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Mais umha vez

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Vou aclarar um bocadinho o fio esse das uito cousas das que gosto.

Porque o senhor Ninsesabe enredando, enredando, faz-me cavilar em que cousas me fazem sentir bem.

Faz-me sentir bem a gente que vive na circunferéncia, na linha que bordea o círculo do estabelecido, porque na circunferéncia ficas entre os dous mundos :O do círculo e o do espaço exterior a ele. Tés a oportunidade de ver outras cousas que não vem os que ficam trepando ou correndo cara o centro. Tés, em definitiva, liverdade, a primeira cousa importante para mim.

Também há o tema da felicidade para toda a gente. Mas, a felicidade, só existe na presença do amor. Por esso é tão importante para mim afrontar a vida e cada umha das suas concreções momentaneas com amor, para assim ter umha visão mais ampla e um maior conhecimento da realidade. Só se conhece o que se ama e se restringes o amor a poucas cousas, poucas cousas has conhecer .

Para ilustrar todo esto que vos digo, vou-vos deixar um video que o explica. Poderia pôr outro calquera, mas este é bom para compreender, porque tem os dous elementos: A vida na circunferéncia e o respeito, a empatía -base do amor- e a alegria. Aperta.

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Sobre mulheres, culturas e fóbias

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Estes dias apareceu nos tele-jornais umha nova estarrecedora.

Umha moça de etnia kurda, umha adolescente de 17 anos, apedreada pola sua família e vizinhos por se mudar de religião ao Islão.

Normalmente é a religião islámica e a cultura que a arrodeia a que tem a sona de apedrear às mulheres, fazer ablações de clítoris e demais aberrações que sofrem as mulheres de todo o mundo.

Mais olhai senhoras e senhores que seguides “O escunchador”.

Uns capítulos mais atrás olhavamos a Olimpia de Gouges guilhotinada pola laica, liberal e civil Revolução Francesa, tão adorada. Só por pedir os mesmos dereitos para as mulheres que figuravam na declaração de “Dereitos do Cidadão” dada pola revolução.

Também como, durante a República espanhola, havia mulheres de esquerdas, inteligentes universitárias, que se opunham ao voto feminino por o considerar, a priori, mais consevador.

Cada dia sabemos de algúm homen que ainda não fui quem de asumir que as mulheres somos pessoas e não objectos da sua propriedade. Por esso as acuitelam, queimam, desfiguram ou lhe fam a vida iumpossível-Ou minha, ou de ninguém-.

Tudo esto, vem a que a questão das mulheres e os seus problemas, não sao património de nemhumha cultura, étnia, religião ou ideologia.

São fruto do machismo arraigado no inconsciente da humanidade após de tantos anos de sociedades patriarcais.

Mentras não asumamos esso, o único que faremos será pôr balões fóra, botar-lhe a culpa a outros, fomentar a xenofóbia gratuita e contribuir a que o problema se enquiste cada vez mais, no Kurdistão, em Nigéria ou entre nós, que tanto tem.

As mulheres que cada dia são maltratadas, humilhadas e até mortas pola mentalidade patriarcal déspota e absolutista, sofrem o mesmo em quaisquer parte do mundo.

Outra cousa é a existéncia de leis que nos protejam e aí, sim que as mulheres europeias somos privilegiadas, porque a nossa sociedade tem leis mais justas que as de outros paises, onde o patriarcado ainda não evoluiu a nível político.

Mas, não nos enganemos. A violéncia contra as mulheres não é património de culturas, religiões ou étnias.

É únicamente umha consequéncia das ideias patriarcais e machistas que a humanidade indoeuropeia e as culturas que gerou, vem arrastrando dende que os primeiros guerreiros procedentes das Mesetas Centroeuropeias e Asiáticas, e logo as ideias semíticas, patriarcais também, invadiram às culturas matrilineais da Natureça, a Fertilidade, a Terra mãe e as cidades sem muros arredor, como as de Creta, ou Mohenho Daro , na India.

Mentras não nos libremos da mitologia homérica, com seus herois guerreiros, sanguinários e únicamente varões, e os consideremos simplesmente umha etapa da história,assim como das ideias represoras da sexualidade feminina das culturas semíticas, nunca chegaremos as mulheres a ficar a salvo da violéncia.

Nem tampouco os povos mais febles, indefensos e menos preparados para a guerra do planeta.

Nem sequer o Planeta fica a salvo. Porque a filosofia homérica, após dous mil anos e pico, chega a tal ponto de justificar explossões nucleares no mesmo útero da terra, sem respeitar sequera à mãe universal que nos nutre e nos agasalha com seus frutos e sua beleça.

Agora jà andam matinando em ir embora para outros planetas quando rematem com este.

Nas nossas mentes fica a solução a tanta desfeita. Respeitar o feminino e às mulheres, pode significar a salvação e a evolução da nossa sociedade cara maiores cotas de liverdade e felicidade. Para esso, só hà que mudar o “chip”.

É difícil mudar umha pauta de miles de anos, mas não impossível.

As mulheres de todo o mundo tem que tentar equilibrar a balança,e esso é possível dentro de quaisquer cultura, religião ou étnia.

Só hà que minar as pedras dos alicerces da sociedade. Pinga a pinga. Como a àgua.

A àgua é o elemento feminino por exceléncia. A àgua; os fluidos, a persisténcia.

Assim é como o mar fura a pedra. E a desgasta até a tornar areia dourada.

Ou bate com força contra os cons da ribeira até os fender.


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As “Adelitas”

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Jà que falamos de “La Llorona”, como personagem mítico, agora imos falar dumhas mulheres reais e verdadeiras que todos cantam mas que quase ninguém conhece.

As “Adelitas”.

Quando eu escolhi o nome de Adela para a minha primeira filha, nao conhescia esta história, mas o tempo traz tantas cousas e aprendemos tanto ao longo da vida, que só por esso, merece ser vivida.

Velaí a história das “Adelitas”:

A primeira “Adelita”, fui umha mulher que participou na Revoluçao Mexicana do 1910.

Seu nome real era Altagracia Martínez, e pertencia à clase alta da Cidade de México.

Simpatiça com a Revoluçao e une-se a ela, sendo baptiçada como Adelita polo General Francisco Villa, mais conhecido como Pancho Villa , e o coronel Rodolfo Fierro.

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Esta mulher fui asassinada por mandato dum tal Pascual Orozco, mas o nome Adelita ficou para todas as mulheres que participaram em aquele movemento armado e revolucionário.

Image21.jpgTren militar com “Adelitas”, fotografia do arquivo Cazazola

 

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As Adelitas as quais erão parte fundamental da revoluçao, tem funções de enfermeiras, telegrafistas, despachadoras de comboios, correios,espias, enlaces, abastecedoras de armas, propagandistas das ideias revolucionárias, combatentes, e ocupando postos de mando, também estaban as coronelas:

  • Carmen Alanis, que se levantou em armas em Casas Grandes, Chihuahua, e participou na toma de Ciudad Juárez com trescentos homens ao seu mando.
  • A coronela Juana Gutierrez de Mendoza
  • A China, que comandava um batalhão formado polas viuvas, filhas e irmàs dos combatentes mortos.
  • Dolores Jiménez Muo,Coronela, Redactora do Plano Político e Social que desconhece ao régimem porrfirista; redactora do diario liberal “Diario del hogar” e participante de “Las Hijas de Cuauhtémoc”.

Cada 20 de Novembro, quando se celebra o aniversário da Revolução Mexicana, as meninhas vestem-se de “Adelitas”, para lembrar a estas mulheres revolucionárias.

Kids in Rev clothes1

Insurrectos_&_their_women,_Mexico_(LOC)

A canção das Adelitas.

Também hà desfiles de “Adelitas”em todas as cidades

adelitas-reuters

E algo curioso que pervive no folclore de México:

As “Escaramuzas”. Concursos de amazonas habilhadas de Adelitas que que em cada cidade, tem suas asociações.

 

As Adelitas seguem vivas, como podedes ver.

.A minha:


ma y adela

 

ADELITA 

En lo alto de la abrupta serrania,
Acampado se encontraba un regimiento,
Y una moza que valiente lo seguia
Locamente enamorada del sargento 

Popular entre la tropa era Adelita,
La mujer que el sargento idolatraba,
Porque a mas de ser valiente era bonita,
Que hasta el mismo coronel la respetaba

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:

Que si Adelita se fuera con otro,
La seguiria por tierra y por mar;
Si por mar en un buque de guerra,
Si por tierra en un tren militar

Una noche en que la escolta regresaba
Conduciendo entre sus filas al sargento,
Por la voz de una mujer que sollozaba,
La plegaria se escucho en el campamento

Al oirla, el sargento, temeroso
De perder para siempre a su adorada,
Ocultando su emocion bajo el embozo,
A su amada le canto de esta manera

Que si Adelita se fuera con otro etc.

Y despues que termino la cruel batalla
Y la tropa regreso a su campamento,
Por las bajas que causara la metralla
Muy diezmado regresaba el regimiento 

Recordando aquel sargento sus quereres,
Los soldados que volvian de la guerra
Ofreciendoles su amor a las mujeres
Entonaban este himno de la guerra:

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria:

Y si acaso yo muero en campaña
Y mi cadaver lo van a sepultar,
Adelita, por Dios te lo ruego
Con tus ojos me vayas a llorar 

Y se oia que decia
Aquel que tanto la queria....
Y si Adelita fuera mi novia,
Y si Adelita fuera mi mujer,
Le compraria un vestido de seda
para llevarla a bailar al cuartel

Y si acaso yo muero en la guerra,
Y si mi cuerpo en la sierra va a quedar,
Ahy, adelita, por Dios te lo ruego,
Que por mis huesos no vayas a llorar. 

Si Adelita quisiera ser mi esposa,
Si Adelita ya fuera mi mujer,
Le compraría un vestido de seda
Para llevarla conmigo al Edén.




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Último Capítulo. Feminismo

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No ano 1949, Simone de Beauvoir, publica “O Segundo sexo”.

As mulleres tinham acadado em Europa-de Espanha nem falar- a igualdade legal, mas nao a social e individual.

Por outra banda, a estadounidense Betty Friedan funda a NOW : National Organitation for Women, que reivindica reformas para a inclusao da mulher no mercado laboral e em postos públicos:

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Nos anos Sessenta, aparez o Feminismo Radical:

*Movemento de libertaçao da mulher

*Divissao entre “feministas” e “políticas”

*Forte opossiçao anti-sistema.

Maio do 68 fui um revulsivo e, ao tempo um cataliçador de movementos de libertaçao feminina.

Na actualidade, a situaçao da mulher, é, em certo modo, “O Problema que nao tem nome”

Porque as leis mudarom, e mudam, mas as mentalidades e o dia a dia das mulheres, ainda arrastram aqueles prejuiços e aquelas inseguridades fronte ao feminino que introduziram os invasores indoeuropeios e as religioes semíticas.

Até quando?

Persoalmente, penso que as mulheres de cinquenta anos para acá, fixemos a revoluçao silenciosa mais grande da história de Europa, partindo de nós mesmas, fazendo-nos donas da nossa liberdade sexual, económica e intelectual.

Mas ainda ficam muitas a sofrer e a luitar por sairem da escravitude.

E melhorar a sociedade:





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A Segunda República. A mulher na política

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No 1918 cria-se ANME -Asociación Nacional de Mujeres Españolas-

Em Maio do 1921 primeira manifestaçao pro -sufragio en Espanha.

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Mas as primeiras sufragistas nao conseguem o voto para a mulher.

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Com a instauraçao da II República, as mulheres deputadas no parlamento republicano, dividem-se em duas opçoes contraditórias.

Por umha banda, duas mulheres instruidas, pertencentes à burguesia,

Margarita Nelken e Victoria Kent ,

Ambas de partidos de esquerdas, rejeitam a possibilidade do voto feminino, por considerar que as mulheres, pouco instruidas e conservadoras, iam ser um lastre à hora de votar partidos de esquerdas.

Margarita Nelken

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Victoria Kent

Por outra,

Clara Campoamor,

também deputada, asumiu a defensa do voto feminino e do trato legal paritário para homens e mulheres.

Ao fim, trunfou a tese sufragista, e, quando se aprova a

Constitución de 1931, 2ª República, consegue-se um enorme avance na luita polos dereitos das mulheres:

  • Matrimónio Igualitário
  • Dereito ao Divórcio
  • Obrigas dos pais a respeito de seus filhos

O Fraquismo posterior, botou por terra tanta justiça de género, mas o voto feminino mantivo-se, ainda que nao houber nada a votar, na realidade.


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Mulheres galegas. Sempre avante

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A Sociedade espanhola do século XIX, com escaso desenvolvemento industrial, padecia umha forte jerarquiçaçáo de género, amais dumha forte influência e poder da Igreja.

A prática política ficava limitada a umha minoria social, dado que o sufrágio nao era universal, mas censitário, com o qual só votavam os mais relevantes social e económicamente. A cada passo, havia pronunciamentos do ejército, e a adulteraçao das eleiçoes era prática comúm.

Como podedes ver, umha sociedade da que vimos e que pode explicar muitas cousas ainda no presente:

“Desses pousos, vem estas borras”-

As primeiras feministas, exigem:

Reconecemento de seu rol social e

Dereitos Civís.

As figuras mais importantes na defensa dos dereitos das mulheres na época, foram duas mulheres galegas:

Emília Pardo Bazán

Concepción Arenal.

Cada umha luitou em frentes diferentes polos dereitos das mulheres na Espanha escurantista do século XIX.

Convido-vos a aprofundar nas suas biografias e atitudes. Erao duas mulheres inteligentes e valerosas.

No eido da educaçao , xordem avances como a

“Institución Libre de Enseñanza” e o

“Krausismo”.

Mas essas erao correntes minoritárias. A Escola seguia transmitindo o papel da mulher “Anjo do fogar” e no século XIX o analfabetismo feminino era do 70%.

 

Flor Fina, qiue ainda que seja tabaco, também valia para a mulher, outro bem de consumo mais.

Até o 1910 nao se reconece o dereito da mulher à Educaçao Superior.

Se todas essas dificultades tem as mulheres ricas, com possiveis para estudar, que nao seria das pobres e filhas de labregos, nossas bisavoas…

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Movementos operários. A Mulher Trabalhadora

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Os Movementos sufragistas e feministas são de procedéncia burguesa.

Aparição do socialismo fortemente misógino (Proudhon) em seus começos.

•Em troques,para Engels: A dominação de clase equipara-se à dominação da mulher polo homem.

Marx e Engels:

    • –A emancipação da mulher só se alcanzará tras a liquidação do capitalismo

    • –A Luita das mulheres debe se subordinar à luita de clases.

    • –A igualdade política entre os sexos é umha condição necesária para a plena emancipação da sociedade

  • –Emancipaçãofeminina = independência económica fronte ao varão.

August Bebel

–dirigente socialista alemã teórico marxista escreve especificamente sobre a mulher “A mulher e o socialismo” 1879.

Clara Zetkin 1857-1933

–A grande propulsora do feminismo na II AIT.

–Auspicia a Primeira Conferencia Internacional de Mulheres Socialistas. (174.751 afiliadas en 1914).

Rosa Luxemburgo

    • –Polonesa. Participa desde muito jovem en movementos operários e estudiantís em su pais.

    • –Fugiu a Suiça, e alí contata com marxistas rusos alemaes.

    • –Participa na fundação do Partido Socialista Polonês.

    • –Emigra a Berlín, e entra no PSD.

    • –Enfrenta-se aos revisionistas do PSD, como Berstein.

    • –Rebate as teses de Marx sobre as crises cíclicas do capitalismo: O capitalismo nutre-se e amplia seus mercados a través da política colonial.

    • –Volve a Polónia onde é levada a cadeia por suas atividades.

    • –Publica en 1913 “A acumulação do capital”, onde questiona a capacidade de evoluçao do PSD.

    • –Estala a 1ª Guerra Mundial abandona o PSD polo seu apoio ao ejército.

    • –Con Karl Liebknecht funda a Liga Espartaquista

    • –Tras a manifestaçao do 1º de maio contra a Guerra é detida de novo.

    • –Permanece na cadeia até o final da guerra.

    • –En 1918 dirige o jornal “Die Rote Fahne

  • –Em Janeiro de 1919 fui arrestada polos freikorps, junto con Liebknecht, sendo ambos asassinados .
  • O seu corpo, aparesceu dias mais tarde, aboiando num canal .

Esta mulher miudinha, frágil, algo coxa, fui a verdadeira heroina do século XX emquanto à luita por defender suas ideias fronte aos mais fortes, mais reconhescidos, até pagar com sua vida.

Klara Zetkin e Rosa Luxemburgo dando um passeio

    

            Alguém poderá pensar que se pode falar mais de todo esto, mas jà vos dixem ao começo, que eu nao conto a História, só histórias, para que, o que fique interesado, possa investigar mais pola sua conta.

A ver se esto sai na Blogaliza, que levo um mes sem sair na portada.

Saudaçoes para tudos os que venhás de visita.

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