Category Archives: história

Cumprir umha promessa

Padrão

calendrier-republicain-debucourt2.jpg

aclearglitterTwistedly.gifló polo Natal, quando falamos dos diferentes calendários para medir o tempo anual, disse que um dia vos ia contar como era o calendário civil da Revolução Francesa.

Pois hoje, senti que era o momento, assim que…imos là.

O calendário republicano da revolução foi utilizado na França desde o 1792 ao 1806, ano em que Napoleão o faz abolir entre outras cousas, para eliminar os signos da democrácia republicana e para ganhar a simpatia da igreja católica, que o apoia em seus sonhos imperiais. Também foi utilizado um tempo após o derrocamento de Napoleão e na Comune de Paris

O calendário em si, era muito inovador: Regia-se polo sistema decimal e foi desenhado por o matemático Gilbert Romme com a ajuda dos astrónomos Joseph-Jerôme de Lalande, Jean-Baptiste-Joseph Delambre e Pierre-Simon Laplace.

Os nomes dos messes e dias correpondem-lhe ao poeta Fabre d’Églantine.

A estrutura do calendário é a mesma do zodiacal grego, ao começar a conta dos messes com o início astronómico das estações :

O ano novo era no equinoccio de outono, os meses erão doze, de trinta dias cada um e desaparecem as semanas. O mês divide-se em três décadas de dez dias e cada dia adica-se a umha cousa diferente.
Os messes de outono, rematam seu nome em -aire ou -ário.

Os de inverno em -ôse ou -oso

Os de primavera, em -al

Os de verão em -idor.

Se imos à wikipédia, esto é o que nos diz:

Calendário Revolucionário Francês ou Calendário republicano foi instituído pela Convenção Nacional em 1792, durante a Revolução Francesa (1789) para simbolizar a ruptura com a ordem antiga. Era um calendário de base solar composto de 12 meses de 30 dias, distribuídos em três semanas de dez dias (decâmeros ou décadas). Os dias de cada década recebem o nome de primidi, duodi, tridi, quartidi, quintidi, sextidi, septidi, octidi, nonidi e decadi.

O dia foi dividido em 10 horas de 100 minutos, cada minuto com 100 segundos. Cada dia tinha uma designação única, que só se repetiria no ano seguinte, com nomes de plantas, flores, frutas, animais e pedras. Aos 360 dias acrescentava-se, anualmente, cinco dias complementares, e um sexto a cada quadriênio, consagrados à celebração de festas republicanas. O ano começava no equinócio de outono (22 de setembro, no hemisfério norte), data da proclamação da República francesa e os nomes dos meses eram baseados nas condições climáticas e agrícolas das estações na França:

  • No outono
    • Vindimiário (vendémiaire): 22 de setembro a 21 de outubro
    • Brumário (brumaire): 22 de outubro a 20 de novembro
    • Frimário (frimaire): 21 de novembro a 20 de dezembro
  • No inverno:
    • Nivoso (nivôse): 21 de dezembro a 19 de janeiro
    • Pluvioso (pluviôse): 20 de janeiro a 18 de fevereiro
    • Ventoso (ventôse): 19 de fevereiro a 20 de março
  • Na primavera:
    • Germinal: 21 de março a 19 de abril
    • Florial (floréal): 20 de abril a 19 de maio
    • Pradial (prairial): 20 de maio a 18 de junho
  • No verão:
    • Messidor: 19 de junho 18 de julho
    • Termidor (thermidor): 19 de julho a 17 de agosto
    • Fructidor: 18 de agosto a 20 de setembro

Esse calendário só vigorou de 22 de setembro de 1792 a 31 de dezembro de 1805, quando Napoleão I ordenou o restabelecimento do gregoriano, e também durante a Comuna de Paris.

Os nomes dos messes ficam muito claros, agâs Frimário, que vem do francês Frimas, xeada . Messidor, que vem do latim Messis:Colheita ou Thermidor, que vem do grego thermos, calor.

Os cinco días (seis en anos bisiestos) que fão falta para completar o ano, celebravam-se como festas nacionais ao rematar o ano. Num principio estes días foram conhescidos como les Sans-Culottides, mas após o ano III (1795) foram conhescidos como les jours complémentaires ou días complementarios:

Velaí o calendãrio completo:

Os dias do ano

Em troques de se asociar um santo a cada día, como ocorre no calendario da Igreja católica, cada día asocia-se com umhaa planta, um animal ou umhaa ferramenta.

Outono:

Vendémiaire
(22 de septiembre ~ 21 de octubre)

  1. Raisin
  2. Safran
  3. Châtaigne
  4. Colchique
  5. Cheval
  6. Balsamine
  7. Carotte
  8. Amaranthe
  9. Panais
  10. Cuve
  11. Pomme de terre
  12. Immortelle
  13. Potiron
  14. Réséda
  15. Âne
  16. Belle de nuit
  17. Citrouille
  18. Sarrasin
  19. Tournesol
  20. Pressoir
  21. Chanvre
  22. Pêche
  23. Navet
  24. Amarillis
  25. Bœuf
  26. Aubergine
  27. Piment
  28. Tomate
  29. Orge
  30. Tonneau
Brumaire
(22 de octubre ~ 20 de noviembre)

  1. Pomme
  2. Céleri
  3. Poire
  4. Betterave
  5. Oie
  6. Héliotrope
  7. Figue
  8. Scorsonère
  9. Alisier
  10. Charrue
  11. Salsifis
  12. Macre
  13. Topinambour
  14. Endive
  15. Dindon
  16. Chervis
  17. Cresson
  18. Dentelaire
  19. Grenade
  20. Herse
  21. Bacchante
  22. Azerole
  23. Garance
  24. Orange
  25. Faisan
  26. Pistache
  27. Mahjonc
  28. Coing
  29. Cormier
  30. Rouleau
Frimaire
(21 de noviembre ~ 20 de diciembre)

  1. Raiponce
  2. Turneps
  3. Chicorée
  4. Nèfle
  5. Cochon
  6. Mâche
  7. Chou-fleur
  8. Miel
  9. Genièvre
  10. Pioche
  11. Cire
  12. Raifort
  13. Cèdre
  14. Sapin
  15. Chevreuil
  16. Ajonc
  17. Cyprès
  18. Lierre
  19. Sabine
  20. Hoyau
  21. Erable sucré
  22. Bruyère
  23. Roseau
  24. Oseille
  25. Grillon
  26. Pignon
  27. Liège
  28. Truffe
  29. Olive
  30. Pelle

Inverno

Nivôse
(21 de diciembre ~ 19 de enero)

  1. Tourbe
  2. Houille)
  3. Bitume
  4. Soufre
  5. Chien
  6. Lave
  7. Terre végétale
  8. Fumier
  9. Salpêtre
  10. Fléau
  11. Granit
  12. Argile
  13. Ardoise
  14. Grès
  15. Lapin
  16. Silex
  17. Marne
  18. Pierre à chaux
  19. Marbre
  20. Van
  21. Pierre à plâtre
  22. Sel
  23. Fer
  24. Cuivre
  25. Chat
  26. Étain
  27. Plomb
  28. Zinc
  29. Mercure
  30. Crible
Pluviôse
(20 de enero ~ 18 de febrero)

  1. Lauréole
  2. Mousse
  3. Fragon
  4. Perce-neige
  5. Taureau
  6. Laurier thym
  7. Amadouvier
  8. Mézéréon
  9. Peuplier
  10. Coignée
  11. Ellébore
  12. Brocoli
  13. Laurier
  14. Avelinier
  15. Vache
  16. Buis
  17. Lichen
  18. If
  19. Pulmonaire
  20. Serpette
  21. Thlaspi
  22. Thimele
  23. Chiendent
  24. Trainasse
  25. Lièvre
  26. Guède
  27. Noisetier
  28. Cyclamen
  29. Chélidoine
  30. Traîneau
Ventôse
(19 de febrero ~ 20 de marzo)

  1. Tussilage
  2. Cornouiller
  3. Violier
  4. Troène
  5. Bouc
  6. Asaret
  7. Aloterne
  8. Violette
  9. Marceau
  10. Bêche
  11. Narcisse
  12. Orme
  13. Fumeterre
  14. Vélar
  15. Chèvre
  16. Épinard
  17. Doronic
  18. Mouron
  19. Cerfeuil
  20. Cordeau
  21. Mandragore
  22. Persil
  23. Cochiéaria
  24. Pâquerette
  25. Thon
  26. Pissenlit
  27. Sylve
  28. Capillaire
  29. Frêne
  30. Plantoir

Primavera

Germinal
(21 de marzo ~ 19 de abril)

  1. Primevère
  2. Platane
  3. Asperge
  4. Tulipe
  5. Poule
  6. Bette
  7. Bouleau
  8. Jonquille
  9. Aulne
  10. Couvoir
  11. Pervenche
  12. Charme
  13. Morille
  14. Hêtre
  15. Abeille
  16. Laitue
  17. Mélèze
  18. Ciguë
  19. Rábano
  20. Ruche
  21. Gainier
  22. Romaine
  23. Marronnier
  24. Roquette
  25. Pigeon
  26. Lilas
  27. Anémone
  28. Pensée
  29. Myrtille
  30. Greffoir
Floréal
(20 de abril ~ 19 de mayo)

  1. Rose
  2. Chêne
  3. Fougère
  4. Aubépine
  5. Rossignol
  6. Ancolie
  7. Muguet
  8. Champignon
  9. Hyacinthe
  10. Râteau
  11. Rhubarbe
  12. Sainfoin
  13. Bâton-d’or
  14. Chamerops
  15. Ver à soie
  16. Consoude
  17. Pimprenelle
  18. Corbeille d’or
  19. Arroche
  20. Sarcloir
  21. Statice
  22. Fritillaire
  23. Bourrache
  24. Valériane
  25. Carpe
  26. Fusain
  27. Civette
  28. Buglosse
  29. Sénevé
  30. Houlette
Prairial
(20 de mayo ~ 18 de junio)

  1. Luzerne
  2. Hémérocalle
  3. Trèfle
  4. Angélique
  5. Canard
  6. Mélisse
  7. Fromental
  8. Martagon
  9. Serpolet
  10. Faux
  11. Fraise
  12. Bétoine
  13. Pois
  14. Acacia
  15. Caille
  16. Œillet
  17. Sureau
  18. Pavot
  19. Tilleul
  20. Fourche
  21. Barbeau
  22. Camomille
  23. Chèvrefeuille
  24. Caille-lait
  25. Tanche
  26. Jasmin
  27. Verveine
  28. Thym
  29. Pivoine
  30. Chariot

Verão

Messidor
(19 de junio ~ 18 de julio)

  1. Seigle
  2. Avoine
  3. Oignon
  4. Véronique
  5. Mulet
  6. Romarin
  7. Concombre
  8. Échalote
  9. Absinthe
  10. Faucille
  11. Coriandre
  12. Artichaut
  13. Girofle
  14. Lavande
  15. Chamois
  16. Tabac
  17. Groseille
  18. Gesse
  19. Cerise
  20. Parc
  21. Menthe
  22. Cumin
  23. Haricot
  24. Orcanète
  25. Pintade
  26. Sauge
  27. Aïl
  28. Vesce
  29. Blé
  30. Chalémie
Thermidor
(19 de julio ~ 17 de agosto)

  1. Épeautre
  2. Bouillon blanc
  3. Melón
  4. Ivraie
  5. Bélier
  6. Prêle
  7. Armoise
  8. Carthame
  9. Mûre
  10. Arrosoir
  11. Panis
  12. Salicorne
  13. Abricot
  14. Basilic
  15. Brebis
  16. Guimauve
  17. Lin
  18. Amande
  19. Gentiane
  20. Écluse
  21. Carline
  22. Câprier
  23. Lentille
  24. Aunée
  25. Loutre
  26. Myrte
  27. Colza
  28. Lupin
  29. Coton
  30. Moulin
Fructidor
(18 de agosto ~ 16 de septiembre)

  1. Prun
  2. Millet
  3. Lycoperdon
  4. Escourgeon
  5. Saumon
  6. Tubéreuse
  7. Sucrion
  8. Apocyn
  9. Réglisse
  10. Échelle
  11. Pastèque
  12. Fenouil
  13. Épine vinette
  14. Noix
  15. Truite
  16. Citron
  17. Cardère
  18. Nerprun
  19. Tagette
  20. Hotte
  21. Églantier
  22. Noisette
  23. Houblon
  24. Sorgho
  25. Écrevisse
  26. Bigarade
  27. Verge d’or
  28. Maïs
  29. Marron
  30. Panier


O Romance de Èmile Zola “Germinal” ou a “Langosta ao Thermidor”, são das poucas referéncias que sobrevivem a este calendário onde podemos ver dias adicados à cabaça, ao chumbo, ou ao perû, mas que só tinha cinco dias de férias ao ano.

Tal vez esse fosse o motivo, em realidade, de durar tão pouco.

Umha cousa é um calendário civil e laico, e outra bem diferente ter trabalho todo o ano, sem descanso, mas que nos últimos cinco dias.

Brincadeiras aparte, nos documentos franceses desta época, mantem-se o calendário da revolução .

Espero que vor for interesante esta entrada.

Apertas.

flor111vb0

Anúncios

La Cucaracha

Padrão

Assim como La Llorona e Adelita tem sua história, também “La Cucaracha” tem umha história de revolução.

Parece ser que a primeira versão da canção chegou com os conquistadores espanhois, mas, durante a revolução de Villa e Zapata, La Cucaracha refíre-se a um personagem especial. Um general chamado Victoriano Huerta.

En 1913 se produjo una verdadera revolución en la letra de “La Cucaracha”.
Muy natural, porque esto ocurrió durante la Revolución Mexicana.
A la canción se le agregaron versos de escarnio contra el general Victoriano Huerta,
viejo malandrín, rastrero, hipócrita, estrafalario, borracho, marihuanero,
ridículo y malvado. Lo único bueno que se le podía reconocer en la vida
era la excelente marihuana que fumaba de día y de noche.
Tenía el uniforme con eternas manchas de grasa y de vino y despedía un olor
a basura y a suciedad antigua, inmemorial. Sus bigotes eran lacios,
con restos de comida vieja y olor a marihuana rancia.
Por alguna razón que no me puedo imaginar, la gente le puso el apodo de La Cucaracha .
Huerta caminaba tambaleándose de una manera grotesca porque invariablemente
se encontraba borracho. Pero cuando no andaba con sus tequilas puestas,
caminaba tambaleándose de una manera grotesca porque además de las virtudes
ya enumeradas era cojo y patituerto. Unos decían que Dios lo había querido
perjudicar al crearlo porque sabía de antemano lo malvado que le iba a salir ese retoño.
Otros afirmaban que el tipo se había vuelto malo para pagar todos los favorcitos
que había recibido de Dios. Sea como fuere, Victoriano se las arregló para trepar
hacia el poder dejando en el camino un reguero de cadáveres. Sus hazañas incluyeron
el asesinato del Presidente Francisco I. Madero y la invitación que extendió
a los gringos para que invadieran el territorio mexicano.”

Segundo luitasem no noirte com Villa ou no Sul com Zapata, as versoes podem ser diferentes, fazendo alusões a factos concretos de cada tropa.

Esta é umha delas:

La Cucaracha

Coro:
La cucaracha, la cucaracha,
Ya no puede caminar;
Porque no tiene, porque le falta
Marijuana que fumar.

Ya murio la cucaracha,
Ya la llevan a enterrar,
Entre cuatro zopilotes
Y un raton de sacristan.

Con las barbas de Carranza,
Voy a hacer una toquilla,
Pa’ ponersela al sombrero
De su padre Pancho Villa.

Un panadero fue a misa,
No encontrando que rezar,
Le pidio a la Virgen pura,
Marijuana pa’ fumar.

Una cosa me da risa:
Pancho Villa sin camisa;
Ya se van los carrancistas
Porque vienen los villistas.

Para sarapes, Saltillo;
Chihuahua para soldados;
Para mujeres, Jalisco;
Para amar, toditos lados.
A que vos deixei no video, é umha versão actual, para que vejades que o espírito da revolução não morreu no México

As “Adelitas”

Padrão

Jà que falamos de “La Llorona”, como personagem mítico, agora imos falar dumhas mulheres reais e verdadeiras que todos cantam mas que quase ninguém conhece.

As “Adelitas”.

Quando eu escolhi o nome de Adela para a minha primeira filha, nao conhescia esta história, mas o tempo traz tantas cousas e aprendemos tanto ao longo da vida, que só por esso, merece ser vivida.

Velaí a história das “Adelitas”:

A primeira “Adelita”, fui umha mulher que participou na Revoluçao Mexicana do 1910.

Seu nome real era Altagracia Martínez, e pertencia à clase alta da Cidade de México.

Simpatiça com a Revoluçao e une-se a ela, sendo baptiçada como Adelita polo General Francisco Villa, mais conhecido como Pancho Villa , e o coronel Rodolfo Fierro.

a07n2cul-1_mini.jpg


Esta mulher fui asassinada por mandato dum tal Pascual Orozco, mas o nome Adelita ficou para todas as mulheres que participaram em aquele movemento armado e revolucionário.

Image21.jpgTren militar com “Adelitas”, fotografia do arquivo Cazazola

 

Adelitas2

As Adelitas as quais erão parte fundamental da revoluçao, tem funções de enfermeiras, telegrafistas, despachadoras de comboios, correios,espias, enlaces, abastecedoras de armas, propagandistas das ideias revolucionárias, combatentes, e ocupando postos de mando, também estaban as coronelas:

  • Carmen Alanis, que se levantou em armas em Casas Grandes, Chihuahua, e participou na toma de Ciudad Juárez com trescentos homens ao seu mando.
  • A coronela Juana Gutierrez de Mendoza
  • A China, que comandava um batalhão formado polas viuvas, filhas e irmàs dos combatentes mortos.
  • Dolores Jiménez Muo,Coronela, Redactora do Plano Político e Social que desconhece ao régimem porrfirista; redactora do diario liberal “Diario del hogar” e participante de “Las Hijas de Cuauhtémoc”.

Cada 20 de Novembro, quando se celebra o aniversário da Revolução Mexicana, as meninhas vestem-se de “Adelitas”, para lembrar a estas mulheres revolucionárias.

Kids in Rev clothes1

Insurrectos_&_their_women,_Mexico_(LOC)

A canção das Adelitas.

Também hà desfiles de “Adelitas”em todas as cidades

adelitas-reuters

E algo curioso que pervive no folclore de México:

As “Escaramuzas”. Concursos de amazonas habilhadas de Adelitas que que em cada cidade, tem suas asociações.

 

As Adelitas seguem vivas, como podedes ver.

.A minha:


ma y adela

 

ADELITA 

En lo alto de la abrupta serrania,
Acampado se encontraba un regimiento,
Y una moza que valiente lo seguia
Locamente enamorada del sargento 

Popular entre la tropa era Adelita,
La mujer que el sargento idolatraba,
Porque a mas de ser valiente era bonita,
Que hasta el mismo coronel la respetaba

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:

Que si Adelita se fuera con otro,
La seguiria por tierra y por mar;
Si por mar en un buque de guerra,
Si por tierra en un tren militar

Una noche en que la escolta regresaba
Conduciendo entre sus filas al sargento,
Por la voz de una mujer que sollozaba,
La plegaria se escucho en el campamento

Al oirla, el sargento, temeroso
De perder para siempre a su adorada,
Ocultando su emocion bajo el embozo,
A su amada le canto de esta manera

Que si Adelita se fuera con otro etc.

Y despues que termino la cruel batalla
Y la tropa regreso a su campamento,
Por las bajas que causara la metralla
Muy diezmado regresaba el regimiento 

Recordando aquel sargento sus quereres,
Los soldados que volvian de la guerra
Ofreciendoles su amor a las mujeres
Entonaban este himno de la guerra:

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:

Y si acaso yo muero en campaña
Y mi cadaver lo van a sepultar,
Adelita, por Dios te lo ruego
Con tus ojos me vayas a llorar 

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria....
Y si Adelita fuera mi novia,
Y si Adelita fuera mi mujer,
Le compraria un vestido de seda
para llevarla a bailar al cuartel

Y si acaso yo muero en la guerra,
Y si mi cuerpo en la sierra va a quedar,
Ahy, adelita, por Dios te lo ruego,
Que por mis huesos no vayas a llorar. 

Si Adelita quisiera ser mi esposa,
Si Adelita ya fuera mi mujer,
Le compraría un vestido de seda
Para llevarla conmigo al Edén.




66.gif

Último Capítulo. Feminismo

Padrão

No ano 1949, Simone de Beauvoir, publica “O Segundo sexo”.

As mulleres tinham acadado em Europa-de Espanha nem falar- a igualdade legal, mas nao a social e individual.

Por outra banda, a estadounidense Betty Friedan funda a NOW : National Organitation for Women, que reivindica reformas para a inclusao da mulher no mercado laboral e em postos públicos:

friedan.jpg
Nos anos Sessenta, aparez o Feminismo Radical:

*Movemento de libertaçao da mulher

*Divissao entre “feministas” e “políticas”

*Forte opossiçao anti-sistema.

Maio do 68 fui um revulsivo e, ao tempo um cataliçador de movementos de libertaçao feminina.

Na actualidade, a situaçao da mulher, é, em certo modo, “O Problema que nao tem nome”

Porque as leis mudarom, e mudam, mas as mentalidades e o dia a dia das mulheres, ainda arrastram aqueles prejuiços e aquelas inseguridades fronte ao feminino que introduziram os invasores indoeuropeios e as religioes semíticas.

Até quando?

Persoalmente, penso que as mulheres de cinquenta anos para acá, fixemos a revoluçao silenciosa mais grande da história de Europa, partindo de nós mesmas, fazendo-nos donas da nossa liberdade sexual, económica e intelectual.

Mas ainda ficam muitas a sofrer e a luitar por sairem da escravitude.

E melhorar a sociedade:





5.gif

A Segunda República. A mulher na política

Padrão

No 1918 cria-se ANME -Asociación Nacional de Mujeres Españolas-

Em Maio do 1921 primeira manifestaçao pro -sufragio en Espanha.

Primer_hito.jpg

Mas as primeiras sufragistas nao conseguem o voto para a mulher.

Victoria_efimera.jpg

Com a instauraçao da II República, as mulheres deputadas no parlamento republicano, dividem-se em duas opçoes contraditórias.

Por umha banda, duas mulheres instruidas, pertencentes à burguesia,

Margarita Nelken e Victoria Kent ,

Ambas de partidos de esquerdas, rejeitam a possibilidade do voto feminino, por considerar que as mulheres, pouco instruidas e conservadoras, iam ser um lastre à hora de votar partidos de esquerdas.

Margarita Nelken

victoria.jpg

Victoria Kent

Por outra,

Clara Campoamor,

também deputada, asumiu a defensa do voto feminino e do trato legal paritário para homens e mulheres.

Ao fim, trunfou a tese sufragista, e, quando se aprova a

Constitución de 1931, 2ª República, consegue-se um enorme avance na luita polos dereitos das mulheres:

  • Matrimónio Igualitário
  • Dereito ao Divórcio
  • Obrigas dos pais a respeito de seus filhos

O Fraquismo posterior, botou por terra tanta justiça de género, mas o voto feminino mantivo-se, ainda que nao houber nada a votar, na realidade.


</a

161_votos_favor.jpgprincipio.jpg

velavioleta

Mulheres galegas. Sempre avante

Padrão

 

A Sociedade espanhola do século XIX, com escaso desenvolvemento industrial, padecia umha forte jerarquiçaçáo de género, amais dumha forte influência e poder da Igreja.

A prática política ficava limitada a umha minoria social, dado que o sufrágio nao era universal, mas censitário, com o qual só votavam os mais relevantes social e económicamente. A cada passo, havia pronunciamentos do ejército, e a adulteraçao das eleiçoes era prática comúm.

Como podedes ver, umha sociedade da que vimos e que pode explicar muitas cousas ainda no presente:

“Desses pousos, vem estas borras”-

As primeiras feministas, exigem:

Reconecemento de seu rol social e

Dereitos Civís.

As figuras mais importantes na defensa dos dereitos das mulheres na época, foram duas mulheres galegas:

Emília Pardo Bazán

Concepción Arenal.

Cada umha luitou em frentes diferentes polos dereitos das mulheres na Espanha escurantista do século XIX.

Convido-vos a aprofundar nas suas biografias e atitudes. Erao duas mulheres inteligentes e valerosas.

No eido da educaçao , xordem avances como a

“Institución Libre de Enseñanza” e o

“Krausismo”.

Mas essas erao correntes minoritárias. A Escola seguia transmitindo o papel da mulher “Anjo do fogar” e no século XIX o analfabetismo feminino era do 70%.

 

Flor Fina, qiue ainda que seja tabaco, também valia para a mulher, outro bem de consumo mais.

Até o 1910 nao se reconece o dereito da mulher à Educaçao Superior.

Se todas essas dificultades tem as mulheres ricas, com possiveis para estudar, que nao seria das pobres e filhas de labregos, nossas bisavoas…

.

Movementos operários. A Mulher Trabalhadora

Padrão

Os Movementos sufragistas e feministas são de procedéncia burguesa.

Aparição do socialismo fortemente misógino (Proudhon) em seus começos.

•Em troques,para Engels: A dominação de clase equipara-se à dominação da mulher polo homem.

Marx e Engels:

    • –A emancipação da mulher só se alcanzará tras a liquidação do capitalismo

    • –A Luita das mulheres debe se subordinar à luita de clases.

    • –A igualdade política entre os sexos é umha condição necesária para a plena emancipação da sociedade

  • –Emancipaçãofeminina = independência económica fronte ao varão.

August Bebel

–dirigente socialista alemã teórico marxista escreve especificamente sobre a mulher “A mulher e o socialismo” 1879.

Clara Zetkin 1857-1933

–A grande propulsora do feminismo na II AIT.

–Auspicia a Primeira Conferencia Internacional de Mulheres Socialistas. (174.751 afiliadas en 1914).

Rosa Luxemburgo

    • –Polonesa. Participa desde muito jovem en movementos operários e estudiantís em su pais.

    • –Fugiu a Suiça, e alí contata com marxistas rusos alemaes.

    • –Participa na fundação do Partido Socialista Polonês.

    • –Emigra a Berlín, e entra no PSD.

    • –Enfrenta-se aos revisionistas do PSD, como Berstein.

    • –Rebate as teses de Marx sobre as crises cíclicas do capitalismo: O capitalismo nutre-se e amplia seus mercados a través da política colonial.

    • –Volve a Polónia onde é levada a cadeia por suas atividades.

    • –Publica en 1913 “A acumulação do capital”, onde questiona a capacidade de evoluçao do PSD.

    • –Estala a 1ª Guerra Mundial abandona o PSD polo seu apoio ao ejército.

    • –Con Karl Liebknecht funda a Liga Espartaquista

    • –Tras a manifestaçao do 1º de maio contra a Guerra é detida de novo.

    • –Permanece na cadeia até o final da guerra.

    • –En 1918 dirige o jornal “Die Rote Fahne

  • –Em Janeiro de 1919 fui arrestada polos freikorps, junto con Liebknecht, sendo ambos asassinados .
  • O seu corpo, aparesceu dias mais tarde, aboiando num canal .

Esta mulher miudinha, frágil, algo coxa, fui a verdadeira heroina do século XX emquanto à luita por defender suas ideias fronte aos mais fortes, mais reconhescidos, até pagar com sua vida.

Klara Zetkin e Rosa Luxemburgo dando um passeio

    

            Alguém poderá pensar que se pode falar mais de todo esto, mas jà vos dixem ao começo, que eu nao conto a História, só histórias, para que, o que fique interesado, possa investigar mais pola sua conta.

A ver se esto sai na Blogaliza, que levo um mes sem sair na portada.

Saudaçoes para tudos os que venhás de visita.

roosdrup_rose