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A crise? O trabalho, a risa que fazem de nós.

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Desde os meios de comunicação pregoam uma crise, que, em realidade tem mais pinta de ser  uma manobra para recortar o gasto social dos paisses europeus tornar em escravos aos que erão trabalhadores, ou, polo menos, esse era o seu nome e a condição que eles acreditavam em ter, e seguir adiante com essa linha de capitalismo neo-liberal que se basea em aquela senténcia de Hobbes de “O homem é um lobo para o homem” que, mais tarde, os pais fundadores do capitalismo se ocupariam de dessenvolver até hoje, que estamos a acadar as últimas consequências.

Dentro deste contexto de pseudo-crise, -os bancos seguem a ganhar dinheiro e o Estado a recadar tributos que, mais tarde, destina a reforçar a situação da banca- que nos queda a nós, gente comum, sem espaço nos grandes centros de decisão que regem uma economia cada vez mais Global e  mais corporativa, que marca as linhas da política das grandes nações e dos pequenos Estados.

Que reparte o planeta segundo os seus interesses e que mantem  ao cidadãos na condição de súbditos ou escravos.

Pois…Pouco ou muito podemos fazer, segundo como se mire.

Polo de pronto, somos muitos e somos quem mantemos os mercados com nossas compras. Um jeito consciente de comprar,seria a primeira base para mudar o mundo.

Em segundo lugar, somos trabalhadores. Nós tamém temos interesses corporativistas, como classe operária. Façamos valer o nosso trabalho.

Nos últimos anos, a tendencia geral era o mandar aos filhos à Universidade, estudar para se fazerem com titulações específicas e especializadas, que depois não podiam exercer, agás no ensino.

Os antiguos oficios perderam importáncia. Já ninguém quería que o se filho for canteiro, ou ferreiro.

O melhor dos ofícios é que sabes fazer cousas com as tuas mãos, e que não precisas de nemum chefe para poder trabalhar.  Simplesmente,fazes um trabalho para alguem que o precise, e entre vós, não há falta e mediadores, comerciantes, nem chefes-rata que só pensam em  eles e deixam aos operários sem os mais mínimos direitos com o pessoa, cidadão e trabalhador.

Tenho dous filhos com ofício: Um fiz estudos de talha em pedra e madeira e completou sua formação com experiéncia, trabalhando em todas as variantes da cantería, restauração, esculturas que faz nos tempos mortos, entre trabalho e trabalho, e talha de madeira.

Outro filho fiz estudos de joiería. Ele faz joias formosas com prata, ouro, pedras e pérolas, cuiro…experimentando no seu obradoiro, onde trabalha sobre encargos… É difícil agora, quando ainda não os conhecem, mas  acredito em que, com tempo, as cousas vão melhorar. Tem de fazer um bom trabalho. São os únicos responsáveis diante do que lhes paga.

Embaixo da casa, tenho um cachinho da terra de meus avós, onde ponho de todo para o ano: Cebolas, alhos, pementos, feijões, repolo, verças, nabiças…


Sabendo fazer cousas com as tuas mãos e tendo um anaquinho de terra, podes-te sentir libre, independente e mais seguro, nos tempos difíciles.

O mesmo deveria reger para os paises. Deveriam de ser auto-suficientes e produzir todo o que precisem para a sua subsisténcia.

Os mono-cultivos impostos polas corporações alimentárias ou as extrações mineiras que esnaquiçam a terra sem deixar mais que escravidão e guerras, não deveriam de ser permitidas. Meio mundo morre à fame por culpa de não terem alimentos. E não tem alimentos, porque plantam bananas, ou cacáu, ou extraem uránio , ou diamantes, para as grandes corporações europeias e dos EE.UU., na sua maior parte. Ao frente das nações, há governantes corruptos postos e mantidos por essas mesmas corporações que os armam e os patrocinam e, no entanto, a gente a morrer de miséria.

Que cada quem cuide sua terra e seu horto. Que plante o que precise para comer. Que trabalhe com independéncia, ofício e dignidade.

E deixemo-nos de cantos de sereias que só nos levam ao fundo do mar, com os tubarões famentos que nos rodeiam…

Por uma vida mais auto-suficiente e mais digna para todos os seres humanos.



A seleção espanhola de futebol

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stes dias andamos na casa pendentes dos partidos de futebol do mundial.

Já no mundial anterior vos comentei que gostava muito de ver jogar as selecções dos diferentes países e comparar estilos, jeitos de estar no campo, de desenvolver o jogo… Mas há uma diferença deste mundial ao outro. No anterior eu vivia no Rif, litoral mediterráneo de Marrocos, longe da casa e das minhas coordenadas de origem. Viver distante e fora da área de influência das tuas origens, às vezes é mui triste mas, outras vezes, da uma sensação de liberdade e leveza que te permite voar a onde queiras, sem ter roteiro nem destino marcado. És, simplesmente, uma exploradora. Uma viageira que vai à ventura. Podes tomar o que mais gostes da tua cultura e outras cousas da cultura na que vives, mudar, combinar,jogar com as mesturas…Um prazer.

Lembro aquele mundial como algo mui divertido. O meu homem levava um cartão de canal+ a piratear quando mudavam o código e eu via os partidos pola “parabólica” que tinhamos no terraço desde as tv suíça, francesa,italiana…A que quadrasse. Linda e intensa vida, a que vives sabendo que estás de passo!

Este ano, estou cá, na casa. Na Galiza. A visão do mundo que tenho desde aquí é diferente. É meu país. Suas contradições e seus paradoxos condicionam a minha vida. O sentido de pertença faz que, ante as cousas, a atitude não seja de jogar a viver, com a inocência de quem não é responsável da evolução dessa sociedade, mais que no tempo no que lá está. Cá, na casa, sinto-me responsável além do tempo que estive fora. A responsabilidade vai desde o nascer até a morte. Os laços com a terra de um, implicam peso, gravidade,a outra face da moeda.

Bom. Todos estes pensamentos e reflexões vem-me assim, cavilando no tema do que vos queria falar.

Se vós, os que vindes por esta casa virtual, sondes brasileiros ou portugueses, para vós há de ser algo estranho o que eu diga. Se sondes galegos, havedes de saber do que falo.

Desde que começou o mundial de Sudáfrica, com seleções, partidos e vuvuzelas, tive uma contradição, um paradoxo constante.

Quando uma selecção dum pais joga, todo o pais que gosta do futebol, desfruta e goza sem reparos do jogo da sua equipa.

Ou sofre, que para que uns ganhem outros hão de perder. Assim são os jogos de competição.

Mas, quando joga a seleção espanhola, é uma sensação de não poder desfrutar totalmente, como todos os demais.

Espanha é diferente.

É diferente, porque milhões de catalães, bascos e galegos, não nos sentimos identificados com essa realidade que chamam Espanha, e quisermos ter nossa própria selecção ou ir com a espanhola se nos permitirem decidir e assim o decidira a maioría. Esses milhões de pessoas, não acreditamos em que exista uma nação chamada Espanha da que formamos parte. Existe um Estado chamado Espanha, mas o nosso sentir não se identifica com ele em absoluto.

Os que se sentem espanhois, na sua maior parte, não compreendem nossa atitude e, desde as instituções estatais participa-se na guerra contra Serbia para liberar Kosovo, mas não se deixa que o lehendakari basco faça um referendo para saber a opinião dos cidadãos sobre a sua conformidade com a pertença ou não pertença ao Estado Espanhol. Defendem com todos os médios ao seu alcance- imprensa, tv, radio,manipulação- essa ideia de Espanha que é a de eles, a que mais lhe convem aos seus interesses. Eles tem o exército, o poder, a representatividade ante Europa e o resto do mundo.

Por esse motivo, em muitas casas “espanholas” os partidos da selecção não suscitam comentários sobre o jogo, que tamém, mas, sobre todo, sobre se é mais importante desfrutar do jogo ou boicotear a uma equipa que representa algo hostil

Eu tenho-o claro.

É o mundial do futebol e vou desfrutar do futebol. Logo virá a celebração de Santiago Apóstolo, para uns patrão de Espanha e matador de mouros e para outros, día da reivindicação da Nação galega. Uns numa fachada da catedral de Compostela e outros na outra. E no meio, os peregrinos  que vem de todo o mundo a fazer o caminho por razões religiosas, esotéricas, místicas, desportivas…

Em fim. Que é difícil, complicado e peculiar ser galego ou galega e viver na Galiza.

Ainda que tamém apaixonante e sempre surpreendente.

De luzes e sombras. Monoteísmo vs. Politeísmo.

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aclearglitterTwistedly.gifo longo da vida, umha vai topando com pessoas, situações, fatos e vivências, próprias ou alheias que, quando se chega a umha certa idade e se está tranquila, sem trabalhar, só arrincando as ervas que estorbam no horto ou estendendo a roupa a enxugar, dão para muitos pensamentos e descobertas que fazem que umha não queira volver atrás no tempo, ainda que isso for possível.

Há pessoas, que a miúdo dizem: Quem me dera agora de vinte anos! Quem tivesse quinze ou dez e oito!!!

Se a mim me oferecessem essa possibilidade, consideraria-a umha condena, um castigo, um tormento como o de Sísifo e a sua roda, volver ao pé do monte, para subir de novo a pesada pedra da sua ignorância.

Por que digo isto? Pois porque a minha vida até os vinte anos, transcorreu num colégio católico, baixo umha ditadura e só após muito tempo fui quem de recuperar a minha inocência infantil. A viagem de volta foi um periplo arredor de mim mesma, do océano desconhecido e tenebroso que era o meu interior. Umha viagem ao fundo de mim mesma, que resultou fascinante, mas tamém terrível, dura e cheia de dor.

O outro día, falando com umha amiga minha, umha rapariga muçulmana que conheci nos meus anos de docência no Rif, ela contava-me o processo no que estava inmersa e lembrei tanto a minha própria vivência e a amargura, que me dou para esta reflexão:

Muita da angústia existencial dos seres humanos e, sobre tudo, se são do género feminino, vem pola via da religião. A religião que não é tal, porque não cumpre o seu objectivo de ajudar a se re-ligar com tudo quanto existe e sentir-se umha parte deste universo do que somos parte consciente e viva.

A religião, tal e como está concebida hoje em dia, é apenas um sistema de normas morais, que não éticas, de corte patriarcal,alienante e até sórdido e vergonhento. Faz-nos sentir mal, em contradição com nós mesmos, temerosos e eivados, privados da nossa capacidade para seguir aos nossos instintos, emoções, raciocínio e sentimentos,  os quatro eixos nos que se fundamenta o nosso ser. Em troques, exige-nos delegar nos papas e popes que ditam as normas, deixando que pensem, sintam e decidam por nós.

Há gente que fica contenta com essa maneira de fazer as cousas: Eles não pensam , limitam-se a assistir aos templos, presenciar a litûrgia e seguir as normas de portas para fóra, diante dos demais: Ficam tranquilos, sem problemas aparentes e são bem vistos pola maioria dos seus vizinhos.

Mas, negar-se a si mesmo, com o tempo, passa a factura , ao indivíduo e à sociedade na que ele vive.

E excuso falar de escándalos, abusos,intoleráncia, machismo, violéncia, extermínio de seres humanos,por parte dos papas e popes de religiões várias.

E agora chego ao ponto central da minha reflexão: Há dous jeitos de conceber a religião: O monoteismo : Cristianismo, que junto com o islão, procedem do monoteísmo hebreu, nado nas áridas terras do Meio Oriente, nas tribos dos pastores de ovelhas. Religião que afinca as suas raízes na crença dum único deus que, como tal, tem de ser excludente, monolítico e unilateral.

Nas religiões monoteísticas há espaço unicamente para a luz, umha luz cegadora que emana de deus e que não deixa lugar a sombras, pontos escuros, penumbra ou escuridade. O olho de deus, dentro do triângulo, está sempre à espreita,vigiando cada passo, cada ato, cada pensamento. Na cultura islámica, esse olho está representado na comunidade, na umma, a sociedade na que vives, que te protege, mas que vigia implacável o teu comportamento. Para que falar da religião hebrea, que sostem que os seus praticantes são o povo elegido entre todos os demais da humanidade.

Está claro que as religiões monoteísticas, assim concebidas, são inhumanas, porque privam ao ser humano de algo fundamental na sua essência e que tem de se manifestar a travês da sua existência.  Privam ao ser humano, como micro-cosmos que é, da sua sombra, escuridade,penumbra. Os ritmos macro-cósmicos de dia e noite, verão e inverno,solpôr e amencer. Assim trata de lhe arrincar da mente a ligação com o útero, essa parte feminina escura e húmida de onde procede, para mimimiçar o papel da mãe, porque deus não pode ser umha mulher. Faltaria mais! As sociedades de pastores são patriarcais ao cento por cem.

Mas… Umha pessoa não pode viver sem a sua própria escuridade. A escuridade das cousas que não gostam aos popes, dos instintos, emoções, sentimentos e ideias que temos de reprimir, represar no nosso interior sem sequer atrever-nos a reconhecé-las, olhá-las de frente, queré-las como nossas, porque 0 são, rir-nos com elas, perdoar-nos e compreender-nos, para poder compreender e perdoar aos demais. Ou sacá-las à luz, para enfrentar-nos à catarse colectiva, porque, no fundo, todos somos iguais e a todos nos passam as mesmas cousas.

As religiões politeistas, comprem melhor esta função: Há deuses para os aspectos luminosos, mas tamém para os escuros: Sempre há algum deus ou deusa que encarne o desejo sexual, a ira, a impaciência, e mesmo a morte e a devastação. Assim, sempre podes ir acender umha candeia a um deus diferente, segundo o que reine nesse momento no teu coração.

As religiões pagãs, as animistas, são ainda mais humanas, porque ensinam a venerar a través da natureza, das ârvores, das plantas, dos ríos e os astros, cada recuncho do nosso ser, despertando a conciência de que formamos parte dum todo que nos cuida e nos protege, o mesmo que faz florescer as plantas, ou nos agasalha com os frutos da terra, a energia do sol ou a água que acalma a nossa sede.

A mais antiga das religiões conhecidas, diz-nos que não há nada além de TAO, o rio que flue e no que nos devemos  deixar levar se queremos ser felizes.


Cada quem tem o direito de praticar sua religião, se assim o decide. Mas, ainda para os crentes monoteístas: Que sentido teria que o deus que nos criou nos fosse premiar por rejeitar umha parte de nós mesmos e lutar contra ela? Se não gostamos de nós mesmos, pouco contento pode ficar o nosso criador. E nós, ainda menos. Assim faremos da nossa vida umha hipócrita amargura e da dos demais, um inferno.

Ao fim. Quem criou a quem? Os deuses a nós ou nós a eles para tratar de compreender o universo das nossas vivências e o acontecer da existência do cosmos no que estamos inmersos? Para tentar compreender o latejo do nosso próprio coração…Bum-bum. Bum-bum. Bum-bum. Sístole e diástole. Contracção e expansão. A música do universo está no nosso interior. Só há que ficar em vacío silêncio para escutar…E sentir…


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Não há peor cousa do que um parvo

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Era umha frase que repetia a miúdo minha avoa.

Hoje dei com este resumo do livro do escritor italiano Carlo Cipolla que vém dizer o mesmo, mas argumentado e analisado de jeito formal.

Deixo este texto para a refleixão:


Estupidez humana
RESUMO DO LIVRO “Allegro ma non troppo” —
Carlo M. Cipolla

“A minha convicção, apoiada por anos de observação e experimentação, é que os homens não são iguais; há alguns que são estúpidos e outros que não o são.”

Carlo Cipolla

As leis fundamentais da estupidez humana

1. A Primeira Lei Básica: “sempre e inevitavelmente todos nós subestimamos o número de indivíduos estúpidos em circulação em todo o mundo.”

2. A Segunda Lei Básica: “A probabilidade de que uma determinada pessoa é estúpida é independente de qualquer outra característica da mesma pessoa.”

3. A Terceira Lei Básica: “Uma pessoa estúpida é uma pessoa que causa dano a outra pessoa ou grupo, sem obter, ao mesmo tempo, uma vantagem para si próprio, ou mesmo recebendo um prejuízo.”

4. A Quarta Lei Básica: “As pessoas que não são estúpidas sempre subestimam o potencial de prejudicar das pessoas estúpidas. O não estúpido, especialmente , esquece constantemente que em qualquer momento e lugar e em qualquer circunstância tratar e / ou se associar com pessoas estúpidas manifesta-se inevitavelmente como um erro muito caro. “

5. A Quinta Lei Básica: “A pessoa estúpida é o mais perigoso tipo de pessoa que existe. O estúpido é mais perigoso do que o malvado.”

PRINCIPAIS CATEGORIAS DE PESSOAS

Todos os seres humanos estão incluídas em uma dessas quatro categorias básicas: os incautos, o inteligente, o malvado e estúpido.

Os desavisados ou incautos: Podemos lembrar vezes quando uma pessoa realiza uma acção (a chave é que é ele que tem a iniciativa), o que resultou em uma perda para ele e um ganho para nós: Acabamos de entrar em contato com um desavisado.

Os Inteligentes: Também vêm à mente quando um indivíduo em ocasiões realiza uma acção da que ambos dous tiramos proveito: era uma pessoa inteligente.

Uma pessoa inteligente poderá se comportar como uma suave brisa, como pode também, por vezes ter uma má atitude. Mas desde que a pessoa é inteligente basicamente, a maior parte de suas ações terão a característica da inteligência.

Em certas circunstâncias uma pessoa age com inteligência e em outras circunstâncias, a mesma pessoa pode se comportar como uma desavisada. A única grande exceção à regra são as pessoas estúpidas que normalmente apresentam uma elevada tendência para a total coerência, em qualquer campo

Os maus ou malvados: Nós todos recordamos momentos em que, infelizmente, foram associados a um indivíduo que conseguiu ganhar fazendo-nos um prejuízo a nós: é um malvado.

Existem vários tipos de malvado. Há um malvado que é perfeito em suas ações, que causaram perdas equivalentes a seus lucros. Outro tipo de malvado são os que ganham mais elevados lucros para si próprios que as perdas em outros. Eles são desonestos e tem um elevado grau de inteligência. Mas, a maior parte dos malvados, são indivíduos cujas ações proporcionam vantagens mais reduzidas do que as perdas para os outros. Esta pessoa será colocada muito perto do limite de pura estupidez.

O Estúpido: A nossa vida é salferida de momentos em que sofremos perdas de dinheiro, tempo, energia, apetite, tranquilidade e bom humor por causa do absurdo das ações questionáveis de algumha criatura que, durante os momentos mais impensáveis e inconvenientes, da-lhe por nos causar danos, frustrações e dificuldades, sendo que ela não vai ganhar nada com as suas acções.

Ninguém sabe, entende ou pode explicar porque é que esta absurda criatura faz o que ele faz. Na realidade, não há explicação, ou melhor, existe apenas uma explicação: a pessoa é estúpida.

A maioria das pessoas estúpidas são fundamentalmente e firmemente estúpidas. Em outras palavras, insistem com perseveráncia em causar danos ou prejuízos para outras pessoas sem obter qualquer lucro para si mesmos, seja positivo ou negativo. Mas há mais. Há pessoas que com as suas acções inacreditáveis não só causam danos a outros, mas também eles próprios. Essas pessoas pertencem ao gênero de superestúpidos.

O PODER DA estupidez

Como acontece com todas as criaturas humanas, também os estúpidos afetam outras pessoas com muito diferente intensidade. Alguns estúpidos, normalmente causam dano limitado, mas há outros que chegam a causar danos terríveis, não apenas a uma ou duas pessoas, mas comunidades e sociedades inteiras. A capacidade de fazer dano dumha pessoa estúpida depende de dous fatores principais: o fator genético e do grau de poder ou autoridade que tem na sociedade.

Temos ainda de explicar e compreender o que basicamente torna perigosa a umha pessoa estúpida, por outras palavras, aquilo que é o poder da estupidez.

Essencialmente, a estupidez é perigosa, porque as pessoas razoáveis acham difícil de imaginar e compreender o comportamento estúpido.

Uma pessoa inteligente pode entender a lógica do mal. As acções de um malvado, ainda tem um modelo da racionalidade: racionalidade perversa se quiser, mas no final racionalidade. O malvado quer adicionar um “mais” em sua conta. Como não é o suficiente inteligente para imaginar maneiras de obter um “mais” para si próprio, ao mesmo tempo que procura um “mais” para os outros, deve obter seu “mais” fazendo um “menos” para o seu vizinho.

Evidentemente, isso não é justo, mas é racional, e, se é racional um pode prever.

Com uma pessoa estúpida tudo isso é absolutamente impossível. Tenho uma criatura parva sem motivo, sem um plano preciso, nos tempos e lugares mais improváveis e mais impensáveis. Não existe forma racional para prever se, quando, como e porquê, uma criatura estúpida realiza o ataque. Confrontado com umha pessoa estúpida, um está completamente desarmado.

Umha vez que as ações de uma pessoa estúpida, não cumprem as regras da racionalidade, segue-se que o ataque geralmente leva-nos de surpresa, mesmo quando se tem conhecimento do ataque não é possível organizar uma defesa racional, porque o ataque, em si, carece de qualquer estrutura racional.

O facto da actividade e os movimentos de uma criatura estúpida são absolutamente irregulares e irracionais. Não só torna problemática a defesa, mas é extremamente difícil qualquer contra-ataque. Temos também de ter em conta outras circunstâncias. A pessoa inteligente sabe que é inteligente. O mal está consciente do mal. Os incautos estão imbuídos com o doloroso sentimento de sua própria ingenuidade. Contrariamente a todas estas personagens, o estúpido não sabe que é estúpido. Isto contribui grandemente para dar maior força, impacto e eficácia à sua acção devastadora.

Com um sorriso nos lábios, como se for a cousa mais natural do mundo, aparece subitamente o estúpido para estragar seus planos, para destruir a sua paz, complicarte vida e de trabalho, você perderá dinheiro, tempo, humor, apetite , a produtividade, e tudo isto sem maldade, sem remorso e sem razão. Estupidamente.

Não deveriam ficar surpreendidos pelo facto de que as pessoas incautas geralmente não reconhecem o perigo das pessoas estúpidas. O facto é apenas uma manifestação da sua falta de previsão. Mas o que é verdadeiramente surpreendente é que, nem malvados, nem pessoas inteligentes conseguem r reconhecer o poder destrutivo e devastador da estupidez.

Geralmente, tendemos a acreditar que umha pessoa estúpida está prejudicando apenas a si mesma, mas isso significa que é confundida estupidez com franqueza.

SOCIEDADE e estupidez

Seria um grave erro de acreditar que o número de estupidez é maior em umha sociedade em declínio, do que em umha sociedade a medrar. Ambos são afligidos pelo mesmo percentual de estúpido. A diferença entre as duas empresas reside no facto de que na sociedade em declínio os membros estúpidos da sociedade se tornarem mais ativos pela acção permisiva dos outros membros.

Um país em ascenso, tem também uma subida excepcionalmente elevada da proporção de pessoas inteligentes que procuram controlar a fracção de estúpidos e, ao mesmo tempo produzem para si próprios e para os outros membros da comunidade, ganhos suficientes para que o progresso seja um facto.

Em um país em declínio, a percentagem de pessoas estúpidas continua a ser a mesma , mas no resto da população é observada, principalmente entre os indivíduos que estão no poder, um alarmante proliferação dos malvados com uma elevada percentagem de estupidez, e entre aqueles que não estão no poder, igualmente um crescimento alarmante dos incautos.

Gostei muito das refleixões de Carlo Cipolla. Espero que vós também as encontredes interessantes.

Bom dia a todos e todas.
allegro

estupido

As 65 horas

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Parece que em Europa querem impôr as 65 horas de trabalho semanais.

Realmente, são 720 horas cada 90 días, negociadas entre o operário e seu patrão directa e individualmente.O golpe de graça aos sindicatos e às negociações colectivas.

A gente, em geral, adoita culpar de tudo aos políticos. Mas eles são só instrumentos que tocam a sinfonia do capital.

Quem dirige o mundo não são os políticos. São as grandes multinacionais desde as Bolsas de valores de Londres, Nova Iorque, Tóquio ou Paris. A culpa é nossa por nos ter subido ao carro do consumo frenético hipotecando nossos salários e nossas vidas comprando moreias de cousas desnecessárias sem perguntar-nos de onde saía tanta abundância. Quando nos anunciam o telefone celular não nos põem imagens dos coltaneiros que se deixam a vida no Congo para extrair o coltão de nosso novo modelo de artefato que previamente nos introduzem pelos olhos na tv. Ou quando corremos com nossos carros- Na Galiza, cada um da casa tem seu carro- de aquí para acolá, demandando o petróleo que a Shell, A Elf ou a Repsol roubam em Nigéria, Guiné ou América do Sul para satisfazer nossos desejos de correr sem jeito nem destino ao que ir. E assim, mil exemplos que se podem pôr.

Aos que querem nacionalizar, já sabemos o que lhe passa…

Há anos que perdemos a consciência de classe, a solidariedade e todas as senhas de identidade dos operários. Agora que somos burguesinhos de hipoteca e pagamento adiado imos nos encontrar com que eles, os grandes, também não se perguntam se temos uma vida digna ou não, enquanto eles sigam ganhando. Mas isso vimos fazendo-o nós há muitos anos com os paises do terceiro mundo e suas povoações. Agora imos despertar do sonho e imos nos transformar em escravos, como eles. Acabou-se a abundância. Morreremos trabalhando e consumindo.

Os dias de

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al12col8.gifoje celebrou-se por esta banda, o dia das mães. Suposso que em muitos lugares do mundo celebram esta festa com agasalhos para as mães, e cousas que mais bem que para honrar às mães estão pensadas, como não podia ser de outra maneira, para que as greandes superfícies comerciais encham as suas arcas com o dinheiro dos perfumes, alfaias, flores e demais.

A mim parece-me bem que se honre às mães, que se celebre, que se junte a família, que se façam agasalhos…Todo isso esta fixe.

Mas…Por que o dia da mãe tem que ser em “El Corte Inglês” e não na tenda da vila, que da de comer à família do vizinho, que tem mais falta que esses senhores?

Por que ir à Corunha ou a Santiago,encher o carrinho dos demos, que vai sempre de lado e deixa-te molido, podendo mercar em Vimianço as mesmas cousas-seguro que menos, porque os andeis cheios é o que tem. Fazem comprar o que se não precisa- parolar um chisco com a vendedora, relacionarte com a tua gente e manter o pequeno comércio da vila, e com ele, a economia de toda a vizinhanza, porque, se hà dinheiro, hà trabalho. E os senhores das grandes superfícies e das multinacionais, já o tem a paladas.

Bem, pois hoje, como era dia da mãe, sai da casa, para jantar com a minha, e a pequena família que formamos duas irmãs, seus maridos e as nossas duas filhas, porque os filhos varões tinham cousas que atender.

Foi um dia muito lindo, para mim, que, em geral, não saio da minha casa. Mas agora que vou melhor, disfrutei da casa de minha mãe, da companha, do dia de sol e, como não podia ser menos, da minha cámara de fotos, que saiu também a passeiar fora do marco da janela e do horto.

Velaí as cousas lindas que topei este dia da mãe:

Em primeiro lugar, as rosas da roseira da casa da minha mãe, que cortei e adornam e aromatizam a entrada da casa:

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Quando vínhamos para a casa, Cuquinho faz umha amiga. Certo que é muito mais grande do que ele, mas pareciam levarse bem:
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Antes de ir embora, as gatinhas de minha mãe, mãe e filha, comiam as sobras do jantar ao sol:

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As àrvores que plantei há tempo, já tem a primavera no corpo:

Assim que fui umha tarde muito bem aproveitada e com momentos de tranquila felicidade.

A minha filha, pintou esta pintura para mim, hà tempo. Mas, como hoje é o dia das mães, farei que seja o meu agasalho.

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Primeiro de maio

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Hoje é a festa do Primeiro de Maio. A festa na qual lembramos a todos os trabalhadores e trabalhadoras que lutaram pelo reconhecimento de seus direitos e sua dignidade. Às vezes, a conta da sua própria vida.
Graças a eles, hoje temos jornadas trabalhistas, férias, salário base e todas essas coisas que custou sangue arrancar ao capital.
Hoje fica já pouca consciência que ser trabalhador ou trabalhadora é algo importante. Hoje só importa ser consumidor e ter mais poder aquisitivo para consumir mais, e não importa a maneira digna, ou indigna, de conseguí-lo.
As grandes multinacionais voltaram a implantar a escravidão, mas parece não importarnos, sempre que possamos seguir comprando e consumindo coisas que, na maioria dos casos, não necessitamos.
Em função disso, esquecemos a solidariedade, a consciência de classe, o internacionalismo, e preferimos a globalização do consumo, mesmo que para isso, tenham que morrer irmãos nossos, trabalhadores tamem, nas duas terceiras partes do mundo.
Seria suficiente informar-se um pouquinho melhor de onde procedem os produtos que compramos, induzidos pela propaganda midiática, e chegar até sua origem.
Talvez assim abríssemos os olhos à realidade que não se vê,mas que afeta milhões de seres humanos com os mesmos sentimentos e sonhos que nós mas com muitas mais carências e falta de proteção.
Em memória daqueles primeiros trabalhadores, pioneiros que o deram tudo por seu sonho, deixo-lhes a letra da INTERNACIONAL, o hino de todos os trabalhadores do mundo. Ensinou-me minha avó quando eu era criança. A meu avô o tinham fuzilado por sindicalista, acusado de promover uma greve junto com oito de seus companheiros.  Levaram-os em um caminhão às seis da manhã do 9 de dezembro de 1.936 e às seis e meia, o mesmo camião descarregou seus corpos no cemitério da Corunha onde minha avó e o resto de mulheres os esperavam.
Vai por eles:

A INTERNACIONAL

Em cima, párias da Terra.
De pé, faminta legião. 
Atordoa a razão em marcha,
é o fim da opressão.

Do passado é preciso fazer pedaços,
legião escrava de pé a vencer,
o mundo vai mudar de base,
os nada de hoje tudo hão de ser.

Agrupémonos todos,
na luta final.
O gênero humano
é a internacional.
Nem em deuses, reis nem tribunos,
está o supremo salvador.
Nós mesmos realizemos
o esforço redentor.

Para fazer com que o tirano caia
e o mundo servo libertar,
sopremos a potente forja
que o homem livre há de forjar.

Agrupémonos todos,
na luta final.
O gênero humano
é a internacional.

A lei burla-nos e o Estado
oprime e sangra ao produtor.
Dá-nos direitos irrisórios,
não há deveres do senhor.

Basta já de tutela odiosa,
que a igualdade lei há de ser,
somente deveres sem direitos,
nenhum direito sem dever.

 

Agrupémonos todos,
na luta final.
O gênero humano
é a internacional.

A tradução ao galego-português, é minha, porque minha avó cantava-a em espanhol, que era  o que havia na Galiza espanholiçada. É umha versão da Internacional muito antiga, que nunca volvi a ouvir.

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