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Iris

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s9ij eguindo com as flores que comezam a florescer do mês de Maio, hoje vou vos presentar umha flor muito linda e significativa.

Umha flor que significava vida e resurreição no antigo Egito.

As culturas indiana e egípcia utilizaram o íris como símbolo da vida e a ressurreição. Tutmosis III (1504-1450 antes de Cristo) criou na cidade egípcia de Karnak, para realizar a conquista de umha ampla faixa da Ásia Menor, um esplêndido jardim com as flores e plantas que trouxe de sua campanha guerreira e escolheu as espécies mais exóticas para representá-las em uma obra talhada em pedra para o templo de Anon. O íris foi uma das flores selecionadas.”

Que aparece nos muros do salão do trono do palácio de Knosos, na antiga Creta.


Mas já três mil anos atrás, em Knossos, um artista desconhecido criou uma pintura com a
figura de um rei em umha das paredes do grande Palácio. Quando terminou, quis rodear
sua obra de magnificência e boato e não se lhe ocorreu outra maneira melhor de honrar a
pintura do monarca que rodea-lo de umha pintura que representa um espesso fundo de iris
em flor.”

Que é o emblema da França desde o século XII e das casas reais com origem francês,como os Borbões.

A “flor de Lys”. Que pintaram muitos pintores do Renascimento e tamem das preferidas de Vincent Van Gogh.

Através de Luis XI, o íris passou a fazer parte também do escudo de armas da
família florentina dos Medicis e por extensão de Florença e à Toscana. Devido
ao impulso mediceo às artes, o íris foi amplamente representado nas pinturas
e esculturas do renascimento e, por influência, na pintura flamenga, alemã e
espanhola, chegando nos quadros de Vincent Van Gogh, que sentia debilidade por esta
flor.”

Umha flor que tem multitude de variedades. Eu vou vos mostrar as que eu plantei este ano no meu horto.

São iris bulbosas. Tamem as há rizomatosas, mas essas são das beiras dos rios e lugares húmidos. As da pintura de Van gogh pertencem e essa espécie.

Eu plantei os bulbos na terra, alá polo mês de janeiro, e agora velaí estão, florescendo.

Para o ano que vem, volvem a medrar e mesmo pode que os bulbos filhem e deam mais flores ainda.

Sairam de várias cores e, como são moitas, fixe este slide para que as vejades todas sem ocupar tanto espaço.

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Maio

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m9qgaio, para os que moramos e vivemos no hemisfério norte do planeta, é um mês mágico e especialmente fermoso.

A mãe terra, a deusa dos nossos antepassados pagãos, revive em todo seu esplendor e floresce com flores que são promesa de colheitas abundantes e gorentosas frutas.

Tamem aparecem outras flores, que ornam de beleza os campos, ou os nossos hortos e jardins, e que são umha garantia de que, a traves das suas sementes, a vida seguirá outro ano mais, alem do escuro e frio inverno que volverá, inexorável, quando o sol mude sua rota polo céu.
É tempo de terras lavradas, sementeiras de milho e patacas, carretadas de esterco e pássaros a dispor seu ninho.
Tamem de pássaros imigrantes, andorinhas que revoam diante da janela, sem tocar nunca o chão.
Sei que em toda Europa celebram a festa dos Maios. Hoje vou vos explicar como a celebramos na Galiza.
Polo primeiro de Maio, na parte Sul da Galiza, elaboram-se maios, umhas esculturas cónicas,com um armação de paus, e cubertas de ramos e flores.
Os moços e moças vão polas portas com o maio, cantando cantareias, e nas casas dão-lhe dinheiro ou lambetadas e peperetes.


Nas escolas tamem se vive a tradição dos Maios

Alem disso, esse dia primeiro do mês, colocam nas portas e nas paredes das casas, ramos de gesta estoupando de flores amarelas, para que a gente da casa não se “amaie” como as castanhas que se gardavam no cabaço no mês de novêmbro, para comer canda a talhada de porco salgado, antes de virem as patacas das Américas. Ainda me consta que há zonas da Galiza interior, que seguem a gardar e a comer castanhas “maias” com a carne do porco nas invernias, quando ficam ilhados pola neve, aló, nas paragens de montanha de Lugo e tal vez de Ourense.
Estes ramos de gesta, tamen se põem nos carros, e vão todo o dia com eles, para convocar à boa sorte.
A igreja celebra tamem o mês das flores, substituindo à deusa mãe pola Virgem Inmaculada, vestida de azul e branco, com a lua aos seus pés, e as doze estrelas dos doze meses, coroando sua cabeça.
Os templos enchem-se de flores, arrecendos e cánticos, no mais puro estilo pagão.
Amanhã contarei algo mais de como se celebra o maio em outros paises.
Hoje vou vos deixar umhas imagens deste Maio eiquí, em Vimianço, desde a minha janela e na horta:

As primeiras flores que vos vou deixar, são as rosas. Agora, em Maio, chegam esplendor.

Estas que vem agora, são rosas silvestres, mas que tamem se utilizam em jardins.
A primeira, é umha rosa Banskia. Umha rosa de cor branca, que floresce das primeiras. Não tem aroma, mas seus caules trepadores sobem por muros e árvores e tem umha cor branca dente de marfim. Florescem agrupadas em ramos. Eu sinto um carinho especial por esta roseira. Na casa de minha mãe hà umha que se plantou quando eu nasci.
Velaí as imagens das fotos que lhe tomei :

A rosa Centifolia, esta muito perfumada e tem cores e tamanhos diferentes

As rosas centifolias, são muito aromáticas e utilizam-se para fazer os perfumes mais esquisitos.

Em Marrocos, Bulgária ou França– Grasse- cultivam-se em grandes extensões.

Quando eu vivi em Marrocos, um primeiro de maio, viajamos a umha vila entre Marraquech e Erfoud, que se chama El Kelaa M’Gouna. Alí, nas gorjas do rio Dadés, no val das rosas, cada primeiro de maio fazem o festival da recolhida. Todo o val arrecende a rosas, as moças vestem-se e põem coroas. È muito fermoso de ver.

Com essas rosas, preparam água de rosas, que em Marrocos utilizam para perfumaria, beleza e mesmo remédios para a saúde.

Bom. Espero que gostasses das rosas que vos trouxe hoje.

Amanhã seguiremos falando de rosas, flores e cousas do maio.

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Primeiro de maio

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Hoje é a festa do Primeiro de Maio. A festa na qual lembramos a todos os trabalhadores e trabalhadoras que lutaram pelo reconhecimento de seus direitos e sua dignidade. Às vezes, a conta da sua própria vida.
Graças a eles, hoje temos jornadas trabalhistas, férias, salário base e todas essas coisas que custou sangue arrancar ao capital.
Hoje fica já pouca consciência que ser trabalhador ou trabalhadora é algo importante. Hoje só importa ser consumidor e ter mais poder aquisitivo para consumir mais, e não importa a maneira digna, ou indigna, de conseguí-lo.
As grandes multinacionais voltaram a implantar a escravidão, mas parece não importarnos, sempre que possamos seguir comprando e consumindo coisas que, na maioria dos casos, não necessitamos.
Em função disso, esquecemos a solidariedade, a consciência de classe, o internacionalismo, e preferimos a globalização do consumo, mesmo que para isso, tenham que morrer irmãos nossos, trabalhadores tamem, nas duas terceiras partes do mundo.
Seria suficiente informar-se um pouquinho melhor de onde procedem os produtos que compramos, induzidos pela propaganda midiática, e chegar até sua origem.
Talvez assim abríssemos os olhos à realidade que não se vê,mas que afeta milhões de seres humanos com os mesmos sentimentos e sonhos que nós mas com muitas mais carências e falta de proteção.
Em memória daqueles primeiros trabalhadores, pioneiros que o deram tudo por seu sonho, deixo-lhes a letra da INTERNACIONAL, o hino de todos os trabalhadores do mundo. Ensinou-me minha avó quando eu era criança. A meu avô o tinham fuzilado por sindicalista, acusado de promover uma greve junto com oito de seus companheiros.  Levaram-os em um caminhão às seis da manhã do 9 de dezembro de 1.936 e às seis e meia, o mesmo camião descarregou seus corpos no cemitério da Corunha onde minha avó e o resto de mulheres os esperavam.
Vai por eles:

A INTERNACIONAL

Em cima, párias da Terra.
De pé, faminta legião. 
Atordoa a razão em marcha,
é o fim da opressão.

Do passado é preciso fazer pedaços,
legião escrava de pé a vencer,
o mundo vai mudar de base,
os nada de hoje tudo hão de ser.

Agrupémonos todos,
na luta final.
O gênero humano
é a internacional.
Nem em deuses, reis nem tribunos,
está o supremo salvador.
Nós mesmos realizemos
o esforço redentor.

Para fazer com que o tirano caia
e o mundo servo libertar,
sopremos a potente forja
que o homem livre há de forjar.

Agrupémonos todos,
na luta final.
O gênero humano
é a internacional.

A lei burla-nos e o Estado
oprime e sangra ao produtor.
Dá-nos direitos irrisórios,
não há deveres do senhor.

Basta já de tutela odiosa,
que a igualdade lei há de ser,
somente deveres sem direitos,
nenhum direito sem dever.

 

Agrupémonos todos,
na luta final.
O gênero humano
é a internacional.

A tradução ao galego-português, é minha, porque minha avó cantava-a em espanhol, que era  o que havia na Galiza espanholiçada. É umha versão da Internacional muito antiga, que nunca volvi a ouvir.

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