Creta. Deusas, sacerdotisas e sociedade.

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Creta é umha ilha mediterránea que tivo umha cultura esplendorosa no neolítico e na Idade do Bronze.

Umha cultura marcada polo culto à deusa mãe, e oficiado por sacerdotisas.

Como é normal nas mitologias deste periodo, esencialmente matrilineais, as covas, a lua, as serpes, as machadas bi-faces, são símbolos que abundam na sua mitologia.

Só com ver a arte cretense, aprecia-se umha sociedade que gosta de gozar, rodear-se de cousas lindas, viver com tranquilidade, sem muros de fortificação arredor de suas cidades,disfrutando da vida e da beleça. E desenvolvendo um rico comércio marítimo com os povos de arredor.
As,temáticas do quotidiano, mundo animal (marítimo), religião (devotiva e ritual) eram as que primavam na arte e na vida .

Se vos parece, imos ir vendo umhas imagens para ilustrar estas afirmações:

sacerdotisa, com duas serpes.

Um moço, vestido elegantemente.

Sacerdotisas acróbatas praticando tauromaquia

Tres fermosas mulheres com bucles ornados de pérolas

 

 


Fermoso jarro decorado cum polbo

frescos de arroazes decorando as paredes

Machada biface, símbolo e instrumento ritual


Toda esta galeria de imagns, é para mostrar a esséncia da cultura cretense, como onte vos mostrei da cicádica.

Nas culturas matri-lineais, de deusas mães, não se observam instrumentos de guerra, nem sufrimento, nem culpa…

São culturas de mitos enraizados na psique, onde não há éthos, nem bom nem mau.

Só a deusa mãe, que prove de substento e rege os ritmos da vida. E avida, seja como seja, é só esso: Vida. Sem categorias morais.
Mas, em outros lugares de Europa e Àsia, havia outros povos preparando-se para avançar e levar por diante esta mentalidade.

Deles falaremos amanhã.

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12 responses »

  1. Penso que nos iria millor se fosemos gobernados por mulleres. Haberia que darlles a oportunidade que supoño que non nos iria pior.
    Encántanme a historia que nos contas.

  2. Ollando nestes post é doado decatarse do tempo perdido . Sempre queremos facer o noso mundo o noso xeito, sempre queremos escomenzar de cero e o que de verdade tíñamos que facer é dar continuidade a grande obra. conxugalo pasado e o presente para non trabucarnos tan a miúdo.
    Un bico rifenha e gracias por amosarnos parte das túas inquedanzas e coñecementos

  3. Não é questão de mulheres ou homens, mas do jeito de concebir a vida.
    Tem razão, senhor Paco Penas. O que não conhece e reconhece o passado, é coma umha árvore sem raices para se alimentar.
    Aleda-me que gostem das minhas histórias.
    Amanhã, mais.

  4. Eu quedo impresionado coa colección de imaxes e gráficos quese usan neste blog. En canto a que o mundo iría mellor gobernado por mulleres, poidera ser…Pero que non fosen coma Golda Mei, Dama de Ferro ou a Condolice de marras…Non sei se non terá razón Rifenha, e máis que de homes ou mulleres será cousa de como entendamos o mundo.
    Por outra parte sempre tendo a pensar que as mulleres teñen unha ventaxa importantísima sobre os homes no feito de ser nais…Dame a min que eso ten que facelas mellores en canto a forma de tratar ó próximo.
    A verdade é que non o teño nada claro.

  5. O jeito de ver a vida desde o lado feminino ou masculino, fica presente em homens e mullheres. Só há que equilibrar os dous.
    Efectivamente Margaret Tatcher tinha um jeito de governar desde os arquetipos totalmente masculinos, assim como ha homens que tem evoluidos seus referentes femininos.
    São jeitos de ver a vida: Centrando-se mais em logos, a razão, o pragmatismo, a capacidade de decissão ou na psique, as emoções, a empatia, a afectividade.
    Todos os seres humanos, homens e mulheres, e todas as sociedades, deberiam equilibrar os dous, para não cair na tolémia .
    Nos próximos capítulos veremos como estas sociedades baseadas nos arquetipos femininos foram invadidas e a história mudou.
    O das imagens, é minha paixão. Umha delas.

  6. parece ser muito importante que as mulheres sejam mais valorizadas do que os homens.Pois assim entederemos que elas são muito importante, uma sociedade onde elas tenham voz e possam governare essencial para um homen

  7. alinni, rainha- ou rei- As imagens são muito importantes para mim, porque são a única testemunha que temos desta época.
    Elas falam umha linguagem universal.

  8. A civilização cretense foi a única na Antiguidade clássica a guardar o culto a Grande Deusa, e este foi “absorvido” e modelado pelos gregos patriarcais. Realmente, era uma civilização matriarcal e pacífica, onde todos eram respeitados e a mulher era devidamente honrada.

  9. Por falar em cultos da Grande Deusa, lembro que o grande mitólogo ingles Robert Graves, em A Deusa Branca, diz umas coisas que muito influenciaram a obra de outro genio, o argentino Jorge Luis Borges. Ele diz que a pacífica Deusa Branca foi venerada pelos judeus antes do triunfo de Jeová, o Deus dos Exércitos. Sabedor de que em certas tribos a Deusa Branca era representada por uma porca que devora seus filhotes, Graves atribui a esse passado remoto a proibição de comer carne de porco e consequentemente de criar porcos entre judeus e árabes. Entre os chineses, como todos sabem, a carne de porco sempre foi altamente considerada, o que invalida o argumento de que ela seria prejudicial à saúde e por isso os patriarcas de Israel teriam instituído a proibição. Para Graves, essa idéia teria sido formatada na Bíblia pela proibição de comer animais ruminantes de casco fendido e também de peixes de couro, o que numa linguagem poética seria explicado como uma forma de horror à loucura, à falta de logica e racionalidade. O pintor holandês Hieronymus Bosch também representa essa idéia de que a maior tentação seria a loucura no seu quadro As Tentações de Santo Antão, no qual o que atormenta o santo não é o sexo reprimido, mas a loucura, com os seres fora de seus meios, como peixes voando no céu, em vez de estarem na água…

    Mas voltando a Graves e Borges, notei que a referencia do primeiro a uma suposta Deusa Branca que na verdade seria uma mulher com lepra com rosto escondido atrás de véus e que era venerada nos tempos da prostituição sagrada, inspirou uma bela narrativa de Borges que fala de um profeta islâmico herege transpassado por lanças no fim do conto…

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