Daily Archives: 03/03/2008

A Torre

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16t.jpg aclearglitterTwistedly.gif berry10_1.gifTorre é o arcano número XVI do tarô.

Vem representada como a imagen dumha torre coroada que é golpeada por um lostrego.

A torre vem abaixo com a descarga e duas pessoas, que se supõe que fivavam là, dentro, saim lançadas ao chão.

A feitura da torre é de pedra, sólida, rematada por umha coroa.

Dentro, as duas pessoas sentem-se tranquilas, seguras de que ninguem pode entrar na sua fortaleça, onde permanecem, sentindo-se poderosas, ailhadas do mundo exterior.

Mas velaí que as forças que regem a vida não sabem de torres, nem de coroas, nem de farrapos de gaita.

Assim entram, sem avisar, con tanta violência que rompem a torre, guindam a coroa ao chão e as duas pessoas saim despedidas como bonecos no vento, sem poderem fazer nada por manter sua posição.

Muitas vezes ferchamo-nos na torre do nosso ego, sentimos que somos melhores, ficamos com o coração ocupado totalmente por essas cousas que nos parecem importantes: Os negócios, o dinheiro, o status social…Só nos relacionamos com gente da nossa talha social, empoleirtados na torre da nossa prepoténcia.

Esquecemos que temos um fio de união com o resto do mundo, que o status, o poder econõmico, a situação que vivimos é só circunstancial. Na realidade, somos o mesmo que um inmigrante quer pretende fugir do seu pais para cumplir seu sonho, ou dum meninho que vive numha aldeia da montanha rifenha, sem água corrente, e tem que carrexar as garrafas da fonte, com seu burrinho.

Que, se olhamos nos olhos dos mais pobres, míseros ou desherdados da fortuna, atoparemos as mesmas arelas de ledícia, a mesma necesidade de agarimo, a mesma dor…

Quando esto se produz, porque cai a torre do ego, da máscara, da fachada que imos construindo fronte aos demais, então caemos ao chão, e sentamos na erva, a carom da terra, e sentimos o coração libertado do muro que nos separava dos demais.

Então já não imos polo mundo como extraterrestres que precisam da sua nave nodriça. Então o mundo é nosso, e nós somos o mundo.

E compartimos empatia, solidariedade e confiança na inocência de tudos os que nunca nos fazem mal. Perdemos para sempre os pre-juiços, o medo ao diferente.

Deixamos de ser personagens, para sermos seres humanos.

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