Monthly Archives: Abril 2008

Primavera II

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PDois hoje vou seguir a vos contar como se percebe a primavera desde a minha janela e desde o meu horto.

Em primeiro lugar, aquí, diante da minha janela , tenho o pessegueiro, que, ainda hà dias deixava cair suas flores rosadas e hoje, os pequenos úteros florais cheios de óvulos e fecundados polos grainhos de pole amarelo, apresentam já sua forma redondeada e sua pele cuberta de pequenos pêlos de suave cotão.

A leira do lado, que fica em campo, cobriu-se de flores amarelas.

No recuncho arrimado à parede, as névedas-aromatiçadoras dos bolos do póte- comparten espaço com a salsa, polo meio das calas, os gromos de gladiolos e outras ervas que não se contem de se mesturar com elas.



No muro de pedra que limita o caminho, convivem as caléndulas com as pequenas margaridas. Umha vizinhanza harmónica e preciosa.

E o mais importante: A minha alma, vai volvendo a morar no meu corpo. De vagar, vou recuperando a vida.

Assim que, esta, é umha primavera que tem de tudo o que se precisa para ser umha primavera como deus manda,

Saudações primaverais desde A Galiza.

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Primavera I

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p9rzois é. Pouco a pouco, e com vento, chuvia e temporal, foi-nos invadindo a primavera com todas as mudanças que ela traz.

Sabedes que sou umha apaixoada das plantas. Sobre tudo das àrvores e das flores e, como este é o primeiro ano que moro cá, na minha casa, o ano passado, polo Natal, nos dias de férias que estive por Vimianço, merquei algumhas àrvores para meu horto e plantei-as eu mesma. O meu filho Nês, fixo os covos e logo, entre os dous, fumos plantando umha por umha.

Quando as plantei, erão apenas umhas varinhas com raizes, mas agora que tem folhas, da glória ve-las.

Plantei àrvores con significado para mim. Àrvores para o disfrute e ao valor simbólico, não para tirar outro proveito de elas ainda que, se o tem, não se vai desprezar.

A primeira que plantei, foi umha vidueira. Perto do rio, deixando a separação que a lei exige e algumha mais, para não entorpecer as àrvores da beira, que estes dias foram limpadas das suas pólas mais baixas, por mor das enchentes, e semelham meninhas com roupa de estreio.

Eis a minha vidueira quando a plantei. Semelha umha meninha perdida e fragil. Mas agora é umha princesa, fermosa e lançal, que não posso vos amostrar porque o homen que vem apanhar a erva para as suas ovelhas ainda não a cortou toda e não posso me achegar. Chega-me a erva Aos joenlhos e não tenho botas de auga

No outro lado, plantei um freixo. Tamém pertinho do rio.

Este era un pauzinho preto quando o plantei, e mirade agora que viçoso e que cheio de vida:

Os seguintes, vindo cara a casa, são um castinheiro:

Umha nogueira:

Subindo, umha das àrvores mais fermosas: Umha faia:

E, o último, de momento, um senhor que sempre mantem seu gabão de folhas, até no inverno, refúgio de pássaros. O azivinho. O irmão da àrvore do mate, da que tanto gostam na América austral:


Amanhã contarei-vos mais cousas da primavera, e das cousas que se podem topar dentro dum território tão pequeno coma meu horto.

Até amanhã. Inchallah, lembrando aos meus amigos muçulmanos.

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A cara, espelho da alma

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Os que seguem o blogue sabem que padeço un transtorno bi-polar de tipo II e que, desde o mes de Janeiro do 2007 fico em estado depresivo.

Ainda assim, agora vou saindo avante e já me sinto melhor. Como umha imagem às vezes, diz mais que um milheiro de palàvras, deixo.vos duas imagens: Umha de dezembro, e outra actual, ainda que não totalmente bem, já mais “animada”.

Vós mesmos veredes o que é umha depressão e como mata por dentro.

Se tendes perto a alguem com umha funda depressão, pensade que, ainda que os que ficam arredor o passem malamente, o que mais sofre, é a pessoa deprimida e tende paciéncia e tratade-a com agarimo.

Diferência? A que há entre o dia e a noite, a vida e a morte, o ser e o estar.

Bom dia a tudos.

Vida tómbola

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O meu personagem preferido é o cantante Manu Chao.Por razões que sería umha parvoíce analisar, porque haverá outras muitas pessoas que não gostem.

No último trabalho que tirou da sua cartola, Radiolina, tem umha canção que me faz pensar no momento que estou a viver:

La vida tómbola.

É certo. A vida é umha auténtica tómbola desde o nosso nascimento, mas também é umha tómbola cada dia, cada tempada, cada momento.

De súpeto acertas sempre, como Maradona frente a quaisquer baliza, e tés o “perrito piloto” e, sem saber como, a sorte muda, e toca-che o boleto “perrito zombi”, ou “perrito depressão”, ou “perrito doença”, mesmo o “perrito morte”.

Estas cousas são assim, e nemhum sabe explicar o por que. Só queda aceitar e solicitar ajuda, ainda que, essas viagens, normalmente hà que as fazer sós, como bem diz um dos meus cantores preferidos,o portenho Andrés Calamaro

Deixo-vos as canções para que as disfrutedes, É o melhor que podedes fazer, mentras não muda a sorte da tómbola.

La vida tómbola

Tuyo siempre

Los aviones


Coplas

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Quando eu era umha meninha, minha avoa, gostava muito de cantar coplas. As coplas sempre erão histórias de amores desgraçados, impossíveis, cantados por cantantes da Andalusia.

Hoje, tive um dia triste, como a chuvia que caiu no val toda a manhá e ainda agora, com pequenas pausas de azul entre as nuvens que se movem turradas polo vento do noroeste, cara o interior.

Tras as montanhas do meu val fica o Atlántico, na parte da Galiza aproada no mar, por esso sempre somos os primeiros em receber as chuvias e aquí as nuvens deixam a maior marte da sua carga. O resto, já mais ligeiras, levam-o ao interior, onde acabam de se desfazer, sem deixar nada para os secarrais da Meseta.

Bem, pois hoje, tinha um dia assim, triste, e pensei que a vida é como um amor impossível, que nos enche de emoções e momentos felizes, mas tamém tem absurdos, cousas sem sentido, enganos, ilusões falsas…E lembrei a minha avoa e as suas coplas. Assim que entrei no armazem das fotos e juntei as que me pareceram mais acordes com o que era a vida, e entrei no armazem das músicas e colhi umha que, ainda que não gosto muito da voz de Marta Sánchez, a copla, que já minha avoa cantava, parece-me muito fermosa:

A aranheira tem fios que se cruzam

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E pois é. O outro dia falava-vos de como a rede é um lugar fasciante, ainda que eu cheguei algo tarde a estas cousas e sempre tenho umha nebulosa de cousas desconhecidas que me ronda, coma se for umha nuvem de borboletas invissíveis.

Porem, no myspace conhesci um amigo, não sei muito bem como fui, só sei que apareceu no meu perfil haverá um mês e, hà umha semana, diz-me que ele é músico. Que faz bases e hip-hop. Que gosta muito das minhas imagens, dos slides, videos, e demais e faz-me umha proposição:

A proposição era que ele me escolhia umha das suas músicas e que gostaria de que eu puser as imagens para fazer um algo entre os dous.

Não sei que idade terá, porque não perguntei, mas imagino que a de quaisquerdos meus filhos, mas na rede esso não importa.

Total,que visitei sua página e vi que ficava um chisco monopolizada polo tema do maltrato aos animais: Brigas de cães, adestramentos para os fazer violentos, e tudo esso que prefiro não pensar.

Assim que se me ocorreu pesquisar nas minhas fotos, aquela do meu Cuquinho, De Bolinho, dos animalinhos que fotografei polo mundo, das situações que fazem a um homem, o mesmo que a um cão, transmutar em pittbull assassino.

E velaí o resultado:

Jessproducciones vs. rifenha

A teia da aranha

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A rede cibernética, é como umha aranheira onde se cruzam os diferentes fios, caminhos e reviravoltas da vida.

Como aquelas aranheiras que teciam as Moiras gregas ou as Parcas latinas que definiam a vida de cada pessoa.

Não chega a tanto a transcendência da rede nas nossas vidas, mas é um lugar para conhecer a sociedade, com todos seus matices, sem te mover da casa.

Quando se pode, hà que se mover, para fazer contato físico com o mundo. Mas, quando não pode se fazer, é umha magnífica maneira de se manter activ@.

Como quer que levo umha boa tempada sem sair, convido-vos a que visitedes meus espaços na rede. Um em galego-português pessoal e feito das lembranças das palàvras e falares da minha infáncia, e outro, espanhol, onde entrão sudamericanos, espanois e demais.

Endereços:
http://www.myspace.com/vimianzo

http://rifenha.hi5.com/friend/profile/displaySameProfile.do?userid=222562354

De meninha, e ainda agora, do que mais gosto é de ver, nas manhãs de primavera ou de outono, as teias de aranha no monte, cheias de pinguinhas de resio coma pequenas gemas de luz. Sempre pensei que erão o adorno das fadas do bosque, quando asistiam às festas nas noites de luar…