Monthly Archives: Julho 2007

Nacionalismos

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O dia 25 de Julho, não fum a Compostela, mas esso não significa que não seja nacionalista e acredite na nossa Patria.

Polos círculos onde me movo, dos meus paisanos de Vimianço, muitas vezes suscita-se o debate dos nacionalismos.

Esta é umha resposta que corresponde únicamente à minha vissão persoal do asunto:

O dia 25 fui o dia a Patria Galega, e todos os nacionalistas celebrarom o dia em Compostela, coração da Galiza, a nossa Pátria.
Muita gente, se quadra, não entende bem esto dos nacionalismos ou parece-lhe que não são mais que um jeito de dividir às pessoas.
Desde o meu ponto de vista, a idea de nacionalismo e mesmo de pátria, pode-se entender de muitos jeitos diferentes, assim como as pessoas somos tambén muito diferentes e temos visões da vida distintas, ainda que, às vezes, nos pareza que os demais tem as mesmas visões do mundo e os mesmos pontos de vista que nós.
Eu, que não sou entendida en nada, mas sou umha pessoa e penso, como todos fazemos, sou nacionalista, e ainda que o 25 não pudem ir à Composela, o meu coração ficava entre os nacionalistas que se manifestavam a prol do reconhecemento de nação para a nossa terra.
E diredes vós: E por qué? Cal é a ideia e o sentimento que me leva a ser nacionalista? Pois porque acredito na liverdade de cada quem , porque acredito no dereito a ser cada um quen queira ser e viver sua vida como lhe pete.
E esto, que vale para as pessoas, vale tambén para os povos.
Hà anos, na minha vila de Vimianço, havia umhas quantas famílias que erão as que tinhan a tijola polo mango, e só eles tinham acceso ao estudio, à cultura, a ter um automóvel ou a serem chamados de “don” ou “doña”
Esses seriam, agora, unha metáfora dos grandes nacionalismos que quer dominar o mundo: Estados Unidos, que afoga e expreme aos mais pobres do planeta, França, que faz o mesmo, sobrte tudo em Africa, ou essas ideas de Espanha que tenta vendernos umha certa classe política afim aos partidos de dereitas e aos intereses económicos que, ao fim, são a mãe do anho.

Tambén, pouco a pouco, na minha vila a xente fui progressando, as cousas mudaron e hoje, todo mundo que vale, pode estudar, tem uns dereitos e trata de igual a igual com todo o mundo.
Pois esso mesmo que passa coas pessoas, ou com as famílias, pasa com os povos. E un nacionalista galego,se é bom nacionalista, tem que o ser de todas as nações e de todos os povos do mundo.

Porque, quando umha ama a sua terra, sua lingua e a sua cultura,por força tem que comprender que cada quem ame a sua também.
Porque todas as terras são terras, todos os povos son povos, todas as culturas son fruto de miles de anos de história e esso faz que o mundo seja diferente, diverso e plural.
Esso faz que, quando se viaja, se disfrute dos diferentes climas, das diferentes falas, das diferentes gastronomias, dos diferentes arrecendos de cada povo. Como bem dixo Castelao, os animais não podem ser nacionalistas, porque os burros orneam igual em todo o mundo e as bestas rechinam o mesmo, ou os mesmos pássaros arrechouchiam do mesmo jeito.
O sermos diferentes, é , precisamente, o que nos faz humanos. E eso ten de ser un motivo de disfrute e entendemento, non de separação e enfrontamento, como nos querem vender os outros nacionalistas, os senhoritos, os que tem o poder.
Assim como na minha vila todos acadamos a possibilidade de estudar trabalhar -num sentido teórico, que logo jà se sabe que tudo é relativo- e, com nossa independência económica, não teriamos que lhe render pleitesia a ninguém, assim todos os povos do mundo: Africanos, palestinianos, iraquianos, galegos, catalães ou latinoamericanos, ponho por caso, deberiamos ter dereito a tratar de igual a igual com calquera povo do mundo. A explotar os nossos próprios recursos e a viver do nosso trabalho e da nossa riqueza, sem que ninguém, dizindo que não se debe de ser nacionalista, nos venha roubar para que sigamos a lhe render pleitesía, como se fazia noutros tempos con aquelas gentes que, seguramente, moitos lembraredes. Aqueles que dizian:”es que hoy, todo el mundo te puede estudiar, o tener un coche. No sé donde vamos a ir a parar.”
Pois eu dígo-lle a onde temos que ir parar: À dignidade a aos dereitos para todos e para todas as pessoas do mundo.
E que deixen de nos meter medo com o nacionalismo dos pobres e dos pequenos, mentras eles practican o dos ricos e o dos impérios e multi-nacionais..

Com premeditação, alevosia e criminalidade.

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A resposta de Edu

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Quando comecei a vos apresentar aos “colifatos”, pedi permissão via e-mail dende a sua página web, para falar deles e colar seu video do primeiro programa de TV.Cousa que, ao fim, tive que fazer a través do jà publicado em Youtube, porque não dava subido o original.

Hoje, recibi, para aminha surpresa, a amàvel resposta de Eduardo Codina, o encarregado do correio e experto em informática.

Assim que quero colar aquí um video de ele, porque não saiu nemhúm no escunchador
Fala da “Brecha Digital”, algo que trambém a nós nos atinge:
Umha aperta, Edu, e obrigada pola tua resposta:


Despedida

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Após de uns dias com Ever, o artista, Hugo, o retranqueiro e Alejandro, o erudito, e todos os demais, hoje vou-me despedir dos meus entranhaveis “colifatos” cuns videos musicais onde são protagonistas.

Até mais ver, amigos do Borda. Umha aperta forte dende esta beira do Atlántico e sorte na vossa andaina pola vida.

Se vos interesa o tema, hà um video que podedes descarregar com seu primeiro programa de TV completo.

Eu fixem-o desde o amule. Como a cousa é de argentinos e sem ánimo de lucro, espero que a SGAE não me mande os inspeitores.

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Da Galiza a Bs. As.

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Os “Colifatos” no seu Estudio a ar livre, no jardim do Borda
Do tempo da Tola do Monte erão as primeiras migrações galegas precisamente, na sua meiande parte, a Bs. As.

Pode que algúm dos internos ou internas do Hospital Borda, algúm dos Colifatos, tenha suas raices cà, nesta banda do Atlántico.

Hoje vou colar outro video destes entranhaveis amigos, para que vejades que a tolémia, de perto, não é mais ca tenrura e saudade da infáncia.

Ou também, às vezes, paixão intelectual:


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A Tola do Monte

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Onte, no foro de Arroutadas, um companheiro virtual fixo-me um agasalho.

Descubriu-me um poema de Ramón Cabanillas que fala de muitos temas dos que eu levo falando aquí: De outros tempos, de tolos, mulheres, sociedades patriarcais, soidade,prepoténcia do ser humano…

Vou-vos deixar aquí, com a permissão do companheiro.

« Pobriña da Tola »

Non teño parentes, amores nin chouza, de aldea en aldea, parroquia en parroquia
ando polo mundo arredada e soia, e xanto, cando atopo, cunha almiña boa
que polos seus mortos, bótame de esmola, a cunca do caldo e o anaco de broa.

Durmo nos camiños érgome coa aurora, lávome nas fontes de crara auga morna,
e as noites que a lúa loce briladora, como nun suspiro, paso as horas mortas,
mirando pra ela, cantándolle copras, lúa, lúa branca, como me namoras,
Lúa, lúa branca, como me namoras.

Os cans que me ladran e os nenos que xogan, , tirándome pedras, chamándome tola, atraveso veigas, rubo corredoiras e salto valados, cobertos de roxas espiñas de estripos e ortigas treidoras, que fírenme a carne e ráchanme a roupa…
…A roupa dos probes, que nunca foi nova.

A xente do mundo que din que está corda, marmura ao toparme, “probiña da tola”, e non é verdade… Abofé… Abofé que estou corda. Si a xente o soupera.

Cando camiñando paso po-las hortas, a tempo que a xente,
turra da espiocha, ou cava patacas, ou pranta cebolas,
sempre hai un que diga, “Onde vades Rosa”
E eu que nunca quixen andar con parolas. “Demo de xudío”… A ti, que che importa.
E sin máis palique, vírome de costas, mais ben me percato facéndome a sorda,
que queda dicindo…”Probiña da tola”.

O conto é que un fillo, (bo mozo), da zona do pazo da Gándara,
andúvolle as voltas. As cousas do mundo e o triste da historia,
foi que o mozo o irse, “deixouna sin honra”…
Eu non me recordo, bah… ¿Quen se recorda?
pero eu non acerto, qué ten esa historia, que cando contala, tristeiros escoitan,
namentras eu saio, correndo, da horta,
os homes salaian, e as vellas e as mozas, co mandil nos ollos, doloridas choran,
decindo en voz baixa… Probiña da tola.

A xente do mundo que din que está corda, marmura ao toparme,
“Probiña da tola”… E non é verdade…
Abofé que estou corda…Si a xente soupera.

Que non é verdade, abofé estou corda, si a xente soupera que eu vivo na groria,
cando a noite cobre o pinal de sombras, dúrmome nun leito de fiunchos e follas,
e a pouco desperto, e vexo unha pomba, que baixa do ceo, voa que revoa,
e ven no meu colo pousarse, e mimosa, rúbeseme o peito
e bícame na boca, fálame dos anxos da Nosa Señora
e todas as noites, ven a branca pomba, e comigo fala, e comigo xoga.
Até que alumeando o pinal la aurora, rube cara ao ceo voa que revoa
Por eso me río, cando “Meigas fora”
A xente do mundo que din que está corda.. Marmura ao toparme…
…”Probiña da tola”

http://www.galespa.com.ar/escritores_cabanillas.htm

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Tolos

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Quando falo de tolos, não me refiro a personagens com tolémias perigosas, como Bush, ou Aznar, ponho por caso.

Refiro-me a aquelas personagens, que antes doa descoberta das moléculas várias e múltiples que hoje em dia ficam á nossa disposição no mercado farmaceutico, povoavam as nossas vilas, povos, ou aldeias, e ião e vinham coma as andorinhas da primavera.

Chegavam, comiam um prato de caldo e, ás vezes, ficavam unsdias, até que o seu motor interno colhia revoluções e volta aos caminhos…

Por Vimianço passavam muitos, que eu lembro de meninha: As tolas de Leis, Clarita e maila mãe, Lelo de Javinha com o seu burro, O Cotelo, que ia polas festas com os dedos cheios de aneis e corria atrás dos meninhos cum pau,para divertimento dos que mais corriam, Arturo, que toleou no serviço militar aló, em África, no Rif espanhol onde eu trabalhei mais tarde…Não comprendia o espanhol, não sabia que, amais de Arturo, tinha como nome Francisco. E quando chamarom, não respondeu, com a consequente bronca do militar de turno.Nunca saira da sua aldeia da Toxa. Ao fim, volveu para a casa antes de tempo, e nunca mais curou. Quando iamos à escola, olhavamos com curiosidade e respeito a aquel homem de cabelos e barbas longas, que pilhava os lagartos das pedras e comia-os crús. Um dia botou a andar e, após de o buscar umha semana, aparesceu morto de frio aló polos montes de CastroBujão
Hoje já não quedam tolos assim polas nossas vilas do primeiro mundo. Tolos tenros e entranhaveis.

Por esso hoje, vou abrir umha série de fios sobre tolos.

E, ainda que sejam tolos dumha metrópole de mais de doze milhões de habitantes e tenham plantejamentos muito diferentes, não por esso deijam de ser menos tenros e especiais.

Os internos do Hospital Psiquiátrico José T. Borda, de Bs. As. que, ajudados por um estudante de primeiro de psicologia, põem em marcha um projecto “Radio La Colifata”, que já leva mais de dez anos emitindo e que se faz conhescido entre nós, graças a um CD de músicos da Rambla de Barcelona, producido e apoiado por Manu Chao, o filho de Ramón Chao e o sobrinho de Pepe Chao Rego.

Em homenagem aos tolos da nossa infáncia.

In memoriam :


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As pérolas dum alcalde

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O passado fim de semana, celebrou-se em Vimianço a tradicional baixada das bestas e a posterior rapa dentro do curro.

Os organizadores, convidarom a algumhas autoridades da Junta, e também, por suposto ao alcalde do povo, como tem de ser.

Vou-vos transcribir o comentário que sai en “La Voz de Galicia”, para que vos deades umha ideia do “frikismo” do personagem:

“Donde hay caballos hay nobleza y esa cualidad, al parecer, es contagiosa, o al menos eso nos indican los hechos acontecidos en las últimas fechas en Vimianzo, una tierra que este fin de semana estuvo de actualidad por la belleza de sus caballos y lleva meses ocupando las páginas de los diarios por los desmanes de sus políticos. Sin embargo, en esta ocasión, tanto los équidos como los representantes públicos se han puesto de acuerdo para brindarle a la localidad una jornada de fiesta y de ecuménica convivencia .

El lugar en el que confluyeron los astros que obraron el milagro fue el Campo da Areosa donde se celebró la Rapa das Bestas y donde, por un día, Alejandro, Borbujo y Antelo cesaron el corte mutuo de crines -entiéndase en sentido simulado- que ya amenazaba con llevarse por delante las cabelleras. El delegado de Industria, Xosé Luís Barcia, que pasaba por allí, también se quiso sumar a la fiesta. Su departamento tiene prevista una inversión de 30.000 euros para que el próximo año el curro tenga gradas, desde las que contemplar con más tranquilidad la labor de los mozos.

Los ediles del municipio compartieron mesa aunque sin mantel y, al contrario de lo que muchos puedan pensar, no fue necesario que los aloitadores empleasen sus artes para reducirlos, bastó con una ración de carne de potro y un poquito, o no tan poco, de vino del país.

Até aquí, tudo normal. Mas veredes o que segue:

“En el transcurso de la Rapa, Alejandro, el alcalde vimiancés tuvo ocasión de reencontrarse, por sorpresa, con dos viejos amigos de Rus que conoció durante aquellos años de su juventud que pasó trabajando en Suiza. Como es habitual en ese tipo de coincidencias fortuitas siempre falta tiempo para rememorar recuerdos e intercambiar anécdotas. En este caso, los contertulios, como hombres de campo que son o que alguna vez fueron, centraron la mayor parte de su parlamento en dos de las características más significativas que definen al hombre rural: la capacidad de amar y la necesidad de arar. Como no podía ser de otra manera, las conversaciones se cruzaron y de ahí salió un florido catálogo de las más exquisitas metáforas y alegorías entremezclando ambas prácticas. Una vez desatada la vena poética y con caballos de por medio, la conversación no tardó en degenerar hasta límites insospechados. “

Límites insospechados e metáforas que jà vos podedes imaginar. Porque o de arar, não se referia a arar a terra,claro.

As autoridades deberom de ficar pampas com a conversa do nosso alcalde com seus colegas de Rus.

Em fim. Cada povo tem o que merece, mas eu, realmente, não me considero merecente de tanta promiscuidade institucional no referente a montas -e não de bestas-, aradas-e não de terra, precisamente- e metáforas cavalares a respeito do tema.

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