Fabricantes de sonhos

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Como vimos muitas veces, a humanidade não pode viver sem mitos, sem imagens e histórias que lhe lembrem ese trasfondo de ilusão que tem os sonhos que, ainda que na nossa época digam que não é real, logo vemos aflorar manipulado desde fóra polos vendedores de doutrinas, religiões, objectos, comidas, bebidas e até roupa.

Eles, os vendedores, sim que sabem bem da realidade dos mitos.

E bem que nos fazem comprar à sua conta.

Eu prefiro guindar-me de cabeça no mar da fantasía, e hoje pensei em algo que vos pode interesar.

Como jà falamos abondo do mito do Natal, podemos dar um passeio de varios dias por outros territórios que nos levam dereito a nossa infáncia, que é a onde nos levam quase todos os mitos.

Quando um ou umha é criança, tem muita importáncia os contos e as histórias, com já falamos aquí outras vezes.

Mas, agora, vou-vos trazer umha parte dessas histórias muito importante e que não é a que se escuita, mas a que se ve.

Desde tempos inmemoriais, tem muita importáncia a interpretação visual das histórias , e se não, que lhe perguntem aos artistas do románico, contadores de histórias em pedra de grão, ou aos ilustradores monacais de Beatos e Libros de Horas ou ainda antes, aos pintores de frescos e escultores de estelas, aos artistas rupestres que plasmavam seus sonhos com sangue e carbão.


Quando era pequena, ia à escola da Toxa, que ficava aló, num alto, ao pé dos montes que rodeiam o meu val.

Ficava pasmada cada vez que abría um livro e olhava os desenhos. Fui esse amor polos livros e polas histórias que contavam, o que me faz aguantar sete anos dum particular Auswitchz com as freiras de Rubine.
Na Biblioteca, esquecia as penas quando a árvore dos sonhos volvia a me iluminar com sua luz.

Mas, como em tudo, os amores primeiros são os que nunca se olvidam, e o meu primeiro grande amor-livro, fui um exemplar de “Cuentos de Hadas de Andersen” que me agasalhou a minha mestra, de umha das suas sobrinhas.

Fui o agasalho melhor de tudos quantos me tem feito. Era grande, com tapas ilustradas e lombo de género. Mais tarde, meu avó, para que não romper, reforçou o género cum cartão duro e uns diminutos cravinhos que ele guardava na caixa dos parches, e quedou tão bem, que podía ler em calisquer postura, ainda que o livro for de tamanho grande.

A minha mestra já morreu. Era umha mulher muito boa e eu gardarei-lhe sempre fe polas muitas cousas que faz por mim. Pero, sobre tudo, polo libro que desencadeou a minha primeira paixão polas histórias sobre papel.

O libro, tinha varios contos de Andersen em espanhol :

La Sirenita,

El Baúl Volador,

El Cuello de la Botella,

La Hija del rey del Marjal,

Pulgarcilla, 

Los Chanclos de La fortuna,

Los Cisnes Salvajes,

La Reina de las Nieves,

Los zapatitos Rojos,

El Patito Feo.

 
Todos eles histórias fermosas e muito bem traduzidas ao espanhol.

Mas, tinha algo mais que fazia que a minha atenção de meninha ficase engaiolada sem poder apartar os olhos: As magníficas ilustrações que contabam a história sem palàvras, dando lugar a que a fantasia ficase extasiada contemplando à Rainha das Neves que voava com o pequeno Kay por acima da terra, envolta em folerpas, no seu trineu tirado por cavalos brancos, cara o seu palácio da ilha de Spitzberg.

Ou aos doce cisnes que voavam com sua irmã, durmida, sobre o mar, passando a ilha da Fada Morgana, que te podia fazer durmir para sempre se baixavas .

Ou a pequena Gerda, descobrindo as roseiras no chapéu da velha maga , e lembrando a seu amigo Kay e às roseiras dosseus balcões.

Ou a Pulgarcilla durmindo na sua caminha de casca de noz com cobertores de pétalos de rosa… Até que vem o sapo e a leva para casar co seu filho.

Pois eso. Que ainda sigo mantendo um amor incondicional polas histórias, os contos e seus ilustradores.

De hoje em diante, iremos vendo a obra de alguns deles, a ver se vos emociona tanto como a mim.

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