Monthly Archives: Dezembro 2007

Os irmãos Grimm

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LMJ.gifakób e Wilhelm Grimm erão dous irmãos nados na vila de Hanau, no estado alemão de Hesse.

A época na que eles vivem, -de meados do século XVIII a meados do XIX-,é umha época convulsa para Alemanha e para Europa, em geral..

Tempos de revoluções, invasões napoleónicas e religiosidade puritanista.

Os dous irmãos, que começam sua andaina trabalhando numha biblioteca, tem umha vida agitada. Chegam a ser profesores na Universidade e investigam no eido da lingûística.

Mas, o trabalho polo que são reconhecidos em todo o mundo, é o de recolheita de narrações de tradição oral alemanas, que mais tarde se populariçam escritos para crianças e adultos de todo o mundo.

A principal fonte de relatos dos irmãos Grimm, fui umha mulher do seu entorno, de Hasel. Umha mulher da clase burguesa de procedéncia hugonote, que lhe referiu as histórias que logo foram recolhidas no libro ” Contos para a Infáncia e o Fogar”. Mais tarde fui ampliado e conhecido popularmente como “Contos de Fadas dos Irmãos Grimm”.

O ilustrador inglês Walter Crane: 1895-1915. Utiliza gravados, xilografias , desenhos…Era admirador de Durero, e chegou a dirigir varias institucións artísticas en Inglaterra. Socialista militante desde A Comuna de París chega a ser acuarelista, desenhador, pintor e escritor.

Ele faz estas ilustrações para as histórias com grande referente da fantasia medieval e burguesa recolhidas polos irmãos Grimm :

As histórias mais conhecidas: Branca de Neve, a Cinsenta, Hänsel e Gretel, João sem medo…

Quando saem à luz, suas histórias não são aceitadas . Não se ve em elas sua linguagem simbólica, mas seu significado literal e as autoridades estimam que são muito crueis. Não compreendem que a Madrasta de Branca de Neve seja castigada ao suplício medieval de dançar cuns sapatos de ferro candente, ou que a mãe de Hansel e Gretel deixe seus filhos no monte, abandonados.

Assim, tem de modificar as histórias originais e as adaptar aos critérios da época. Sobre tudo, emquanto ao contido sexual, que era importante.

Tampouco não podem incluir histórias francesas como “O gato com Botas”, polas más relações políticas com a França.

Com o tempo, as histórias recolhidas por Jakób e Wilheml, passam a ser património cultural de toda a humanidade.

Os mitos que guardam, seguem fazendo estremecer a meninhos e grandes.

Hoje vou trazer também um ilustrador nado em Suécia e emigrado aUS, onde trabalhou para a Disney, nos primeiros anos.

Chama-se Gustaf Tenggren e estes são seus desenhos:

Quem não conhece a esta senhora da maçá?

Ou a esta doncela que dorme numha caixa de cristal?

Assim, sonhando baixo a atenta mirada dos corvos, deixo-vos até a próxima.

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Alice in Wonderland

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A história de Alice, preciosa rapariga que caeu numha tarde de verão por um burato e viajou por um mundo paralelo, guiada por um coelho branco enfeitado cumha grande cartola é, quando menos, inquietante.

Os diferentes ilustradores que trabalham nas primeiras edições, marcam cada um umha visão diferente.

Alice, segundo diferentes ilustradores:

A Alice de Arthur Rackham

Alice segundo Mabel Lucie Attwell

Segundo Sir John Tenniel

Os diferentes momentos da sua aventura vistos polos três desenhadores:

Sir John Tenniel, Mabel Lucie Atwell e Arthur Racham.

Três génios da ilustração para umha mesma história.

Amanhã, mais.

Peter Pã

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Peter Pã nos jardins de Kesington, é outro relato nascido baixo a luz do norte.

J.M. Barry, era um escocês que vivía en Londres. Um homem miudo, tímido e amigo de passeiar polos grandes jardins londrinos. Se lestes sua biografia ou vistes o filme protagonizado por J. Deep de seguro conhecedes a história.

Eu não quixera cansarvos con algo que já sabedes, ainda que, se alguém mo pide, encantada da vida de a contar.

Por que Peter Pã?

Peter, en honor ao meninho que conhece no jardim, e acava sendo amigo, e Pã, em honor ao deus dos bosques tocador da siringa, com a que faz dançar às ninfas e ondinas nas nuites de lúa:

Arthur Rackham fui seu primeiro ilustrador, e também aquí se deixa sentir a luz atlántica e essa fantasia de bosques, jardins, e pequenos seres que vivem nas flores, na beira do rio, ou nas raizes das árvores mais velhas.

convivindo com esoutro mundo paralelo de gente grande, único vissível aos olhos da gente normal.

Hoje, os desenhos que triunfam, são os de Disney, porque são o mais claro exemplo da economía ilustratória:Dizem o máximo com o mínimo de traços. Para umha sociedade que tem pouco vagar, são o melhor. Mas eu sou dum tempo no que as tardes de inverno erão longas e frias, e gosto da contemplação de toda a beleça que a luz do norte guarda para o que saiba e queira ver.

Ademais de Rackham, o libro com a história do meninho que não quer medrar, é ilustrada por outros artistas.

Mabel Lucy Atwell , nada em Londres no 1879, é umha ilustradora de linhas mais simples, figuras mais limpas, mais planas, mas também ilustrou um Peter Pã bem fermoso:

De seguro se percebe a diferência

Este Natal, se ides agasalhar aos meninhos cum libro, reparade nas ilustrações. Hà verdadeiras obras de arte.

Amanhã, mais.

   

Andersen

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H.C. Andersen nasce em Dinamarca, iluminado polas luces do Atlántico, que pintam tudo dumha pátina de saudade e poesía tanto no gris e escuro inverno, como no luminoso verão, cheio de flores e andorinhas.

Suas histórias tem um aquele de tenrura e tristeça, de fantasía que repara nas cousas mais pequenas para lhe dar vida própria e trata por um igual a umha princessa que a umha pobre e triste vendedora de mixtos cheia de frio.

As ilustrações que Arthur Rackam faz para seus contos são tão tenras e delicadas como seus relatos. Cheias de ilusão, fantasia e terura, polos seres que tem de desenvolver a sua vida num entorno cheio de neve, escarcha e vento.

Pobrinho do que não tenha um abrigo para se arrimar!

Também aparecem animais, esses tótems que simboliçam nosso mundo instintivo e podem devorar-nos ou, pola contra, ajudar-nos a encontrar o caminho:

Espero que gostedes do par Andersen- Rackham.

Amanhã, mais.

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A luz do Norte

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Todos os que vivimos na costa Atlántica de Europa, ao norte de Lisboa, sabemos qual é a luz que nos acompanha e nos envolve a maior parte do ano.

Ou como as nossas árvores mudam com cada tempo:

Nossos animalinhos adurminhados nas tardes de chuva:

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Por eso não é de estranhar que, se criamos ou contemplamos imagens fabuladas a partir da nossa realidade, nos sintamos fascinados e acabemos vendo nosso mundo como um lugar mágico onde comvivem seres e situações extraordinárias.

Era o que me passava a mim de pequena-e ainda hoje, pero esto é um segredo- e o contributo dos ilustradores de contos, era fundamental. Abriam as portas ao nosso mundo interior, para que puidessem aparecer as maravilhas , como no burato no que caeu Alice. Assim, quando passavamos à beira do rio, com as vacas, a mágia fazia brilhar a água e, de entre os fieitos, saía o sapo que tinha a Pulgarcita captiva aló, no fundo escuro das raizes dos abeneiros…

Um ilustrador do que gosto muitíssimo, é o británico Arthur Rackham, que, no decorrer dos últimos anos do século XIX e começos do XX, ilustrou as obras dos mais conhecidos autores de literatura “infantil”.

Ele ilustrou a primeira edição de Alice in Wonderwold, do Peter Pan in Kesington Garden de J.M. Barry, ou dos contos de Andersen e Grimm.

Quando conhecí, jà era adulta, mas jà vos digo que eu sigo a crer em todos os seres que vivem ocultos entre a erva da beira do rio, nas branhas da Gandra ou entre o musgo dos valados. Mesmo penso que as pinguinhas do resio são abalórios de diamante do manto da rainha Mab…

Mas…não falemos mais de mim, que hoje vou ao psiquiatra e ao psicólogo, e centremo-nos em Arthur Rackham.

Amanhã, contarei-vos algo dos seus trabalhos mais significativos. Hoje deixo-vos estas imagens, para pensar…



Luz do Atlántico norte


Amanhã, mais.

Fabricantes de sonhos

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Como vimos muitas veces, a humanidade não pode viver sem mitos, sem imagens e histórias que lhe lembrem ese trasfondo de ilusão que tem os sonhos que, ainda que na nossa época digam que não é real, logo vemos aflorar manipulado desde fóra polos vendedores de doutrinas, religiões, objectos, comidas, bebidas e até roupa.

Eles, os vendedores, sim que sabem bem da realidade dos mitos.

E bem que nos fazem comprar à sua conta.

Eu prefiro guindar-me de cabeça no mar da fantasía, e hoje pensei em algo que vos pode interesar.

Como jà falamos abondo do mito do Natal, podemos dar um passeio de varios dias por outros territórios que nos levam dereito a nossa infáncia, que é a onde nos levam quase todos os mitos.

Quando um ou umha é criança, tem muita importáncia os contos e as histórias, com já falamos aquí outras vezes.

Mas, agora, vou-vos trazer umha parte dessas histórias muito importante e que não é a que se escuita, mas a que se ve.

Desde tempos inmemoriais, tem muita importáncia a interpretação visual das histórias , e se não, que lhe perguntem aos artistas do románico, contadores de histórias em pedra de grão, ou aos ilustradores monacais de Beatos e Libros de Horas ou ainda antes, aos pintores de frescos e escultores de estelas, aos artistas rupestres que plasmavam seus sonhos com sangue e carbão.


Quando era pequena, ia à escola da Toxa, que ficava aló, num alto, ao pé dos montes que rodeiam o meu val.

Ficava pasmada cada vez que abría um livro e olhava os desenhos. Fui esse amor polos livros e polas histórias que contavam, o que me faz aguantar sete anos dum particular Auswitchz com as freiras de Rubine.
Na Biblioteca, esquecia as penas quando a árvore dos sonhos volvia a me iluminar com sua luz.

Mas, como em tudo, os amores primeiros são os que nunca se olvidam, e o meu primeiro grande amor-livro, fui um exemplar de “Cuentos de Hadas de Andersen” que me agasalhou a minha mestra, de umha das suas sobrinhas.

Fui o agasalho melhor de tudos quantos me tem feito. Era grande, com tapas ilustradas e lombo de género. Mais tarde, meu avó, para que não romper, reforçou o género cum cartão duro e uns diminutos cravinhos que ele guardava na caixa dos parches, e quedou tão bem, que podía ler em calisquer postura, ainda que o livro for de tamanho grande.

A minha mestra já morreu. Era umha mulher muito boa e eu gardarei-lhe sempre fe polas muitas cousas que faz por mim. Pero, sobre tudo, polo libro que desencadeou a minha primeira paixão polas histórias sobre papel.

O libro, tinha varios contos de Andersen em espanhol :

La Sirenita,

El Baúl Volador,

El Cuello de la Botella,

La Hija del rey del Marjal,

Pulgarcilla, 

Los Chanclos de La fortuna,

Los Cisnes Salvajes,

La Reina de las Nieves,

Los zapatitos Rojos,

El Patito Feo.

 
Todos eles histórias fermosas e muito bem traduzidas ao espanhol.

Mas, tinha algo mais que fazia que a minha atenção de meninha ficase engaiolada sem poder apartar os olhos: As magníficas ilustrações que contabam a história sem palàvras, dando lugar a que a fantasia ficase extasiada contemplando à Rainha das Neves que voava com o pequeno Kay por acima da terra, envolta em folerpas, no seu trineu tirado por cavalos brancos, cara o seu palácio da ilha de Spitzberg.

Ou aos doce cisnes que voavam com sua irmã, durmida, sobre o mar, passando a ilha da Fada Morgana, que te podia fazer durmir para sempre se baixavas .

Ou a pequena Gerda, descobrindo as roseiras no chapéu da velha maga , e lembrando a seu amigo Kay e às roseiras dosseus balcões.

Ou a Pulgarcilla durmindo na sua caminha de casca de noz com cobertores de pétalos de rosa… Até que vem o sapo e a leva para casar co seu filho.

Pois eso. Que ainda sigo mantendo um amor incondicional polas histórias, os contos e seus ilustradores.

De hoje em diante, iremos vendo a obra de alguns deles, a ver se vos emociona tanto como a mim.

Mitra. A última das crianças solares.

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Digo a última porque, no percorrido polas analogias entre o Natal Cristão e os diversos Natais pagãos, Mitra é o último elo da cadeia. Os cultos de Jesus e Mitra convivem e super-põem-se nos derradeiros séculos do Imperio Romano.

Cito:

Mitra

Alrededor de 3.500 años antes de Cristo aparecen en los Vedas, libro sagrado de la India, las primeras referencias al dios Mitra. Se le nombra como dios unido a Varuna. Ambos formaban una dualidad inseparable; Mitra era el dios del amanecer, de la luz y del sol; Varuna es el dios del crepúsculo y de la noche. Ambos, luz y oscuridad se encargaban del buen funcionamiento de la bóveda celestial.

Por influencia de los arios hindúes que se trasladaron hacia el actual Irán y Turquía, ya en el año 1.400 antes de Cristo, se le nombra como dios garante de un tratado entre los Hititas y el Reino de Mitanni, situado en el actual Kurdistán, a caballo entre Turquía e Irak.

Alrededor del año 1.000 antes de Cristo, nace en Bakctriana, ciudad de Persia— actual Irán— un hombre llamado Zaratustra. Este hombre es considerado por muchos historiadores como el primer ser humano que cambió verdaderamente la Historia y la concepción del mundo y de la persona.

Zaratustra recibió una “Revelación”, proclamando al verdadero dios, creador del Universo, al que llamó Ahura Mazda que significa “Señor Sabio”. En oposición a él, estaba Angra Mainyu que significa “Demonio de la Mentira”. Ni qué decir tiene que ambos personificaban el Bien y el Mal. Ambos luchaban por imponerse sobre la Creación y sobre los hombres.

El Mandeísmo, nombre dado a esta revelación, fue la primera gran religión que tuvo un libro sagrado, el Avesta, que significa “La Palabra”, y su antigüedad es mayor que la Biblia, la cual tomó de este libro algunos de sus pasajes más conocidos.

Historiadores y filósofos confirman que el Mazdeísmo fue el precursor de las grandes religiones monoteístas basadas en libros sagrados, como el Judaísmo, el Cristianismo y el Islamismo, las cuales beben en sus fuentes originales, los dogmas y enseñanzas de Zaratustra.

Desgraciadamente, sólo se conserva un tercio del libro original escrito por Zaratustra al dictado de Ahura Mazda, según le iba siendo revelado. Lo más extraordinario, es que Zaratustra tuvo doce discípulos, la tradición persa le otorga la autoría de cientos de milagros y curaciones, incluso la resurrección de varios cadáveres.

En la religión mazdeísta ya se habla de un diluvio universal, de un arca en la que se salvaron una pareja de animales de cada especie y una familia. Se entroniza una Santísima Trinidad compuesta por los dioses Ahura Mazda, Mitra y la diosa Anahita, esposa de Ahura Mazda y madre de Mitra.

El Mazdeísmo habla de la primera pareja humana, de Paraíso, del Cielo y del Infierno, del juicio tras la muerte, de la resurrección de los muertos y del juicio final, tras la victoria sobre Angra Mainyu, ayudado por sus demonios, mientras Ahura Mazda y Mitra serán ayudados por los ángeles y arcángeles.

También anuncia el Avesta, la aparición en La Tierra de un Salvador, un Redentor de la Humanidad, que vendrá a enseñar a los hombres su misión en la vida y a vencer al mal.

Este redentor es Mitra, hijo de Ahura Mazda. Según el Avesta, Mitra nació en una gruta el día 25 de diciembre. Una luz resplandeciente situada sobre la gruta despertó a unos pastores que fueron a adorarle. Unos magos, enterados por las estrellas de su nacimiento, fueron a obsequiarle ofrendas. En la gruta, un buey y una mula ayudaban a calentar al niño dios. Los mazdeístas creían que Zaratustra era una encarnación del dios Mitra, que había venido a la Tierra para salvar a la Humanidad.

Mitra, tras su nacimiento, ayunó en el desierto durante cuarenta días y sufrió una “pasión” que se celebraba en la semana del 23 de marzo, con la llegada de la Primavera. Curiosamente es la fecha aproximada en que se celebra la Pasión de Jesucristo.

Durante dicha pasión, Mitra se veía obligado a matar a un toro, de cuya sangre brotaba toda la Creación.

Plutarco, habla de los misterios de Mitra en el año 87 antes de Cristo, ya que esta religión, la Mitraica, se extendió por todo el Imperio Romano llevada por las legiones que la adoptaron en masa cuando llegaron a Asia Menor. Incluso el emperador Trajano la protegió y declaró el domingo día del sol dedicado a Mitra como día festivo en todo el imperio, más tarde lo adoptó también el cristianismo como día del Señor.

La religión Mitraica tenía en su liturgia el bautismo con agua para ingresar en la misma y la confirmación posterior. En la entrada de los mitreos o templos, estaba situada una pila con agua bendecida por los sacerdotes en la cual se mojaba la mano y luego la frente para entrar purificados. Se realizaba una ceremonia o ágape, en el cual se bendecían el pan y el vino o agua, y se repartía entre los asistentes como si fuera la carne y sangre de Mitra de forma simbólica. Se cantaban himnos en honor a Mitra.

El clero estaba estructurado entre Padres, o sacerdotes comunes, Amtistides u obispos y Pontífices. Sobre todos ellos gobernaba el Padre de los Padres, título equivalente al de Papa.

Las fechas más señaladas en el calendario sagrado de Mitra eran: el 25 de diciembre, día del nacimiento del dios; el 6 de enero, día de la adoración de los magos; el 24 de marzo, semana de pasión de Mitra; el 6 de mayo, revelación del Avesta a Zaratustra; el 16 de mayo, comienzo del ayuno de Mitra en el desierto; el 24 de junio, Mitra asciende a los cielos y es proclamado segunda persona de la trinidad; el 16 de agosto, Mitra es nombrado por Ahura Mazda intermediario entre él y los hombres y se le otorga todo el poder sobre la Tierra y sus moradores.

La religión de Mitra era una religión mistérica, es decir, que guardaba algunas ceremonias en secreto sólo para unos pocos iniciados. Los creyentes en Mitra no eran admitidos de inmediato a todos los secretos de la liturgia ni se le explicaban todas las doctrinas y dogmas. Existían una serie de grados, a través de los cuales iban ascendiendo los fieles según su preparación y la piedad de su vida demostrada ante los sacerdotes y compañeros de culto.

La religión de Mitra se extendió por todo el Imperio Romano. El Cristianismo y el Mitraismo convivieron hasta la llegada al poder de Constantino el Grande, el cual, creyente de Mitra, no dudó en aprovechar la ocasión para fusionar ambas doctrinas. El Cristianismo adoptó la estructura del clero mitraico; ya que la Iglesia Primitiva Cristiana no tenía sacerdotes, todos los creyentes eran iguales ante Dios y todos podían tomar la palabra y dirigir las asambleas en donde se recordaban las palabras de Jesús y sólo existían unos encargados de moderar y poner orden entre los asistentes. Luego se nombraron personas entre los más ancianos y respetados, para que administraran los bienes de la congregación y repartieran entre los más pobres las dádivas de los más favorecidos, pero en las primeras iglesias cristianas no existía el clero como tal.

Constantino convocó el Concilio de Nicea en el siglo IV, y lo presidió aunque no era cristiano. Los obispos o encargados de las iglesias de aquella época, se dejaron embaucar con los regalos y donaciones imperiales, así como con las promesas de nombramientos oficiales, que les equiparaban a los magistrados del imperio.

De aquél concilio presidido por un no cristiano, el emperador Constantino, nació el Cristianismo tal y como lo conocemos hoy, con Jesús convertido en Dios, segunda persona de la Santísima Trinidad y Redentor de los hombres, la estructura clerical y la mayoría de los dogmas y creencias cristianas.

A partir de ese momento, el Mitraismo fue perseguido a muerte, sus libros quemados, sus templos derribados, y en pocos años, proscrito por edicto imperial de Teodosio. No es extraño que hoy sea difícil encontrar un libro sobre esta religión que tanto ha “aportado” a nuestra cultura y nuestra forma de vivir.

No existe ningún original de los Evangelios cristianos canónicos anterior al siglo V. Todos los Evangelios fueron reescritos, interpolados, modificados y adaptados a las nuevas normas eclesiales copiadas del mitraismo. Los Evangelios originales escritos en el siglo I y II, desaparecieron tras la persecución implacable de la jerarquía imperial y eclesiástica. La figura de Jesús fue retocada para hacerla más parecida a Mitra, Dionisos, Adonis, Osiris, Krisna y otros dioses “redentores” de la Humanidad. Todos ellos murieron y resucitaron, algunos de ellos nacieron de una virgen. Adonis por ejemplo resucitaba en Primavera; Krisna estuvo muerto tres días.

En Egipto se realizaba desde tiempo inmemorial una ceremonia de iniciación, mediante la cual el neófito era atado a una cruz tumbada horizontalmente y depositado en lo más profundo del templo en donde permanecía sin luz, agua ni comida, durante tres días. Al término de su “muerte”, el neófito era sacado a la luz y proclamado nacido de nuevo.

El Cristianismo “adoptó” las fechas más importantes del mitraismo como suyas, para aprovechar la inercia y la fe de las masas que ya estaban acostumbradas a celebrarlas desde siglos. Sólo se limitaron a cambiar el nombre del dios a honrar.”

O passado, sempre fica detrás do presente. Passado ario, de sociedades patriarcais e mitos solares. É o que celebramos cada solstício. Não é que o Natal o inventaram os de “El Corte Inglés”.

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