Os Tolos

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Volvo a falar dos tolos, mas esta vez, não dos do Hospital Borda, nem dos que ficam recluidos, nem dos que armam espalhafatos pola rua.

Quero falar de todas aquelas pessoas que tem umha eiva neuronal, ou psíquica, que cada vez somos mais, e que a nossa sociedade do ben-estar únicamente contempla como remédio para o seu mal as substáncias químicas em forma de pílulas ou cápsulas.

Quando umha pessoa tem umha doença desta caste, tem de saber que é esso: Umha doença, como a diabetes, ou a úlcera de estómago, ou o cancro.

Também deberia de ser informada polo miudo das características da sua doença, pesquisar a possível causa psíquica, amais de a física, e tratar de desprogramar os mecanismos de invalidação, culpabilidade, auto-odeio e demais que o levaram aí ou que agravam e reforçam seus problemas orgánicos.

Porque tudos fumos programados desde que nascemos: Invalidando-nos e negando-nos: Com burlas, risos de algo que para nós é importante, ridiculiçação da nossa pessoa ou atitude .

Chantajeando-nos: Se fas as cousas como eu quero, vou-te querer muito, se não, vas perder meu carinho, o mais importante para ti, que és umha criança.

Rejeitando-nos: Polas nossas eivas, o nosso aspecto físico, as características que se saem do “normal” estabelecido pola “norma”.

Não se trata aquí de procurar culpaveis. Nos mecanismos de programação incurrimos tudos e tal vez é o précio que hà que pagar por viver em sociedade e disfrutar das suas vantagens: Luz, telefone, água quente, calefacção, internete, transporte rápido…

Mas hà pessoas que, por serem hiper-sensiveis ou mesmo por terem consumido desde novinhos substáncias que abrem portas da nossa mente que não deberiamos de franquear despertos e de jeito forçado, porque são território do sonho, do mito, da psique. Por desinformação, por não saber, por auto-desconhecemento, às vezes, estas portas abrem-se e deixam fugir os monstros da psique que a nossa cultura ocidental europeia leva mais de quatro mil anos escondendo no cuarto fechado de Barba Azul.

E então aparecem os cadavres esnaquiçados de todas aquelas pessoas que não chegamos a ser, dos sonhos distorsionados polo espelho da razão a ultranza, dos mais profundos anceios, desejos, instintos e até a memória de quando fumos peixes, ou reptís,e tinhamos que desconfiar dos demais, axexar na escuridade para sair, andando torpemente à procura do substento.

Com todos esses cadavres hà que con-viver , esso sim, adurminhados polo efeito das pílulas ou cápsulas receitadas polos doutores.

0A%20Piedra%20locura%20Bosco.jpgE mesmo, em outras épocas, por métodos mais expeditivos…
Mas, como ninguém nos ajuda a os re-conhescer, a os aceitar, a aprender a con-viver com eles com agarimo, como cumha sombra que projectamos fronte ao sol do meiodia .

Como só podemos durmi-los com pílulas, às vezes, despertam e fogem, ceives, correndo polos montes e as campias da nossa mente. E nós não os re-conhescemos, nem sabemos falar com eles.Nem os integramos porque não sabemos que são umha parte de nós.

E então, podem matar à mulher, aos filhos, ao vizinhos, a nós mesmos, numha carreira imparável de angústia e impoténcia fronte ao monstro do próprio desconhecemento.

Em tempos antigos, havia chamães, pessoas que sabiam manipular e tratar com os “espíritus”. Hà culturas que ainda os conservam.

Hoje, todo esso, na nossa Europa “civilizada” e “culta”, da riso. Não reconhecemos nos “espíritus” à nossa própria psique e tampouco nos deixam descobrer, com tanta trangalhada vaticana, integrista-muçulmana e demais, que deus também somos nós mesmos, que tudo fica dentro, no caldeiro do atanor onde se coce a nossa alquímia pessoal.

Dan-nos pílulas :

Meu avó contava-me , de brincadeira,que de moço, tinha migranhas e um doutor muito conhescido da Corunha receitou-lhe :”Cólera Granulada del Doctor Grau “.

Pois esso. Que seguiu com a cabeça coma um bombo até que lhe passou soa…

Umha boa psicoterápia ao jeito chamánico ou outro igual de bon, que nos volvesse a reconciliar com a terra, com o cosmos de onde procedemos e com nós mesmos, ao completo, não viria mal para todo o mundo.

Deberiam a incorporar ao seguro médico. Para evitar embaucadores. E que todo o mundo passasse umha ves ao ano. Às vezes, os que semelham mais cordos, são os mais perigosos.

È umha opinião.

 

 

Balada para un loco

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