Monthly Archives: Janeiro 2008

El juguete perdido

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Esta entrada vai em espanhol, porque é um trabalho para um obradoiro que habia num foro de argentinos ao que, sem saber como, me convidarom.

Trataba-se de escreber um texto de 300 palàvras com esse título.

Eis o meu trabalho:

“El juguete Perdido”

EclearglitterTwistedly.gifra de noche y la lluvia y el viento danzaban entre los árboles del jardín.
Dormía en su camita, confortablemente abrigado bajo el edredón de plumas de oca, acunado por el sonido del invierno oceánico de su pequeño país del fin del mundo.
Una rama golpeó con fuerza la ventana y se despertó, sobresaltado. Sintió en el corazón una punzada de inquietud, de desasosiego, de ansiedad.
No sabía a qué atribuír aquella sensación de intranquilo malestar pero notaba que algo no iba bien, que en ese momento no estaba completo, algo le faltaba. Algo muy familiar que debería estar ahí y no estaba, pero no acertaba a recordar qué podía ser.
Tenía junto a él su osito de peluche, bien abrigado, tapado hasta la nariz. Su tren eléctrico, con su locomotora reluciente, descansaba sobre la mesa, junto a la pared.Su caleidoscopio de colores, su muñeca de ojos azules. Su barco pirata surcaba los mares iluminados por la luz de la luna, que se colaba por una rendija de la contraventana, mal cerrada.
Pensó en cómo sería estar fuera, bajo la lluvia y el viento, y se estremeció.
Alguien, un juguete, un animalito, una persona, un palito de madera muerta, estaban ahí fuera, en la oscuridad. Y sintió toda su soledad y su abandono.Y quiso bajar para recogerlos a todos y subirlos a su cama.
Pero no podía ser. Era imposible recoger a todos los juguetes perdidos en la lluvia.
Así todas las noches. Cuando todos dormían, él sufría el dolor de la empatía con todos los juguetes abandonados.
Después creció y fue él quien se perdió. Y vagaba, sólo, bajo el viento y la lluvia, buscando el calor de su primera infancia, acurrucado bajo el edredón de plumas.
Soñaba ser un palito, un juguete roto, que alguien recogía y llevaba a su casa, cerca de la estufa.
Más tarde , en una de estas noches invernales, alguien le dijo que era depresivo. Hipersensible.Que tenía un trastorno bipolar.
Entonces comprendió el por qué de la tristeza.
Siempre había sido un juguete perdido bajo el viento frío y la lluvia, en medio de la noche.”

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Mimosas

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Meu pai conhecia o nome de todos os pássaros, árvores e plantas do val de Vimianço.

Também conhecia os ovinhos e os ninhos de cada um, e, de pequena, desde a janela da cozinha, dicia-me:

-Mira, ali há um paifoco na póla da cerdeira.

-Vem, vem caladinha. Olha aquel pingaouro…

Eu ficava alucinada polo conhecemento que tinha meu pai dos pássaros. Um dia fum lhe levar o jantar ao monte na caldereta vermelha,porque andava a roçar no monte e, após de jantar, fomos beber à fonte do Congro e ali, agochado entre entre as silvas, havia um ninho de carriço.
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Amodinho, sem fazer ruido, achegueime e meu pai colleu-me para uparme.

Que lindo era…! Redondo como umha bolinha de musgo e ervinhas secas, cum buratinho para entrar aberto por um lado, como umha portinha…

A aquel monte chamavam-lhe A Pedra do Raposo, e agora ali andam a pôr petardos que fazem tremer o val enteiro para achandar o terreio para o polígono industrial. Os coelhos fogiram e andam polas hortas. Na de minha mãe hà umha parelha que lhe comerom todas as cenouras este verão. E os pãssaros andam em bandadas como nunca se viram.

Bem, pois meu pai, que jà não fica com nós, polo menos à nossa vista, que nunca se sabe, era o primeiro da casa en ver as mimosas.

Cada ano, por este tempo, aló na Esquipa, ou no monte das Pasantes, alviscam-se as laradas acesas das mimosas, primeiro abrochando, apenas, e, nuns dia, a explosão do amarelo, como umha larada.

Meu pai, olhava pola janela da cozinha-antes não havia salas de estar, nem salinhas. A vida da familia, polo dia, era na cozinha-e dicia:

-Jà falta pouco para a primavera, que jà abrolharom as mimosas aló na Esquipa.

A Esquipa, A Toxa, As Pasantes, a Valinha e Brives e A Gandra, são os primeiros lugares que ilumina o sol quando sai, e os primeiros em escurecer ao solpôr. Os lugares onde da o sol ao sair, sempre são os primeiros onde as flores abrem, onde os frutos são melhores, onde medram mais rápido as plantas…Eso também o aprendi de meu pai.

Bom, pois este dia, quando sai da casa para ir dar um borde, olhei aló na Esquipa as mimosas começando a abrolhar, amarelas coma muxicas de lume.

E lembrei a meu pai.

E pensei: Aginha chegará a primavera.

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Em bulina

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Já vos disse que, desde que cheguei outra vez a Vimianço para quedar, sinto que volvo à infáncia e, umha das cousas que lembro com maior amor da minha infáncia, são as palàvras.

Palàvras aquelas cheias de vida, de matices, de sensações , de sentimentos, de presencias que vem de muito longe no tempo…

Desde que não vivo na minha vila, essas palàvras familiares foram exiladas no território comanche da minha memória, por não ter com quem as utilizar.

Mas, às vezes, vem vindo, sem serem convocadas, e xordem, aboiando no mar da mente, como estrelas que se iluminam no firmamento, cintilando com força.

Hoje amanhã, espertei e havia um ir e vir de luzes a travês do vidro da porta do meu cuarto. Acediam e apagavam como numha discoteca. Agora acesa, agora escuro. Assim varias vezes.

Medio durmida, xurdiu umha palàvra na minha mente adurminhada.

“Quem será o que anda de bulina a estas horas?”

Quanto tempo havia que não tinha essa palàvra presente nos meus pensamentos..!

Hoje ergui-me contenta. Recuperei A bulina para o meu vocabulário.

Pouco a pouco, espero ir arrejuntando todas as palàvras exiladas.

A travês delas, espero recuperar a minha infáncia, esse paraiso perdido no momento em que, por primeira vez e por exigências do guião, tive que mudar ao “castellano”.

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São Vicenzo

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Onte e mais hoje, são os dias da festa do santo, patrão da parróquia de Vimianço.

Segundo minha tia Estrelinha, são Vicenzo era umha caste de cura -diácono, que é menos graduação-que, por não arrenegar da sua fe cristiã, botarom-o a asar numha grelha coma um churrasco.

Eu lembro-o de quando ia à igreja alto, vestido cumha túnica vermelha de orla dourada sobreposta a umha vestidura branca, umha palma na mão dereita, um libro na esquerda e um corvo no hombreiro.

Sei que a palma simboliça o martírio, o libro, a sua adicação à leitura dos textos sagrados, e o corvo, segundo a lenda, é quem defende seus restos dos avoitres quando Daciano manda espedaçar seu corpo e o botar fóra dos muros da cidade de Valencia, para pasto das feras.

Antes havia outro são Vicenzinho mais pequeno e mais barroco, mas, quando tirarom abaixo a igreja primitiva para fazer outra há uns corenta e cinco anos, desapareceu o retábulo dourado, as capelinhas dos santos e o santinho quedava algo pequeno para semelhante igreja grande que havia agora. Assim que, as “senhoritas” do Paço de Trasariz

Trasariz.jpgencarregarom um novo num obradoiro de Compostela, para agasalhar com ele ao novo templo. Foi sendo eu umha meninha de quatro anos, e lembro a viagem que fixemos para trazer o novo São Vicenzo para a vila. Um São Vicenzo alto, de olhada grande e séria, subido a umha peana de pedra no alto, perto da bóveda, presidindo-o tudo desde aquel posto solitário. Só o negro corvo o acompanha, a carom do seu ouvido.

Onte tivemos festa das casas, repenique de sinos, e misa. O tema de conversa nas tabernas, era o por que de não haver foguetes. Não sei em que quedou a cousa das razões da ausencia de foguetes. Mas esta festa, coma muitas, celebra-se em dous tempos:

Primeiro: A festa das casas: Jantar, reunirse a família e fechar o comércio e os centros de trabalho.

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Segundo: Verbena de tirolirolá que, como vem sendo habitual, celebra-se o sábado, para que a gente possa ir bailar, beber e troular. E durmir para o outro dia.

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É a primeira vez que se faz assim polo São Vicenzo . São cousas dos tempos que correm.

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Olá mundo!

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Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!

Agradecida polas bem-vindas destes senhores, ainda que, como não sei inglês, não me entero muito bem.

Bom, pois aquí cheguei. Últimamente, já não podia com tanta mudança da Blogaliza porque umha mulher algo idosa, que não sabe inglês nem informática, precisa dumha seguridade e umha estabilidade emocional hehehehe A exportação fui muito doada, mas agora faltam por editar 198 entradas que tem pequenos desajustes. As mudanças são muito trabalhosas.

Mas ta quedando um espaço lindo e, com o tempo, ainda vai melhorar.

Dou-vos as bem-vindas à minha nova casa. Ficades convidad@s para virdes quando quixer.

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Obrigada por me visitar e me fazer companha a través da rede.

Aperta.

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Edu

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Não sei se lembrades a Edu, o colifato do Hospital J.T.Borda de Bs.As.

Desde que, no mes de julho,vos contei a história de Edu e dos outros colifatos e lhe escrevi para pedir permissão para contar as suas cousas, seguimos en em contacto pola rede e um dia, a ele douse-lhe por argalhar um espaço multiply, para os dous. Aí, cada quem vai postando suas cousas e assim sei muito da vida dum colifato em Bs.As.

Antonte, contou-me que tinha um novo telefone “celular” e mandou-me as suas primeiras fotos.

Aquí vos deixo as cousinhas de Edu, umha pessoa muito “especial”

Aperta


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Vai a velha morrendo e vai aprendendo

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Onte consegui fazer algo que nunca pensei conseguir: Subir um video ao youtube.

Esso sim, con fotos e umha música das que tem o youtube disposta, porque a minha, não ma aceitava.

Saiu-me o video algo mais longo do que a música e resulta um chisco trapalheiro, mas ficava tão cansa polo esforço, que decidi deixar assim. Hoje mudei a música. Agora é mais longa. imos adiantando. Hahahahaha!

Podia repetir mais umha vez, mas prefiro deixar que a entropia se manifeste e se re-organice nas suas mentes para que gostem igualmente.

Para que ir na contra das leis que regem o universo?

Bom dia a tudos.

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