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A fim do verão.

Padrão

Achega-se o tempo de ir embora.Grão a grão foram debulhando-se as espigas de colores dos dias luminosos do verão galego.

Esta ano as cores foram muito íntimas e pracenteiras coa minha mãe, coa terra e coa casinha da avoa que quero pòr outra volta linda para quando volva. Também houve cores horríveis de lapas e cinsa, de fume escuro por Camarinhas, Cee, Dumbria. todo o meu val circular arrodeado de fume negro e mesto coma umha maldição…

fuego

Mas da-me o coração que as cousas vão mudar. De que na Galiza estão a mudar muitas cousas e que o chapapote primeiro e agora o lume, ham mover velhos arcanos no nosso interior mais profundo e volveremos a recuperar o paganismo perdido de amor pola terra,empatia com ela e conciéncia de pertenza à natureza que tantas concentrações parcelárias e eucaliptos papeleiros nos foram tirando pouco a pouco…

As cousas tem que volver ao seu. Hà um antes e um depois. Não podemos seguir a viver de costas ao que foi a eséncia do nosso ser ao longo da história. A razão é apenas um um por cento do nosso ser. Dentro de nós urram os pequenos carvalhos retortos que lutam por volver a ter o seu espaço, as bidueiras lançais, os freixos e as faias, os ameneiros, os soutos inçados de ouriços de ouro e as nogueiras cheias de noces de casca verde e

deafolhas que arrecendem a maçãs.

Temos de recuperar as árvores. Elas sou o símbolo da vida, do tempo, das estações. Temos de recuperar os outeiros, os caminhos, as corredoiras e os regatos. Termos de restaurar e volver a pôr linda a terra, deixar que ela se adorne e se engalane coas suas galas de sempre,as que levamos escritas no livro inconsciente da memória, as que desde sempre, nos faz ser galegos: paganos,arroutados, atlánticos,sonhadores,sabios…

As árvores, são a memória. Os bosques são o nosso inconsciente coleitivo, que nos mantivo galegos e galegas mália todos os pesares. Somos a terra mais antiga da península. A primeira que se ergueu da profundidade marinha para ver a luz do sol e agromar bosques, prados e rios e mananciais.Somos da terra mais antiga da antiga Europa.Do lonjano oeste por onde o sol morre cada dia para renacer.

Nos montes queimados de Camarinhas ja agromavam hoje pequenas ervinhas dum verde tenro e luminosso. Deixemos que a mãe terra sande e se recupere e troquemos o pensamento da razão polo sentimento do amor e a harmonia .Ao fim somos apenas terra e sol . Mesmo a ciéncia nos explica que estamos feitos de terra-água, aire e luz. deixemos as parvadas da produtividade e sejamos sensatos por umha vez.