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O bieiteiro, ou sabugueiro

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Hoje imos falar dumha flor ventureira que me encanta. Tem un significado especial para mim e, sempre que a vejo, levo umha alegria, como se duma velha amiga se tratar.
O Sambucus nigra, conecido como bieiteiro ou tamém sabugueiro.

Aspecto.– Arbusto caducifólio, muito ramoso o que fai que tenha uma taça muito densa e arredondada, pode chegar aos 5 metros. A códia é muito gretada e de cor pardo escuro. Os galhos quando são jovens são verdes mas em breve se voltam de cor grisaceo. os galhos têm uma grande quantidade de medula esbranquiçada. As folhas são de cor verdosa e algo pelosas polo invés, têm a margem serrada.

Flores.- As flores são muito chamativas de uma cor branca intensa ou creme, são pequenas 4-5 milimetros de diametro mas colocadas em um grande número de inflorescencias terminais com todas as flores à mesma altura (cimos corimbiformes), são muito olorosas. Floresce na primavera

Fruto. – Globoso, carnudo, com uma cor preto intenso, tem de 3-5 sementes no seu interior. Os frutos amadurecem no final do verão.

Habitat e aplicações. – Quer solos frescos, sendo abundante ao lado de ríos ou em ribeiras. Cultiva-se como ornamental polas suas lindas e aromáticas flores. Os frutos utilizam-se para fazer sobremesas. As flores secaa introduzem-se entre a roupa de cama para evitar ataques de insetos. Os frutos quando são verdes são tóxicas e quando estão maduras são comestíveis mas devem de se tirar as sementes que são tóxicas. Suas flores em cozimento são diuréticas. Para combater o moquillo dos cachorros põe-se-lhes um colar de contas de bieiteiro, as contas devem ser 9 ou 11 para que surta efeito (este remédio é muito amplamente utilizado).

“O homem leva utilizando as propriedades do bieiteiro desde a idade da pedra, e ainda hoje é uma planta muito freqüente nas proximidades de zonas habitadas. Tanto suas flores como seus frutos são comestíveis e medicinais.
O bieiteiro como comestível

Os frutos e as flores de bieiteiro são comestíveis. Os primeiros podem-se preparar em sucos, marmeladas, geléias, molhos, sopas, etc. Devem de consumirse sempre maduros, pois quando verdes são tóxicos. Também as sementes, ainda bem maduras, são indigestas, por isso convem não abusar do fruto em cru. Ao cozinhá-lo volta-se inócuo.

Na obra de Manuel Durruti “Frutos silvestres comestíveis e venenosos” Ed. Everest amostra-se-nos a seguinte receita de sopa de bieiteiro.

Ingredientes: 800 gr. de frutos de bieiteiro, açúcar, 3 maçãs e farinha.

As bagas de bieiteiro cozem-se na menor água possível. Uma vez cozidos engade-se água até obter o sabor desejado. Filtra-se, se engade-se-lhe açúcar e ferve-se em fogo brando removendo. botam-se-lhe as maçãs em anaquinhos. Deixa-se uns minutos até que a maçã esteja entrecozida. Retira-se do lume e bota-se-lhe removendo a farinha até obter a consistência desejada.

As flores de bieiteiro podem-se empanar. Na obra “Plantas medicinais, bagas e verduras silvestres de Grau/Jung/Münker ed. Blume temos a seguinte receita:

” Prepara-e uma massa de sonhos com farinha, ovos, manteiga quente, água, um pouco de mel e um beliscão de sal, fazendo com que não resulte muito espessa. Nela mergulham-se as inflorescencias de bieiteiro colhendo-as pola caule, que não se terá cortado. A seguir fritem-se em azeite até que estejam douradas e servem-se quentes, acompanhadas de compota. Para a massa, tomam-se 3 ovos para 125 gr. de farinha. Os gourmets acrescentam à massa 2 ou 3 colheradas sopeiras de vinho.”


O bieiteiro como bebida

Com as bagas de bieiteiro podem-se preparar sucos simplesmente prensando os frutos com um pano limpo. Também se podem preparar licores. Manuel Durriti ensina-nos como fazer licor de bieiteiro.
Ingredientes: 1,5 Kg. de bagas de bieiteiro, ¾ de litro de canha ou conhaque ou outro licor, 750gr de açúcar, 4 cravos de especiaria, 1 pauzinho de canela.
Põem-se as bagas em uma garrafa de pescoço largo e cobrem-se com a canha, tampa-se e deixa-se repousar 6 semanas. Coa-se e prensam-se os frutos para obter todo o suco, ao qual se lhe engade, numha pota, o açúcar, os cravos e a canela. Ferve-se em fogo brando durante 15 minutos. Enchem-se as garrafas e deixa-se repousar umas semanas antes de tomá-lo.

As flores de bieiteiro também se têm empregado para fazer licores e aromatizar vinhos.


O bieiteiro como medicinal

O bieiteiro é um dos melhores sudoríficos (estimula a transpiração) e depurativos (purifica o sangue contribuindo para eliminar os resíduos). Além disso também apresenta propriedades diuréticas (colabora no processo de depuração do sangue ao eliminar as toxinas) e antiinflamatórias (reduz as inflamações).

Emprega-se habitualmente em forma de chá para tratar resfriados, gripes, esfriamentos, catarros e também se pode tomar como medida preventiva destas afecções.

Em forma de compressa emprega-se para tratar afecções da pele, como eczemas e outras dermatoses também há autores que a recomendam para aliviar as hemorróidas e para as queimaduras leves. Para a conjuntivites, além de empregar compressas também podemos realizar lavados de olhos com o chá das flores. Por último, há quem recomenda os cigarros feitos com folhas secas de bieiteiro para deixar de fumar.

As partes de utilidade medicinal do bieiteiro são as flores, os frutos, as folhas, e o segundo córtex, mesmo que na atualidade se acostumam empregar só as flores.
O chá de flores prepara-se com duas colherzinhas arrasadas de flores frescas ou secas em ¼ litro de água fervendo. Deixa-se repousar uns minutos e toma-se três vezes por dia.

O chá das folhas tem propriedades parecidas, mas seu cheiro não é muito agradável. Prepara-se de forma similar, com duas colherzinhas arrasadas de folhas.

As flores recolhem-se de maio a julho, estendem-se em um lugar abrigado para que se desprendam das caules e deixam-se secar. As folhas recolhem-se de jovens e secam-se ao ar.


Cultivo do bieiteiro

O bieiteiro cultivou-se em jardins durante muito tempo. Mesmo que o cheiro de suas folhas não é agradável, entre finais de primavera e princípios de verão cobre-se de bonitas flores brancas. Em um jardim natural oferece refúgio e alimento a muitas aves.

O bieiteiro é um arbusto ou árvore perene de até 10 m. De altura se se lhe deixa. Prefere zonas ensolaradas ou parcialmente sombreadas, solos frescos e com certa umidade.
Outros usos e curiosidades

Como dissemos, o homem valeu-se do bieiteiro desde a idade da pedra, como alimento, medicina, em ritos religiosos e mágicos, como planta de jardim, para fabricar assobios valiéndose da sua madeira oca, etc.

As folhas queimadas empregaram-se como inseticida e o chá das folhas empregou-se como repulsivo de mosquitos e, borrifada sobre as plantas, para protegê-las de pulgões e eirugas.

A madeira de bieiteiro é frágil e leve, não é um bom combustível.
Descrição e características

O bieiteiro é um arbusto ou árvore entre 2 e 10 metros de alto. Suas folhas são dentadas e desprendem um cheiro pouco agradável. As flores dispõem-se em falsa umbela com 5 pétalas, 5 sépalos e 5 estames com anteras amarelas. As bagas são verdes primeiro e pretas quando amadurecem. O talo é oco e frágil, com uma medula branca.”

Pois, até aquí, o que dim os expertos sobre este arbusto de alto porte que é o bieiteiro.
Eu podo vos dizer que é umha planta que adoro. Na casa de minha mãe, houve um bieiteiro muito tempo que dava sombra no verão para nos sentar embaixo a parolar, mas, como por este tempo, deixava cair suas bagas avinhadas, minha mãe decidiu que era mui porco e que lixava muito e cortou-no. Cada vez que vou à sua casa, ainda o lembro. Agora tenho um na beira do “meu rio” e vários que vejo desde a janela. Polo São João, na minha vila, é tradição espetar polinhas de bieiteiro nos furacos das paredes, para proteger as casas dos maus olhos.
Tamém era mui utilizado polos rapazes de algum dia, que não tinhamos muitos brinquedos, para fazermos zarabatanas vaziando o miolo das polinhas pequenas e metendo na ponta os frutos verdes, soprávamos com força e assim davamos-lhe num olho ou onde quadrasse aos que passavam por diante.

Hans Christian Andersen, do que já falamos aquí há tempo, escreveu um conto sobre o bieiteiro do que gosto muito.
Intitula-se “Mãe bieiteiro”, ainda que eu-cousas das ditaduras-lim por primeira vez em espanhol como “Madre Sauco”.
È umha preciosa história que fala das lembranças…

Oscar Klever é o ilustrador.

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Umha flor ventureira que veu de longe.

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n0myem mais nem menos que das pradeiras da provincia do Cabo, aló na África do Sul.

Não sei em que tempo chegou esta planta a Galiza, mas eu lembro-a de toda a vida com suas flores de viva color pola beira dos rios e com suas folhas, cubria-se o chão nas procissões do dia de Corpus, quando se ía de cruzeiro em cruzeiro cheios de flores, por toda a vila, entre cânticos e bafaradas de incenso.

Agora, se digo a verdade, já não sei se se segue a fazer aquilo ou não, porque, para mim, há tempo que, por mor do clero, os rituais perderam sua mágia, polo vácuo significado que me transmitem as igrejas, em geral, querendo valeirar de contido os ritos pagãos da Terra, a vida e a morte nos que se asentam.

Bem. Pois,esta planta, que eu sempre chamei espadana, e, coma mim, os meus vizinhos, tem um nome difícil de atopar. Tive que pesquisar bastante para o conseguir.

Seu nome é Crocósmia, por mor do recendo a açafrão-crocus sativus- que tem suas flores estruchadas.

Não sei que tenha poderes curativos, mas é utilizada em jardins e recreia minha vista quando passeio à beira do rio.

Deixo-vos umhas imagens do “meu” rio. Digo meu, porque passa embaixo da minha casa.

Espero que gostedes:



E, para rematar, vou-vos mostrar como loce a crocósmia num jardim:

Um jardim de tipo inglês onde medra a carom de outras plantas sillvestres ou semi-silvestres que harmonizam com ela.

Contemplar a beleza tamém tem um grande poder de cura. Não é?

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Flores ventureiras V. A Malva

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al12col1.gif malva, ou malva silvestris, é umha planta que medra em todos os valados, beiras dos caminhos e campos baldios da Galiza. Sua imagem é inconfundível e todos os meninhos e meninhas do rural galego de arredor de cinquenta anos, temos comido algumha vez os “queijinhos”,os frutos da malva redondos, com as sementes bem postinhas arredor, como queijos diminutos. Era por aquel tempo no que tamém comíamos “pisotes” de amoras maduras com umha culher de folha de milho e logo lambíamos a pedra- a de base, e a de pisar-para não perder o suco das amoras que ficava metido entre os interstícios da pedra de grão, que já se sabe que a amalgama de seixo, feldspato e mica, não sempre era uniforme e o suco morado escorria por entre os desníveis.
Quando íamos com as vacas, sempre sabíamos quais eram as pedras dos “pisotes”, polas manchas avinhadas que mostravam. Tamém calculávamos com bastante bom critério a data em que o “pissote” fora feito e degustado.
Bom, pois tudo isto, foi porque as malvas evocaram as minhas lembranças infantís e para garantir que não têm toxicidade. Os frutos, garantido pola minha pessoa.

Segundo as informações da minha avoa, os banhos de assento com água de malvas -a água de ferver as flores da malva- eram muito bons para o pruído das partes assentadas.
Tamém para lavativas de limpeza e desinfecção do intestino.
A malva é umha planta que contêm muita mucilagem, essa substância gomosa que se encontra nos vegetais, e na malva dumha maneira especial muito abondosa.
Agora vou com o que dim os entendidos. Isto não posso o garantir, mas é informação que, em tudo caso, se deve de contrastar e consultar com que saiba por ter estudado o tema:

PROPRIEDADES MEDICINAIS DA MALVA
Emolientes: sempre que tenhamos grãos ou furúnculos, chagas, ulcera ou qualquer tipo de lesão na pele, as propriedades o mucílago contido nesta planta servirá para os ablandar. ( Cataplasma da planta mole machucada sobre a parte da pele afetada) (Também nos eczemas é muito conveniente aplicar uma compressa fria com a decocción de umha mancheia de folhas secas e flores por litro de água)

Cuidado dos olhos: Com o chá da planta seca pode-se realizar um colírio natural que sera muito útil em caso de ressecamento ocular.

Anticatarral,béquica, pectoral, garganta : . Rica em mucílagos, resulta ideal, pelas suas propriedades emolientes, para suavizar as mucosas do aparelho respiratório. Utiliza-se nas afecções dos processos respiratórios como tosse, especialmente de natureza seca, catarros, dor no peito, afonia, rouquidão, sibilancia, etc. . ( Chá durante 5 minutos de uma colherada de flores com duas folhas de eucalipto. Um par de xícaras a dia ) ( Em uso externo realizar gargarismos com esta preparação) ( gargarismos com a decocción das flores e folhas secas para a dor de garganta)

. (Chá durante 10 minutos de duas colheradas de folhas secas por xícara de água – dor no peito. Para aumentar seu valor protetor pode-se tomar com mel.)

Prisão de ventre: ( Decocción durante 20 minutos de 30 gr. de flores e folhas secas por litro de água. Tomar 3 xícaras por dia)

Inflamações da boca: ( Enxágües com a decocción durante 10 minutos de uma colherzinha de flores por xícara de água.)

PROPRIEDADES ALIMENTÍCIAS DA MALVA

A malva também pode consumirse como alimento. Conhece-se desde tempos históricos, pois já foi muito utilizada pelos Gregos e os Romanos, que a consumiam abundantemente misturada com outras verduras. A parte dos valores medicinais vistos anteriormente, é uma planta muito rica em vitaminas A, B, C, e E.

PROPRIEDADES COSMÉTICAS DA MALVA
Pelas suas propriedades emolientes, é muito utilizada em cosmética.

Tônicos faciais: Podem-se elaborar compressas para colocá-las sobre o rosto com a decocción de um punhado de folhas secas por litro de água. O líquido que resulta de ferver umha mancheia de flores também constitui um bom tônico facial.

Colheita e conservação: A primavera é a melhor estação para colher as flores antes que se tenham aberto. As folhas devem apanhar-se quando a planta se encontre bem florescida na primavera ou verão. Guardá-las em um recipiente seco e hermético.

Bem. Pois espero que gostasses da malva. Umha flor humilde, mas muito beneficiosa, polo que se ve.
Outro dia, mais.

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Flores ventureiras IV. O milefólio

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LMO.gif milefólio, mil-folhas ou erva dos carpinteiros, -milenrama em espanhol- tem o nome científico de achillea millefollium, que fai referência ao heroi Aquiles.

É umha planta que se da bem na beira dos caminhos e nos campos baldios e já Dioscórides, na Antiga Grécia, disse de ela:”E muito útil aquesta erva contra as efusões de sangue, contra as chagas recentes, antigas e efistoladas».

Já na Grécia antiga esta planta era utilizada na farmacopeia.

Hoje, na botica popular usam-se as cabeças florais ou corimbos em chá para lavar as feridas externamente.

Além disso, tem tamém a sua utilidade poética:

“Acha-se que o milefólio é uma planta poderosa para a magia alquímica do amor. Por isso na antiguidade fora das ervas mais prezadas pelas bruxas e feiticeiras.

Empregando-a junto com duas mentas diferentes: hortelá e poejo forma -se o melhor remédio para cicatrizar as feridas espirituais duma alma ou um coração destroçados por uma ruptura amorosa, um desengano, ou uma perda ou derrota importante mas muito especialmente a dilaceradora perda dum ser querido. Tomar um chá destas plantas três vezes por dia ajuda a agüentar estes com serenidade e equilíbrio, evitando assim as depressões e os desajustes nervosos que costumam ocasionar.

Ao não produzir sono nem diminuir as faculdades, resulta muito aconselhável para todas as situações que impliquem tensão, mas que requerem uma mente espaçosa e em plena forma, como ante um exame, uma prova ou uma entrevista de trabalho ou em qualquer ocasião em que nos encontremos ante alguém que alcance colocar-nos nervosos.”

É originária do hemisfério norte, Europa e Ásia,ainda que há quem opina que a sua origem é França e Bélgica, mas foi levada às Américas polos colonos, seguramente accidentalmente, e agora tamém é comum em América.

Suas propriedades são antiespasmódicas (camazuleno e flavonas), antiinflamatórias (camazuleno e aquilicina), antihemorroidal, adstringente, cicatrizante, antihemorrágico (azeite essencial e aquilicina). Além disso também lhe atribuíram ações emenagogas, estimulante digestiva, carminativa, colerética, antirreumáticas, antipiréticas, antineurálgicas e parasimpaticolítica.
Usou-se para múltiplos afecções: Febre, diarréias, regulador da menstruação, dismenorréias, menopausa, espasmos digestivos e uterinos, estimulante da secreção gástrica, hemorrágias, falta de apetite, vermífugo, neurose, convulsões, gota, reumatismo, litíase biliar, transtornos da circulação (varizes, hemorróidas, flebites), enuresis, etc.

Doses elevadas podem produzir dores de cabeça e vertigens. Existem pessoas alérgicas a dita planta.

Ainda que as plantas tenham muitas propriedades beneficiosas, nunca se deben de tomar sem serem dosificadas e preparadas por alguem com conhecementos específicos. Porque são como umha moeda de face dupla. Podem sanar, mas tamém provocar danos irreparaveis nos nossos órgãos vitais. Para manipular, primeiro hà que conhecer e na química, esse conhecemento pode significar mesmo a diferência entre a vida e a morte.

Se não queremos consultar a um entendido, de seguro que há muitos bons livros para conhecer e ir experimentando com as plantas de vagar, sem se expôr a nemhum perigo.

A mais comun é a de cor branca, mas tamém as há rosa e púrpura. Porém, as de color branca, são utilizadas nas coroas nupciais tradicionais desde há não se sabe quanto tempo.

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