sonrisa cuesta más
de que país estoy hablando
las neuronas van marchando
mucho traje de fajina
pero todo es cocaína
y con el precio que tiene
éste lugar me conviene
gente fina, delincuente
algunos ya diputados
y brindo por nosotros
dos tarados que les pagamos
antes pelo, ahora gente
antes lucha ahora circo
antes pán, ahora clonazepán
pastillas la última esperanza negra
podés pedirle pastillas a tu suegra
no me digas la verdad, no me mientas
ya me dí cuenta que no es lo que era
de eso se dá cuenta cualquiera
antes o después de las rosas
ves a través de las cosas.
Nao podiamos rematar esta galeria de personagens sem falar do mais importante e protagonista de todas as revoluçoes:
Juan Sin Tierra.
Nao pudem atopar a versao original de Victor Jara, mas com esta, de SKA-P, e Hechos contra el Decoro, trato de lembrar a todos os Juan sin Tierra do Mundo, os que ainda nao faz sua revoluçao, os que andam nela e os que jà a fixeram e ficaram desilusionados com o reesultado.
Porque o ser humano é assim. Ainda nao evoluiu suficiente.
Para mostra, este botao do senhor Oscar Chavez, com motivo da privatiçaçao de PEMEX que se poderia aplicar às duas terzas partes do nosso mundo.
Assim como La Llorona e Adelita tem sua história, também “La Cucaracha” tem umha história de revolução.
Parece ser que a primeira versão da canção chegou com os conquistadores espanhois, mas, durante a revolução de Villa e Zapata, La Cucaracha refíre-se a um personagem especial. Um general chamado Victoriano Huerta.
“En 1913 se produjo una verdadera revolución en la letra de “La Cucaracha”.
Muy natural, porque esto ocurrió durante la Revolución Mexicana.
A la canción se le agregaron versos de escarnio contra el general Victoriano Huerta,
viejo malandrín, rastrero, hipócrita, estrafalario, borracho, marihuanero,
ridículo y malvado. Lo único bueno que se le podía reconocer en la vida
era la excelente marihuana que fumaba de día y de noche.
Tenía el uniforme con eternas manchas de grasa y de vino y despedía un olor
a basura y a suciedad antigua, inmemorial. Sus bigotes eran lacios,
con restos de comida vieja y olor a marihuana rancia.
Por alguna razón que no me puedo imaginar, la gente le puso el apodo de La Cucaracha .
Huerta caminaba tambaleándose de una manera grotesca porque invariablemente
se encontraba borracho. Pero cuando no andaba con sus tequilas puestas,
caminaba tambaleándose de una manera grotesca porque además de las virtudes
ya enumeradas era cojo y patituerto. Unos decían que Dios lo había querido
perjudicar al crearlo porque sabía de antemano lo malvado que le iba a salir ese retoño.
Otros afirmaban que el tipo se había vuelto malo para pagar todos los favorcitos
que había recibido de Dios. Sea como fuere, Victoriano se las arregló para trepar
hacia el poder dejando en el camino un reguero de cadáveres. Sus hazañas incluyeron
el asesinato del Presidente Francisco I. Madero y la invitación que extendió
a los gringos para que invadieran el territorio mexicano.”
Segundo luitasem no noirte com Villa ou no Sul com Zapata, as versoes podem ser diferentes, fazendo alusões a factos concretos de cada tropa.
Esta é umha delas:
La Cucaracha
Coro:
La cucaracha, la cucaracha,
Ya no puede caminar;
Porque no tiene, porque le falta
Marijuana que fumar.
Ya murio la cucaracha,
Ya la llevan a enterrar,
Entre cuatro zopilotes
Y un raton de sacristan.
Con las barbas de Carranza,
Voy a hacer una toquilla,
Pa’ ponersela al sombrero
De su padre Pancho Villa.
Un panadero fue a misa,
No encontrando que rezar,
Le pidio a la Virgen pura,
Marijuana pa’ fumar.
Una cosa me da risa:
Pancho Villa sin camisa;
Ya se van los carrancistas
Porque vienen los villistas.
Para sarapes, Saltillo;
Chihuahua para soldados;
Para mujeres, Jalisco;
Para amar, toditos lados.
A que vos deixei no video, é umha versão actual, para que vejades que o espírito da revolução não morreu no México
Jà que falamos de “La Llorona”, como personagem mítico, agora imos falar dumhas mulheres reais e verdadeiras que todos cantam mas que quase ninguém conhece.
As “Adelitas”.
Quando eu escolhi o nome de Adela para a minha primeira filha, nao conhescia esta história, mas o tempo traz tantas cousas e aprendemos tanto ao longo da vida, que só por esso, merece ser vivida.
Velaí a história das “Adelitas”:
A primeira “Adelita”, fui umha mulher que participou na Revoluçao Mexicana do 1910.
Seu nome real era Altagracia Martínez, e pertencia à clase alta da Cidade de México.
Simpatiça com a Revoluçao e une-se a ela, sendo baptiçada como Adelita polo General Francisco Villa, mais conhecido como Pancho Villa , e o coronel Rodolfo Fierro.
Esta mulher fui asassinada por mandato dum tal Pascual Orozco, mas o nome Adelita ficou para todas as mulheres que participaram em aquele movemento armado e revolucionário.
Tren militar com “Adelitas”, fotografia do arquivo Cazazola
As Adelitas as quais erão parte fundamental da revoluçao, tem funções de enfermeiras, telegrafistas, despachadoras de comboios, correios,espias, enlaces, abastecedoras de armas, propagandistas das ideias revolucionárias, combatentes, e ocupando postos de mando, também estaban as coronelas:
Carmen Alanis, que se levantou em armas em Casas Grandes, Chihuahua, e participou na toma de Ciudad Juárez com trescentos homens ao seu mando.
A coronela Juana Gutierrez de Mendoza
A China, que comandava um batalhão formado polas viuvas, filhas e irmàs dos combatentes mortos.
Dolores Jiménez Muo,Coronela, Redactora do Plano Político e Social que desconhece ao régimem porrfirista; redactora do diario liberal “Diario del hogar” e participante de “Las Hijas de Cuauhtémoc”.
Cada 20 de Novembro, quando se celebra o aniversário da Revolução Mexicana, as meninhas vestem-se de “Adelitas”, para lembrar a estas mulheres revolucionárias.
A canção das Adelitas. Jorge Negrete
Também hà desfiles de “Adelitas”em todas as cidades
E algo curioso que pervive no folclore de México:
As “Escaramuzas”. Concursos de amaçonas habilhadas de Adelitas que que em cada cidade, tem suas asociações.
As Adelitas seguem vivas, como podedes ver.
.A minha:
ADELITA En lo alto de la abrupta serrania,
Acampado se encontraba un regimiento,
Y una moza que valiente lo seguia
Locamente enamorada del sargento
Popular entre la tropa era Adelita,
La mujer que el sargento idolatraba,
Porque a mas de ser valiente era bonita,
Que hasta el mismo coronel la respetaba
Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:
Que si Adelita se fuera con otro,
La seguiria por tierra y por mar;
Si por mar en un buque de guerra,
Si por tierra en un tren militar
Una noche en que la escolta regresaba
Conduciendo entre sus filas al sargento,
Por la voz de una mujer que sollozaba,
La plegaria se escucho en el campamento
Al oirla, el sargento, temeroso
De perder para siempre a su adorada,
Ocultando su emocion bajo el embozo,
A su amada le canto de esta manera
Que si Adelita se fuera con otro etc.
Y despues que termino la cruel batalla
Y la tropa regreso a su campamento,
Por las bajas que causara la metralla
Muy diezmado regresaba el regimiento
Recordando aquel sargento sus quereres,
Los soldados que volvian de la guerra
Ofreciendoles su amor a las mujeres
Entonaban este himno de la guerra:
Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:
Y si acaso yo muero en campaña
Y mi cadaver lo van a sepultar,
Adelita, por Dios te lo ruego
Con tus ojos me vayas a llorar
Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria....
Y si Adelita fuera mi novia,
Y si Adelita fuera mi mujer,
Le compraria un vestido de seda
para llevarla a bailar al cuartel
Y si acaso yo muero en la guerra,
Y si mi cuerpo en la sierra va a quedar,
Ahy, adelita, por Dios te lo ruego,
Que por mis huesos no vayas a llorar.
Si Adelita quisiera ser mi esposa,
Si Adelita ya fuera mi mujer,
Le compraría un vestido de seda
Para llevarla conmigo al Edén.