Monthly Archives: Março 2008

Cumprir umha promessa

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calendrier-republicain-debucourt2.jpg

aclearglitterTwistedly.gifló polo Natal, quando falamos dos diferentes calendários para medir o tempo anual, disse que um dia vos ia contar como era o calendário civil da Revolução Francesa.

Pois hoje, senti que era o momento, assim que…imos là.

O calendário republicano da revolução foi utilizado na França desde o 1792 ao 1806, ano em que Napoleão o faz abolir entre outras cousas, para eliminar os signos da democrácia republicana e para ganhar a simpatia da igreja católica, que o apoia em seus sonhos imperiais. Também foi utilizado um tempo após o derrocamento de Napoleão e na Comune de Paris

O calendário em si, era muito inovador: Regia-se polo sistema decimal e foi desenhado por o matemático Gilbert Romme com a ajuda dos astrónomos Joseph-Jerôme de Lalande, Jean-Baptiste-Joseph Delambre e Pierre-Simon Laplace.

Os nomes dos messes e dias correpondem-lhe ao poeta Fabre d’Églantine.

A estrutura do calendário é a mesma do zodiacal grego, ao começar a conta dos messes com o início astronómico das estações :

O ano novo era no equinoccio de outono, os meses erão doze, de trinta dias cada um e desaparecem as semanas. O mês divide-se em três décadas de dez dias e cada dia adica-se a umha cousa diferente.
Os messes de outono, rematam seu nome em -aire ou -ário.

Os de inverno em -ôse ou -oso

Os de primavera, em -al

Os de verão em -idor.

Se imos à wikipédia, esto é o que nos diz:

Calendário Revolucionário Francês ou Calendário republicano foi instituído pela Convenção Nacional em 1792, durante a Revolução Francesa (1789) para simbolizar a ruptura com a ordem antiga. Era um calendário de base solar composto de 12 meses de 30 dias, distribuídos em três semanas de dez dias (decâmeros ou décadas). Os dias de cada década recebem o nome de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi e decadi.

O dia foi dividido em 10 horas de 100 minutos, cada minuto com 100 segundos. Cada dia tinha uma designação única, que só se repetiria no ano seguinte, com nomes de plantas, flores, frutas, animais e pedras. Aos 360 dias acrescentava-se, anualmente, cinco dias complementares, e um sexto a cada quadriênio, consagrados à celebração de festas republicanas. O ano começava no equinócio de outono (22 de setembro, no hemisfério norte), data da proclamação da República francesa e os nomes dos meses eram baseados nas condições climáticas e agrícolas das estações na França:

  • No outono
    • Vindimiário (vendémiaire): 22 de setembro a 21 de outubro
    • Brumário (brumaire): 22 de outubro a 20 de novembro
    • Frimário (frimaire): 21 de novembro a 20 de dezembro
  • No inverno:
    • Nivoso (nivôse): 21 de dezembro a 19 de janeiro
    • Pluvioso (pluviôse): 20 de janeiro a 18 de fevereiro
    • Ventoso (ventôse): 19 de fevereiro a 20 de março
  • Na primavera:
    • Germinal: 21 de março a 19 de abril
    • Florial (floréal): 20 de abril a 19 de maio
    • Pradial (prairial): 20 de maio a 18 de junho
  • No verão:
    • Messidor: 19 de junho 18 de julho
    • Termidor (thermidor): 19 de julho a 17 de agosto
    • Fructidor: 18 de agosto a 20 de setembro

Esse calendário só vigorou de 22 de setembro de 1792 a 31 de dezembro de 1805, quando Napoleão I ordenou o restabelecimento do gregoriano, e também durante a Comuna de Paris.

Os nomes dos messes ficam muito claros, agâs Frimário, que vem do francês Frimas, xeada . Messidor, que vem do latim Messis:Colheita ou Thermidor, que vem do grego thermos, calor.

Os cinco días (seis en anos bisiestos) que fão falta para completar o ano, celebravam-se como festas nacionais ao rematar o ano. Num principio estes días foram conhescidos como les Sans-Culottides, mas após o ano III (1795) foram conhescidos como les jours complémentaires ou días complementarios:

Velaí o calendãrio completo:

Os dias do ano

Em troques de se asociar um santo a cada día, como ocorre no calendario da Igreja católica, cada día asocia-se com umhaa planta, um animal ou umhaa ferramenta.

Outono:

Vendémiaire
(22 de septiembre ~ 21 de octubre)

  1. Raisin
  2. Safran
  3. Châtaigne
  4. Colchique
  5. Cheval
  6. Balsamine
  7. Carotte
  8. Amaranthe
  9. Panais
  10. Cuve
  11. Pomme de terre
  12. Immortelle
  13. Potiron
  14. Réséda
  15. Âne
  16. Belle de nuit
  17. Citrouille
  18. Sarrasin
  19. Tournesol
  20. Pressoir
  21. Chanvre
  22. Pêche
  23. Navet
  24. Amarillis
  25. Bœuf
  26. Aubergine
  27. Piment
  28. Tomate
  29. Orge
  30. Tonneau
Brumaire
(22 de octubre ~ 20 de noviembre)

  1. Pomme
  2. Céleri
  3. Poire
  4. Betterave
  5. Oie
  6. Héliotrope
  7. Figue
  8. Scorsonère
  9. Alisier
  10. Charrue
  11. Salsifis
  12. Macre
  13. Topinambour
  14. Endive
  15. Dindon
  16. Chervis
  17. Cresson
  18. Dentelaire
  19. Grenade
  20. Herse
  21. Bacchante
  22. Azerole
  23. Garance
  24. Orange
  25. Faisan
  26. Pistache
  27. Mahjonc
  28. Coing
  29. Cormier
  30. Rouleau
Frimaire
(21 de noviembre ~ 20 de diciembre)

  1. Raiponce
  2. Turneps
  3. Chicorée
  4. Nèfle
  5. Cochon
  6. Mâche
  7. Chou-fleur
  8. Miel
  9. Genièvre
  10. Pioche
  11. Cire
  12. Raifort
  13. Cèdre
  14. Sapin
  15. Chevreuil
  16. Ajonc
  17. Cyprès
  18. Lierre
  19. Sabine
  20. Hoyau
  21. Erable sucré
  22. Bruyère
  23. Roseau
  24. Oseille
  25. Grillon
  26. Pignon
  27. Liège
  28. Truffe
  29. Olive
  30. Pelle

Inverno

Nivôse
(21 de diciembre ~ 19 de enero)

  1. Tourbe
  2. Houille)
  3. Bitume
  4. Soufre
  5. Chien
  6. Lave
  7. Terre végétale
  8. Fumier
  9. Salpêtre
  10. Fléau
  11. Granit
  12. Argile
  13. Ardoise
  14. Grès
  15. Lapin
  16. Silex
  17. Marne
  18. Pierre à chaux
  19. Marbre
  20. Van
  21. Pierre à plâtre
  22. Sel
  23. Fer
  24. Cuivre
  25. Chat
  26. Étain
  27. Plomb
  28. Zinc
  29. Mercure
  30. Crible
Pluviôse
(20 de enero ~ 18 de febrero)

  1. Lauréole
  2. Mousse
  3. Fragon
  4. Perce-neige
  5. Taureau
  6. Laurier thym
  7. Amadouvier
  8. Mézéréon
  9. Peuplier
  10. Coignée
  11. Ellébore
  12. Brocoli
  13. Laurier
  14. Avelinier
  15. Vache
  16. Buis
  17. Lichen
  18. If
  19. Pulmonaire
  20. Serpette
  21. Thlaspi
  22. Thimele
  23. Chiendent
  24. Trainasse
  25. Lièvre
  26. Guède
  27. Noisetier
  28. Cyclamen
  29. Chélidoine
  30. Traîneau
Ventôse
(19 de febrero ~ 20 de marzo)

  1. Tussilage
  2. Cornouiller
  3. Violier
  4. Troène
  5. Bouc
  6. Asaret
  7. Aloterne
  8. Violette
  9. Marceau
  10. Bêche
  11. Narcisse
  12. Orme
  13. Fumeterre
  14. Vélar
  15. Chèvre
  16. Épinard
  17. Doronic
  18. Mouron
  19. Cerfeuil
  20. Cordeau
  21. Mandragore
  22. Persil
  23. Cochiéaria
  24. Pâquerette
  25. Thon
  26. Pissenlit
  27. Sylve
  28. Capillaire
  29. Frêne
  30. Plantoir

Primavera

Germinal
(21 de marzo ~ 19 de abril)

  1. Primevère
  2. Platane
  3. Asperge
  4. Tulipe
  5. Poule
  6. Bette
  7. Bouleau
  8. Jonquille
  9. Aulne
  10. Couvoir
  11. Pervenche
  12. Charme
  13. Morille
  14. Hêtre
  15. Abeille
  16. Laitue
  17. Mélèze
  18. Ciguë
  19. Rábano
  20. Ruche
  21. Gainier
  22. Romaine
  23. Marronnier
  24. Roquette
  25. Pigeon
  26. Lilas
  27. Anémone
  28. Pensée
  29. Myrtille
  30. Greffoir
Floréal
(20 de abril ~ 19 de mayo)

  1. Rose
  2. Chêne
  3. Fougère
  4. Aubépine
  5. Rossignol
  6. Ancolie
  7. Muguet
  8. Champignon
  9. Hyacinthe
  10. Râteau
  11. Rhubarbe
  12. Sainfoin
  13. Bâton-d’or
  14. Chamerops
  15. Ver à soie
  16. Consoude
  17. Pimprenelle
  18. Corbeille d’or
  19. Arroche
  20. Sarcloir
  21. Statice
  22. Fritillaire
  23. Bourrache
  24. Valériane
  25. Carpe
  26. Fusain
  27. Civette
  28. Buglosse
  29. Sénevé
  30. Houlette
Prairial
(20 de mayo ~ 18 de junio)

  1. Luzerne
  2. Hémérocalle
  3. Trèfle
  4. Angélique
  5. Canard
  6. Mélisse
  7. Fromental
  8. Martagon
  9. Serpolet
  10. Faux
  11. Fraise
  12. Bétoine
  13. Pois
  14. Acacia
  15. Caille
  16. Œillet
  17. Sureau
  18. Pavot
  19. Tilleul
  20. Fourche
  21. Barbeau
  22. Camomille
  23. Chèvrefeuille
  24. Caille-lait
  25. Tanche
  26. Jasmin
  27. Verveine
  28. Thym
  29. Pivoine
  30. Chariot

Verão

Messidor
(19 de junio ~ 18 de julio)

  1. Seigle
  2. Avoine
  3. Oignon
  4. Véronique
  5. Mulet
  6. Romarin
  7. Concombre
  8. Échalote
  9. Absinthe
  10. Faucille
  11. Coriandre
  12. Artichaut
  13. Girofle
  14. Lavande
  15. Chamois
  16. Tabac
  17. Groseille
  18. Gesse
  19. Cerise
  20. Parc
  21. Menthe
  22. Cumin
  23. Haricot
  24. Orcanète
  25. Pintade
  26. Sauge
  27. Aïl
  28. Vesce
  29. Blé
  30. Chalémie
Thermidor
(19 de julio ~ 17 de agosto)

  1. Épeautre
  2. Bouillon blanc
  3. Melón
  4. Ivraie
  5. Bélier
  6. Prêle
  7. Armoise
  8. Carthame
  9. Mûre
  10. Arrosoir
  11. Panis
  12. Salicorne
  13. Abricot
  14. Basilic
  15. Brebis
  16. Guimauve
  17. Lin
  18. Amande
  19. Gentiane
  20. Écluse
  21. Carline
  22. Câprier
  23. Lentille
  24. Aunée
  25. Loutre
  26. Myrte
  27. Colza
  28. Lupin
  29. Coton
  30. Moulin
Fructidor
(18 de agosto ~ 16 de septiembre)

  1. Prun
  2. Millet
  3. Lycoperdon
  4. Escourgeon
  5. Saumon
  6. Tubéreuse
  7. Sucrion
  8. Apocyn
  9. Réglisse
  10. Échelle
  11. Pastèque
  12. Fenouil
  13. Épine vinette
  14. Noix
  15. Truite
  16. Citron
  17. Cardère
  18. Nerprun
  19. Tagette
  20. Hotte
  21. Églantier
  22. Noisette
  23. Houblon
  24. Sorgho
  25. Écrevisse
  26. Bigarade
  27. Verge d’or
  28. Maïs
  29. Marron
  30. Panier


O Romance de Èmile Zola “Germinal” ou a “Langosta ao Thermidor”, são das poucas referéncias que sobrevivem a este calendário onde podemos ver dias adicados à cabaça, ao chumbo, ou ao perû, mas que só tinha cinco dias de férias ao ano.

Tal vez esse fosse o motivo, em realidade, de durar tão pouco.

Umha cousa é um calendário civil e laico, e outra bem diferente ter trabalho todo o ano, sem descanso, mas que nos últimos cinco dias.

Brincadeiras aparte, nos documentos franceses desta época, mantem-se o calendário da revolução .

Espero que vor for interesante esta entrada.

Apertas.

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Páscoa Florida

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e6xqra assim como lhe chamavam à festa da Páscoa primaveral quando eu era meninha. Hà duas páscoas no ano. A do Natal, ou solstício de inverno, e a Páscoa Florida ou de Resurreção, a do equinócio de primavera.

Se a Páscoa do Natal era umha festa do sol, esta é umha festa claramente feminina. Festa da terra-florida e resuscitada- e da lua-sempre tem de ser celebrada em lua cheia, de aí, a variação no dia da sua celebração dum ano para o outro

Na minha infância, a missa ritual de Páscoa, com a benção da água e do lume, celebrava-se à meia noite, mas hoje, desde o quarto onde escrevo, já senti tocar o sino repenicando aí polas dez.

Amanhã é o dia em que os padrinhos agasalham aos afilhados com os ovos, que se comem no almorço. Contou-me minha mãe que um tio meu, chegou a almorçar, ao vir da cama, umha omeleta, que não tortilha, por não levar patacas, com umha dúzia de ovos. Erão tempos de post-guerra e fame

Hà lugares onde cozem os ovos ou vazia-nos e depois decoram-os , fazendo preciosidades:

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Mas agora, no momento de consumismo esagerado q1ue vivemos, esso já não se leva muito e os ovos, são de chocolate, re-cobertos de papeis de lindas cores e com umha laçada bem posta no picoroto do ovo.

Dento levam um brinquedo, para surpreender a umhas crianças cada vez mais difíciles de serem surpreendidas.
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Nas cidades, as pastelarias, confeiçoam tartas com figuras de chocolate que são verdadeiras obras de artesanato e criatividade. Em Catalunya, chamam-lhe “monas” e fazem verdadeiras maravilhas.
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Na minha vila, as pastelarias confeiçoam os ovos e as roscas adornadas com frutas confitadas e a famílias juntamos-nos a almorçar . Esso, em quanto à minha, porque como levo tempo fóra da vila, não sei bem o que se faz agora.
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Ademais dos ovos, símbolo de fertilidade, também apareceram hà algum tempo, uns coelhos de chocolate envoltos em papel colorido. Nos paises germánicos e anglo-sajões, estes coelhinhos agachan os ovos de Páscoa pola casa e polo jardim, e são os meninhos os que hão de os buscar até dar com eles.

Estes coelhos são símbolos de fertilidade, devido à sua facilidade para se reproduzir e procriar.

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Bom. Pois ainda que eu não vou à igreja há tempo, gosto muito dos rituais e, se a máfia vaticana não for umha realidade, seguramente ficaria agora na igreja com a minha vela acesa e a minha garrafa de água abençoada.

Mas, ainda que não vaia pola igreja, tenho meu templo aquí, no meu quartinho, onde falo com vós e recordo todas estas cousas.

Feliz Páscoa a todo o mundo e que tenhades muita próspera fertilidade nas vossas vidas.

candeias

A glicínia.Explosão de beleça

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al12col1.gif glicínia, ou Wisteria sinensis, originária também da China e do Japão,também é umha das varas que espetei na terra do meu horto.

Não tenho seguro que venha arriba, porque o tempo de espetar as varas é ao rematar o outono, para que agromem na primavera, mas eu tenho a esperança de que algumha gema se abra e cada día vou mirar com os lentes de perto, para ver se há mudanças nos pontinhos de germolação.

Quando se espetam varas ou se planta algumha planta, o primeiro que ocorre, sempre é baixo terra.

Começam por desenvolver o sistema radicular, que com organiçação de fractal, se vai ramificando até ter asegurado o orgão de substento para absorber os sais minerais e a água, que junto com a radiação solar, serão seu alimento.

Esse desenvolvemento radicular, pode levar meses ou anos. Calcula-se que unha glicínia tarda anos em pôr as flores desde que começam a lhe sair as folhas até que floresce por primeira vez. Pola contra, pode durar até os cem anos florescendo.

Umha vez que alcanza o estado de completa floração, é um espectáculo ves os ácios lilas ou brancos enchendo os muros ou os emparrados que precisa para se estender.

Na outra beira do Minho, em Monção, hà umha glicínia preciosa sostida por uns arcos que, agora mesmo, ficará gestando já suas folhas verde cálido e seus racimos de flores lilas, como se for as uvas do mundo da poesía, dos contos de fadas e elfos, de abelhas que libarão o nectar nas tardes de maio, tranquilas e luminosas da vila.

Eu espetei as varas, mas também se pode reproducir por sementes, já que, ao pertencer á família das leguminosas, tem frutos em forma de bainhas com sementes dentro.

Bem. Vou-vos mostrar algumhas glicínias em flor, para que compreendades o meu desejo e o meu anseio:

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Hortensias. As rainhas dos paços

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Paço de Trasariz, na minha vila, Vimianço, na Galiza

al12col1.gif horténsia, Hydrangea macrophylla,

é originária do Japão, e é , junto com a camélia, das que melhor se adaptam aos solos da Galiza, ácidos e húmidos. Há de muitas cores e eu espetei varas de todas elas.

 

É doado que prendam, sempre que se lhe deixe algumha gema embaixo da terra, para que possa pôr as raizes.

Dependendo da química do solo, podem ter colores diferentes. Em solos ácidos, tomam umha cor azul. Em solos mais alcalinos, umha cor rosa.

Velaí algumhas:

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20070829212110-hortensia.jpgEsta de cor azul tão suave, é a mais abundante na Galiza, quando medra assim, en estado natural, sem cuidados especiais.

Velaí as que eu plantei na cortinha da casa de minha mãe hà dous anos:

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Um amigo catalã,que se adica ao transporte de barcos de recreio quando os donos hão de ir embora por mor dos negócios, contou-me que, nas Açores, hà bosques enteiros de horténsias azuis grandes como àrvores.

Algum dia gostarei de ir ver e passeiar entre elas.

Hà tanto mundo por ver…! Tantas flores por descobrir…!

Hoje jà não vos canso mais. Amanhã apresentareivos outra das minhas amigas.

 

 

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Flores que ainda não são

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q0psuando era umha rapariga e no meu colégio de freiras explicava o professor de física o que era a energia cinética e a energia potencial, não era quem de compreender o significado desta última.

Energia potencial…Algo que aparece estático aos nossos olhos, não pode ter energia…

Mais tarde, aprendi que os olhos não sempre percebem tudo o que passa ao nosso arredor.

Este ano, como é o primeiro que passo na casa, toca plantar plantas polo horto, para ter, nos anos que venham, as colores e os aromas das flores quando comece a primavera, como os tulipãs, narcisos, jacintos, anémonas, calas e demais que vos mostrtei onte.

Mas hà também inçadas pola horta, umha varas cheias de energia potencial, que me dou minha irmã da sua horta, e que, cada dia vou abesulhar para ver se a energia potencial se traduz em energia cinética de gromos, abrochos e incipientes folhinhas que me confirmem que, de verdade, existe polo método empírico.

O certo é que as varinhas vão-se comportando e tem seus gromos e suas folhinhas bem bichas, cada dia umha miguinha mais abertas.

Vou vos explicar três dos arbustos que tenho espetados em forma de póla no hortelo que pretende ser jardim.

A primeira, é umha flor de color branca, cum aroma tão delicado e dóce, que me leva até a minha infáncia, aló polo mês de Maio, quando a igreja se enchia de flores e eu, meninha, ficava borracha de aromas e de músicas, tal como ocorreria numha celebração pagã de há muito tempo:

O incenso, o Pange Lingua Tantum Ergo, que, como não sabia o significado, soava-me ao canto dos anjos do paraiso,tantum_ergo_1.mp3 e o aroma das celindas, umhas flores originárias do Caucaso e Arménia, mas que florescem na maior parte dos hortos e jardins da Galiza:

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As celindas, para mim, vão associadas ao mês de maio e a aqueles rituais adicados à deusa mãe, com sua coroa de doze estrelas e a lúa e a serpe aos seus pés:

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Adoro seu aroma e aguardo o momento de as ver florescer no meu horto.

Outra planta que também plantei, foi umha póla de pirliteiro, ou espinheiro alvar, planta que tem umhas flores tão delicadas e uns frutos vermelhos preciosos.

O pirliteiro, lembra-me os bosques e as beiras do rio, onde medrava salvagem na minha infãncia. Agora, com as repovoações de eucaliptos, já não se ve apenas.

Também me lembra o romance do Conde Olinos, quando ele e a sua princesa amante, são enterrados baixo do altar, por ordem da rainha, e dela nasce umha rosa branca, e dele um espinheiro alvar, que logo a rainha mandou cortar.

O espinheiro alvar é delicado, muda com as estações e é libre, polo momento. Ainda que espero que se acomode ao meu horto.

Velaí as imagens das flores e dos froitos:

Crataegus%20monogyna.JPG frutos%2Bdo%2Bpilrriteiro.JPG

Amanhã seguirei apresentando-vos as flores que ainda não são, do meu hortelo, que tem energia potencial para ser um jardim. Só falta que a transforme em energia cinética.

Onde andará o meu professor de Física?

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Flores

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a9qfgora que vem a primavera, estão aí as flores petando à porta.

Algumhas já sairam, como os tulipãs, as calas, as caléndulas. No meu pequeno horto adicado a elas já tenho para fazer os ramos.Já não é necessário que o Suso merque cada quarta feira, no mercado, as flores que sempre gosto de ter arredor.

PICT1177Velaí as calas, os tulipãs e umha põla de pessegueiro

PICT1179Aquí, em troques de tulipãs, há duas anémonas do meu hortelo.

PICT1174Aquí três tulipãs plantados num curruncho

PICT1183As calas que vão abrir, rodeadas de salsa

PICT1184Um lírio presto para abrir sua flor.

PICT1185O pessegueiro

PICT1180E as humildes caléndulas, cujo óleo destilado, é do mais suave e curativo para a pele.
Outro dia contarei-vos mais cousas das flores: Lendas, utilidades…Se tendes um recunchinho, animade-vos a plantar. Dão muitas satisfações e muita beleça.

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