Tag Archives: consumidos

Imagens

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Hoje não tenho muitos folgos para me comunicar com vós com palàvras.

Só vou deixar umhas imagens que acredito serem tão eficaces para falar do mundo no que vivimos, adicto ao consumo, à expoliação e à indiferéncia fronte aos vizinhos com menos poder adquisitivo que nós.

Umha sociedade sumida no mais duro e cruel mercantilismo para a que nós, somos simples consumidores de produtos e outros, mão de obra barata debido à sua necessidade.

Vai a primeira:

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O consumo sempre nos garante umha insatisfacção para podermos seguir a consumir.

A segunda: A especulação inmobiliária é tal, que o nosso lugar de vida, é como um anticipo do cemitério:

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E agora, a terceira: A injustiça de manter a sociedade dividida: Os que consumimos, e os “apestados” que nos proporcionam as matérias primas ou o seu trabalho, separados por aramios, como numha cadeia, dentro dos seus próprios paises.

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Espero que estas imagens, como a mim, vos façam refleixoar.
Saudações.

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Para pensar. Vai sendo hora de refleixoar sobre “Nacionalismos Solidários” e “Consumismos genocidas” não é?

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Tirado de http://www.letra.org/spip/.

Penso que merece a pena pensar.

La sangre de tus compras

Del papel de tus compras en un modelo de consumo insostenible

 

 

¿Qué sabes de tus compras? ¿De dónde vienen los productos que consumes? ¿Quiénes los elaboraron y a cambio de cuánto? El modelo de consumo de los países del Norte se fundamenta en la optimización de los beneficios empresariales a costa de sistemáticas injusticias sociales, la polarización de la riqueza, la extensión del consumismo y la destrucción de los recursos naturales. ¿Qué papel cumplen ahí tus compras?


« Los constructores de marcas son los nuevos productores primarios de la así llamada economía del conocimiento.

Esta novedosa idea no sólo ha originado campañas publicitarias de última moda, supertiendas cuasi religiosas y universidades corporativas utópicas. También está modificando el panorama del trabajo mundial. Después de decidir cuál es el “alma” de las empresas, las supermarcas se han desprendido de sus incómodos cuerpos, y nada resulta más molesto, más desagradablemente material, que las fábricas que manufacturan sus artículos. La razón del cambio es sencilla: construir una supermarca es un proyecto extraordinariamente caro, que necesita una gestión, una atención y una alimentación constantes […]

Según esta lógica, las empresas no deben emplear sus limitados recursos en fábricas que exijan mantenimiento físico, ni en máquinas que se estropeen, ni en empleados que con seguridad han de envejecer y morir, sino que deben concentrar los recursos en los ladrillos y el cemento virtuales que se emplean para construir las marcas; esto es, en el patrocinio, en los envases, en la expansión y en la publicidad […]

Hallándose tan devaluado el proceso actual de producción, no sorprende que las personas que realizan el trabajo productivo sean tratadas como basura, como sobrantes.»

NO LOGO, Naomi Klein. Ed. Paidós. 2001

De informações e telediários

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Levo muito tempo já observando umha cousa quando prendo a TV para ver os informativos das cadeias espanholas.
Hà três temas que monopoliçam a informação:

O que passa nos USA e colaterais

As desgraças pontuais de calquera pessoa de calquera parte do mundo.

O tempo-que se neva em N.Y., que se chove em Bilbo, que se há 25 graus em Alicante no mes de fevereiro e a gente fica nas praias…-

As leas eternas do PP com Zapatero.

Os esportos -agora mesmo a NBA-.

As crónicas dos eventos rosas.

E…Aló vai.

Nada mais.

Semelha que não existe no mundo nada mais.

Nunca falam de França, de Portugal, do resto de Europa, das cousas que passam, de movementos sociais, ou culturais, dos problemas do mundo, do que ocorre em África -se o fazem, sempre é para amosar a uns negros selvagens matando uns aos outros com machetes e outras crónicas polo estilo- mas nunca aprofundando no por que de tales imagens.

Hà paises que nunca saim nos telejornais. Por não sair, nem saim os diferentes territórios do Estado. Só o Carnaval de Canárias, o de Cádiz, oua kale-borroka. Hà temas que nunca se falam. Semelha que o mundo não existe. Que só existem as liortas entre PP-PSOE e demais passatempos e desgraças que se repitem a toda hora.

Pode que seja umha impressão minha, mas cada vez os informativos e os tomates se semelham mais.




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De consumo, consumidores , consumidos e “dias de”

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Há poucos dias celebramos o dia dos cinco minutos de apagamento das luzes.

Há muitos anos. Polo menos, mais de quince, ía eu um dia caminhando pola Rúa da Senra, em Compostela, e achegou-se um moço cum microfone na mão, e pediu-me se lhe respondia a umha pergunta. Disse que era da Rádio Galega.
Bom.

Que opina você, como consumidora, de que El Corte Inglés abra os domingos e dias de férias?

Semelhava umha pergunta inocente , mas não o era.

Não polo entrevistador, que fazia um trabalho de rutina, coma cada dia, para ganhar seu salário.

Mas pola visão da vida que implicava a pergunta.

Perdoa, mas, antes de consumidora, sou ser humano, mulher, trabalhadora, mãe……

Consumo o que preciso para me sustentar e ter umha vida digna, mas esso não me converte em “consumidora”. Que eu saiba, consumidora não é umha clase social, nem umha condição, nem umha prerrogativa innata, nem adquirida. E, com o dinheiro que ganho, abonda-me ir a El Corte Inglés umha vez ao ano. Os dias da semana, sobram-me tudos.

Como ser humano, opino que as pessoas tem de ter tempo livre para serem felices. Como mulher, opino exactamente o mesmo. Como trabalhadora, solidarízome com os trabalhadores que tem dereito a ter seus dias de férias coma caisquer operário.Para esso as folgas, revoluções e sofrimentos das claes operárias de todo o mundo ao longo da história. Como mãe, solidarízome com as empregadas e empregados que tem filhos e precisam tempo para os atender e os disfrutar.

Nos anos que foram passando desde aquele dia, cada vez , as pessoas do chamado “primeiro mundo” somos menos cidadãos e mais consumidores.

Mas , para que haja comsumidores , tem de haver consumidos .

Consumidos em África, onde as petrolairas francesas Elf, Total e demais estrucham aos paises e as pessoas para que nós podamos correr em nossos carros até para ir mejar e elas possam medrar mais e mais, numha carreira sem fim.

Consumidos no Congo-sempre àfrica- para que velhos, meninhos e demais gente escraviçada, deixe a vida extraendo o coltán que precisamos para os nossos telemóveis , que mudamos cada mes, por aquilo das novas prestações , ou pra as nossas play-stations. Aquí são as grandes companhias de alta tecnologia as que engordam seus dividendos.

Consumidos na Guiné, onde tem umha ilha Malabo, que aboia acima dumha bolsa de petroleo e morre de fome e de enfermidades porque todas as farmácias do pais pertencem a um familiar do presidente e, quanto menos higiene, mais negócio para a família. Tudo, esso sim, com o consentimento do nosso “primeiro mundo”.

Ta muito bem fazer “dias de”. Parece-me bem para chamar a atenção.

Mas, mentras não mudemos a mentalidade de consumidores pola de cidadãos, as cousas irão de mal em pior.

Desculpas por vos botar este discurso.

Mas é que me ferve o sangue pola gente deste continente onde agora vivo, ainda que seja aquí no norte, mais perto dos consumidores que dos consumidos.