Monthly Archives: Junho 2008

As 65 horas

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Parece que em Europa querem impôr as 65 horas de trabalho semanais.

Realmente, são 720 horas cada 90 días, negociadas entre o operário e seu patrão directa e individualmente.O golpe de graça aos sindicatos e às negociações colectivas.

A gente, em geral, adoita culpar de tudo aos políticos. Mas eles são só instrumentos que tocam a sinfonia do capital.

Quem dirige o mundo não são os políticos. São as grandes multinacionais desde as Bolsas de valores de Londres, Nova Iorque, Tóquio ou Paris. A culpa é nossa por nos ter subido ao carro do consumo frenético hipotecando nossos salários e nossas vidas comprando moreias de cousas desnecessárias sem perguntar-nos de onde saía tanta abundância. Quando nos anunciam o telefone celular não nos põem imagens dos coltaneiros que se deixam a vida no Congo para extrair o coltão de nosso novo modelo de artefato que previamente nos introduzem pelos olhos na tv. Ou quando corremos com nossos carros- Na Galiza, cada um da casa tem seu carro- de aquí para acolá, demandando o petróleo que a Shell, A Elf ou a Repsol roubam em Nigéria, Guiné ou América do Sul para satisfazer nossos desejos de correr sem jeito nem destino ao que ir. E assim, mil exemplos que se podem pôr.

Aos que querem nacionalizar, já sabemos o que lhe passa…

Há anos que perdemos a consciência de classe, a solidariedade e todas as senhas de identidade dos operários. Agora que somos burguesinhos de hipoteca e pagamento adiado imos nos encontrar com que eles, os grandes, também não se perguntam se temos uma vida digna ou não, enquanto eles sigam ganhando. Mas isso vimos fazendo-o nós há muitos anos com os paises do terceiro mundo e suas povoações. Agora imos despertar do sonho e imos nos transformar em escravos, como eles. Acabou-se a abundância. Morreremos trabalhando e consumindo.

Solstício de verão

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al12col5.gifstá aí o solstíco de verão, a noite do lume, das sardinhas assadas e da juntanza dos vizinhos de cada bairro, lugar ou aldeia, para celebrar a noite mais curta do ano.
Eu, este ano, fico esgotada de viver. Os últimos dias nem sequer tive gana de escrever no escunchador, mas, hoje, após de varios meses sem sair, pediu-me o corpo sair da casa e ir dar um paseinho polo meu val.
Tudo ficava tão diferente, desde a última vez que sai, aló polo mes de março, que tirei fotos de todo o que vi, porque tudo era unha explosão de verde, de vida, de flores nos valados, de agromar de milheiras, de abeneiros com traxe novo, de luz…
Para que o vejades tudo, aviei um video que espero que vos transmita a luz, as cores e os recendos do meu val.

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