De liverdades, democrácias, críticas, auto-críticas, poesía e demais.

Padrão

Como jà saberedes, acabo de aterrar na Galiza após de algúns anos fóra. Desconheço, quase totalmente, qual é o panorama em quanto a poetas e demais literatos que por cà se movem.

Por eso não posso falar da senhorita Yolanda Castaño, que a maioría da gente conhesce por saír na Galega.

O que não posso compreender é que umha pessoa que se diz poeta se anoje por umha cantiga de escárnio e mal-dizer gráfica referida à sua atitude fronte a um facto. Neste caso, seica referido a Isaac díaz Pardo que, por idade, trajectória vital e sinceridade, merece, quando menos, a minha admiração e respeito.

A mesma admiração e o mesmo respeito que me merecem os Aduaneiros sem Fronteiras, verdadeiros trobadores gráficos de quanto acontece no pais com o que esto conleva de espertar conciéncias e provocar reacções a través do humor.

Certamente, desconheço os poemas de Yolanda, porque ela não era ninguém ainda quando eu fui embora. Mas, visto o visto, penso que não vou ter gana de os ler numha boa tempada.

Seguramente outras pessoas mais informadas jà comentariam estas cousas em centos de blogues.

Eu só queria dar minha opinião.

Foi um dia Lopo jograr
a casa duü infançon cantar,
e mandou-lhe ele por don dar
três couces na garganta,
e foi-lhe escasso, a meu cuidar,
segundo como el canta

Escasso foi o infançon
en seus couces partir’ enton,
ca non deu a Lopo enton
mais de três na garganta,
e mais merece o jograron,
segundo como el canta.

Martin Soarez

Ai, dona fea, foste-vos queixar
que vos nunca louv’en [o] meu cantar;
mais ora quero fazer um cantar
en que vos loarei toda via;
e vedes como vos quero loar:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, se Deus me perdon,
pois avedes [a] tan gran coraçon
que vos eu loe, en esta razon
vos quero já loar toda via;
e vedes qual será a loaçon:
dona fea, velha e sandia!

Dona fea, nunca vos eu loei
en meu trobar, pero muito trobei;
mais ora já un bon cantar farei,
en que vos loarei toda via;
e direi-vos como vos loarei:
dona fea, velha e sandia!

Joan Garcia de Guilhade

Anúncios

2 responses »

  1. Eu tampouco sei tudo, mas só ponho as cantigas de escárnio e maldizer para lembrar que a crítica vem de lonje, e que os personagens públicos, sempre ficam expostos a ela.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s