Monthly Archives: Abril 2007

O caracol

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O caracol também é em espanhol, porque quando a escrevi, hà muitos anos, para outros meninhos, ainda nao sabia escrever em galego.

Mas cuido que é muito linda:

El caracol:

¡Cómo sube el caracol

por la rama del espino!

Con su babita de plata,

nos va dejando un camino

lento; por entre las púas,

hacia los ramos floridos.

¡Pobrecito caracol!

¡Tan pequeño y cristalino,

tan tímido y cariñoso,

tan lento e introvertido…!

¡Pobrecito caracol

en la rama del espino!

Ainda teño mais, mas ficam no Rif, e nao as lembro de memória.

Quando venha para Vimianço-inchallah- a ver se sao quem de lhe escrever poeminhas para os meus meninhos.

Em galego.

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O meu psiquiatra

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O meu psiquiatra é um homem muito agradável e alegre.

Hà dias que fum por alí a revissao e dixo-me que ainda nao remitiu o quadro depressivo. Também que tenho baixadas repentinas de pressao arterial que me deixam coma um monicreque sem fios. Que sou hiper-sensível. Que quando perceba que a bi-polaridade se decanta cara a fase hipo-maniaca, nao colha todos os trabalhos, responsabilidades e teatrinhos com os meninhos para lhe dar saida à minha hiper-criatividade. Que após afogo com tanto trabalho.

Dixo-me que ele era um hedonista.

Que fóra de lhe nao lhe fazer mal a ninguém, o único que lhe preocupa é disfrutar da vida.

Eu disse que me sinto culpável por nao poder trabalhar, mas ele diz que jà só me faltava esso.

Eu expliquei-lhe que, na minha família, por sermos algo diferentes nas ideias, desde pequenos inculcaron-nos que tinhamos que ser melhores que os que iam à misa, para lhe demonstrar que, sem ir à misa, pode-se ser tam bom coma os que vam.

O meu psiquiatra diz que na minha família somos anticlericais, mas que temos umha religiao muito mais exigente que os que vam à misa e logo chegam à casa e ficam tranquilos até o domingo que vem. Nós nao nos permitimos baixar a guarda nunca.

Que, no fundo, essa pauta é umha atitude nazi para com um mesmo, ainda que com os demais se seja muito liberal.

Agora mesmo gostaria de passar por todos vossos blogues e disfrutar e comentar em eles.

Também o senhor Xamentendes, que é um encanto, me convidou a Cabana, para conhecer a Neira Vilas e Anisia Miranda.

Mas nao fum quem de ir. Seguramente nao terei outra oportunidade de os conhecer.

Tampouco nao sou quem de passeiar pola aranheira, fora dos meus proprios blogues, que vou fazendo à minha medida.

Aquí fico. Coma umha crisálida dentro da sua casca, aguardando polo dia em que ,por fim, mude em borboleta.

E, falando de borboletas, este ano, escrebi um poeminha para os meninhos da minha escola do Rif.

É em espanhol, mas penso que é lindo.

Adicado a eles:

La oruga

Pequeña, peluda y ciega

sube por entre las hojas.

La lluvia cae, dulcemente,

en la hierba silenciosa.

¡Qué cansada está la oruga

de subir hojas y hojas.

De describir curvas lentas

para moverse en la sombra…!

¡Qué cansada está la oruga

de querer ser mariposa!

Último Capítulo. Feminismo

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No ano 1949, Simone de Beauvoir, publica “O Segundo sexo”.

As mulleres tinham acadado em Europa-de Espanha nem falar- a igualdade legal, mas nao a social e individual.

Por outra banda, a estadounidense Betty Friedan funda a NOW : National Organitation for Women, que reivindica reformas para a inclusao da mulher no mercado laboral e em postos públicos:

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Nos anos Sessenta, aparez o Feminismo Radical:

*Movemento de libertaçao da mulher

*Divissao entre “feministas” e “políticas”

*Forte opossiçao anti-sistema.

Maio do 68 fui um revulsivo e, ao tempo um cataliçador de movementos de libertaçao feminina.

Na actualidade, a situaçao da mulher, é, em certo modo, “O Problema que nao tem nome”

Porque as leis mudarom, e mudam, mas as mentalidades e o dia a dia das mulheres, ainda arrastram aqueles prejuiços e aquelas inseguridades fronte ao feminino que introduziram os invasores indoeuropeios e as religioes semíticas.

Até quando?

Persoalmente, penso que as mulheres de cinquenta anos para acá, fixemos a revoluçao silenciosa mais grande da história de Europa, partindo de nós mesmas, fazendo-nos donas da nossa liberdade sexual, económica e intelectual.

Mas ainda ficam muitas a sofrer e a luitar por sairem da escravitude.

E melhorar a sociedade:





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A Segunda República. A mulher na política

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No 1918 cria-se ANME -Asociación Nacional de Mujeres Españolas-

Em Maio do 1921 primeira manifestaçao pro -sufragio en Espanha.

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Mas as primeiras sufragistas nao conseguem o voto para a mulher.

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Com a instauraçao da II República, as mulheres deputadas no parlamento republicano, dividem-se em duas opçoes contraditórias.

Por umha banda, duas mulheres instruidas, pertencentes à burguesia,

Margarita Nelken e Victoria Kent ,

Ambas de partidos de esquerdas, rejeitam a possibilidade do voto feminino, por considerar que as mulheres, pouco instruidas e conservadoras, iam ser um lastre à hora de votar partidos de esquerdas.

Margarita Nelken

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Victoria Kent

Por outra,

Clara Campoamor,

também deputada, asumiu a defensa do voto feminino e do trato legal paritário para homens e mulheres.

Ao fim, trunfou a tese sufragista, e, quando se aprova a

Constitución de 1931, 2ª República, consegue-se um enorme avance na luita polos dereitos das mulheres:

  • Matrimónio Igualitário
  • Dereito ao Divórcio
  • Obrigas dos pais a respeito de seus filhos

O Fraquismo posterior, botou por terra tanta justiça de género, mas o voto feminino mantivo-se, ainda que nao houber nada a votar, na realidade.


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velavioleta

Mulheres galegas. Sempre avante

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A Sociedade espanhola do século XIX, com escaso desenvolvemento industrial, padecia umha forte jerarquiçaçáo de género, amais dumha forte influência e poder da Igreja.

A prática política ficava limitada a umha minoria social, dado que o sufrágio nao era universal, mas censitário, com o qual só votavam os mais relevantes social e económicamente. A cada passo, havia pronunciamentos do ejército, e a adulteraçao das eleiçoes era prática comúm.

Como podedes ver, umha sociedade da que vimos e que pode explicar muitas cousas ainda no presente:

“Desses pousos, vem estas borras”-

As primeiras feministas, exigem:

Reconecemento de seu rol social e

Dereitos Civís.

As figuras mais importantes na defensa dos dereitos das mulheres na época, foram duas mulheres galegas:

Emília Pardo Bazán

Concepción Arenal.

Cada umha luitou em frentes diferentes polos dereitos das mulheres na Espanha escurantista do século XIX.

Convido-vos a aprofundar nas suas biografias e atitudes. Erao duas mulheres inteligentes e valerosas.

No eido da educaçao , xordem avances como a

“Institución Libre de Enseñanza” e o

“Krausismo”.

Mas essas erao correntes minoritárias. A Escola seguia transmitindo o papel da mulher “Anjo do fogar” e no século XIX o analfabetismo feminino era do 70%.

 

Flor Fina, qiue ainda que seja tabaco, também valia para a mulher, outro bem de consumo mais.

Até o 1910 nao se reconece o dereito da mulher à Educaçao Superior.

Se todas essas dificultades tem as mulheres ricas, com possiveis para estudar, que nao seria das pobres e filhas de labregos, nossas bisavoas…

.

Movementos operários. A Mulher Trabalhadora

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Os Movementos sufragistas e feministas são de procedéncia burguesa.

Aparição do socialismo fortemente misógino (Proudhon) em seus começos.

•Em troques,para Engels: A dominação de clase equipara-se à dominação da mulher polo homem.

Marx e Engels:

    • –A emancipação da mulher só se alcanzará tras a liquidação do capitalismo

    • –A Luita das mulheres debe se subordinar à luita de clases.

    • –A igualdade política entre os sexos é umha condição necesária para a plena emancipação da sociedade

  • –Emancipaçãofeminina = independência económica fronte ao varão.

August Bebel

–dirigente socialista alemã teórico marxista escreve especificamente sobre a mulher “A mulher e o socialismo” 1879.

Clara Zetkin 1857-1933

–A grande propulsora do feminismo na II AIT.

–Auspicia a Primeira Conferencia Internacional de Mulheres Socialistas. (174.751 afiliadas en 1914).

Rosa Luxemburgo

    • –Polonesa. Participa desde muito jovem en movementos operários e estudiantís em su pais.

    • –Fugiu a Suiça, e alí contata com marxistas rusos alemaes.

    • –Participa na fundação do Partido Socialista Polonês.

    • –Emigra a Berlín, e entra no PSD.

    • –Enfrenta-se aos revisionistas do PSD, como Berstein.

    • –Rebate as teses de Marx sobre as crises cíclicas do capitalismo: O capitalismo nutre-se e amplia seus mercados a través da política colonial.

    • –Volve a Polónia onde é levada a cadeia por suas atividades.

    • –Publica en 1913 “A acumulação do capital”, onde questiona a capacidade de evoluçao do PSD.

    • –Estala a 1ª Guerra Mundial abandona o PSD polo seu apoio ao ejército.

    • –Con Karl Liebknecht funda a Liga Espartaquista

    • –Tras a manifestaçao do 1º de maio contra a Guerra é detida de novo.

    • –Permanece na cadeia até o final da guerra.

    • –En 1918 dirige o jornal “Die Rote Fahne

  • –Em Janeiro de 1919 fui arrestada polos freikorps, junto con Liebknecht, sendo ambos asassinados .
  • O seu corpo, aparesceu dias mais tarde, aboiando num canal .

Esta mulher miudinha, frágil, algo coxa, fui a verdadeira heroina do século XX emquanto à luita por defender suas ideias fronte aos mais fortes, mais reconhescidos, até pagar com sua vida.

Klara Zetkin e Rosa Luxemburgo dando um passeio

    

            Alguém poderá pensar que se pode falar mais de todo esto, mas jà vos dixem ao começo, que eu nao conto a História, só histórias, para que, o que fique interesado, possa investigar mais pola sua conta.

A ver se esto sai na Blogaliza, que levo um mes sem sair na portada.

Saudaçoes para tudos os que venhás de visita.

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