Árvores em inverno

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Sempre chamou minha atenção ver as árvores núas, em inverno.

As caducifólias, aclaremo-nos. As outras, são iguais-ou quase iguais-em inverno e no verão.

Mas , as outras árvores, as de folha caduca, no inverno ispem-se e ficão núas, e aí é quando realmente podemos ver a sua verdadeira forma natural.

Se ides por um caminho, ou mesmo por umha estrada com árvores caducifólias à sua beira, coma a que atravessa o Val da Barcala, na estrada que vai de Vimianço a Compostela, por exemplo, podedes olhar os patrões de desenvolvemento de cada árvore, e saber assim algo da sua história de espécie.

Porque as árvores também tem inconsciente colectivo, marcado no seu ADN vegetal , que se deixa transluzir nas suas formas:

Os carvalhos do pais, são retortos e cubertos de musgos, com o tronco baixo e agarrado à terra, curtidos em lutas contra os invasores desde milénios.

Os castinheiros, tem um esquema ordenado, bem organizado, de pólas que se elevão ao céu seguindo um patrão bem definido. Por algo foram introducidos polos romanos do império, muito organizados em toda a sua civiliçação.

Que dizer dos abeneiros! As árbores da beira do rio, árbores que gostão da água, mas que tem coração de lume vermelho. Para os chamães celtas, era símbolo do lume, presidia o quarto mes da lua e da sua códia, tiravão a tintura vermelha, a sua color preferida para a guerra, assim como a madeira das flechas. Um abeneiro sen folhas, lembra a um guerreiro apostado a carom da água, para lhe fazer fronte às invassões de árvores estranhas que aparecem de vez em quando a beira dos nossos rios.

O freixo, dos que já quedão poucos, que na mitologia escandinava se encarna em Ygdrassil, a árvore da vida, consagrada a Odim, e na mitologia celta, a Gwydion, que, com as suas varas, fez um caduceu mágico contra a mã sorte, ademais de ser a madeira empregada em barcos e remos polos antepassados. O freixo tem umha copa elevada mas redonda, plena, e um tronco recto que gosta de se apousentar na beira dos rios, na companha dos abeneiros e do

Salgueiro, a árvore dos poetas, a que cura, com os extractos da sua códia, as dóres dos nossos óssos e os refrios causados pola humidade do nosso clima atlántico-nortenho. Àrvore consagrada á lúa, sempre tem suas pólas dirigidas cara o céu.

A bidueira , tão elegante e lançal coma umha rapariga , chamada a dama dos bosques pola sus elegáncia.

Penso que no tramo de estrada do val da Barcala e Ponte Maceira, não tenho observado mais árvores desde a janela do automovel, mas essas são tão fermosas que já quase que não preciso de mais.

Quando vou a Santiago, sempre quero que leve Suso a máquina. Assim eu posso ir tomando nota.

Outro dia falarei de mais árvores.E das suas histórias.

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5 responses »

  1. Senhor Ninsesabe. Aleda-me saber que apreza as minhas palávrass.
    Este é o último ano de contrato no Rif, e o sexto. Mas ainda que for toda a vida, as árvores e os bosques da Galiza sempre serião parte de mim.
    A respeito dos comentários, direilhe que, como me chegava tanto comentário em inglês, lingua que não conheço, agora até que eu os recibo por e-mail e os aprovo, não se editão para se publicar. Sinto se é um “rollo” mas já era muito penis, lesbian, , e cousas polo estilo. Chegavão a moreias, todos os dias.. E não era der recibo ter toda essa trangalhada aquí.

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