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A Torre

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16t.jpg aclearglitterTwistedly.gif berry10_1.gifTorre é o arcano número XVI do tarô.

Vem representada como a imagen dumha torre coroada que é golpeada por um lostrego.

A torre vem abaixo com a descarga e duas pessoas, que se supõe que fivavam là, dentro, saim lançadas ao chão.

A feitura da torre é de pedra, sólida, rematada por umha coroa.

Dentro, as duas pessoas sentem-se tranquilas, seguras de que ninguem pode entrar na sua fortaleça, onde permanecem, sentindo-se poderosas, ailhadas do mundo exterior.

Mas velaí que as forças que regem a vida não sabem de torres, nem de coroas, nem de farrapos de gaita.

Assim entram, sem avisar, con tanta violência que rompem a torre, guindam a coroa ao chão e as duas pessoas saim despedidas como bonecos no vento, sem poderem fazer nada por manter sua posição.

Muitas vezes ferchamo-nos na torre do nosso ego, sentimos que somos melhores, ficamos com o coração ocupado totalmente por essas cousas que nos parecem importantes: Os negócios, o dinheiro, o status social…Só nos relacionamos com gente da nossa talha social, empoleirtados na torre da nossa prepoténcia.

Esquecemos que temos um fio de união com o resto do mundo, que o status, o poder econõmico, a situação que vivimos é só circunstancial. Na realidade, somos o mesmo que um inmigrante quer pretende fugir do seu pais para cumplir seu sonho, ou dum meninho que vive numha aldeia da montanha rifenha, sem água corrente, e tem que carrexar as garrafas da fonte, com seu burrinho.

Que, se olhamos nos olhos dos mais pobres, míseros ou desherdados da fortuna, atoparemos as mesmas arelas de ledícia, a mesma necesidade de agarimo, a mesma dor…

Quando esto se produz, porque cai a torre do ego, da máscara, da fachada que imos construindo fronte aos demais, então caemos ao chão, e sentamos na erva, a carom da terra, e sentimos o coração libertado do muro que nos separava dos demais.

Então já não imos polo mundo como extraterrestres que precisam da sua nave nodriça. Então o mundo é nosso, e nós somos o mundo.

E compartimos empatia, solidariedade e confiança na inocência de tudos os que nunca nos fazem mal. Perdemos para sempre os pre-juiços, o medo ao diferente.

Deixamos de ser personagens, para sermos seres humanos.

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O Pendurado

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O Pendurado é número XII dos arcanos maiores.

Na imagem observamos a um homem, pendurado polos pés, dumha corda sostida nas raices de duas àrvores.

Tem a perna esquerda formando um triángulo por detrás da dereita, os braços detrás do corpo e a cara tranquila.

O pendurado simboça aqueles momentos da vida na que umha pessoa tem que lhe dar volta às suas atitudes, às suas tendéncias e mesmo à sua escala de valores.

Tem que deixar de viver no ar da ficçao superficial e sujeitar os pés à terra, às raices que simboliçam a Natureça, a vida no seu senso mais auténtico e inverter todos os seus esquemas vitais.

É um naipe de renovaçao interior, de conexao com a vida, de mudança a nível mental e atitudinal.

É o mito de Odim, pendurado da àrvore da vida Ygdrasil, da que aquí jà falamos antes.

Hà que ter o valor suficiente, em certos momentos da vida, para mudar os chips do reconhecemento dos demais, da imagem social, e de todas essas cousas que tanto nos preocupam, para volver a ser nós mesmos, com todas as consequências.

Os que nos abandonem, será porque, em realidade, não nos queriam a nós; só a umha imagem de nós reflectida num espelho falso.

mariposas

A imperatriz

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A imperatriz é a carta número três do tarô.

O Número tres, é o da vida: O um mais o dous,que ficam sós, num princípio, dão lugar a um terceiro, resultado da suma e a união, na sequéncia da vida, que vai evoluindo a partir dum princípio, e subindo, chanzo a chanzo, pola escala da evolução, tanto na sua manifestação externa, no mundo físico, como interna, no micro-cosmos que somos cada um de nós, numha linguagem simbólica.

Se observamos a carta da imperatriz, podemos percever muitas cousas que tem a ver com símbolos da nossa psique, coma em todas as cartas do tarô.

Assim como o emperador representava o mundo masculino de cada um ou umha de nós: O ánimus, emprendedor, pragmático e racional, preocupado polas posessões materiais, a figura da imperatriz é totalmente diferente.

Aparece de frente, sentada numha postura acolhedora, receptiva,olhando cara o lado esquerdo, o do mundo emocional, dos sentimentos e da fertilidade criadora.
Com a mão dereita tem bem agarrada a águia, símbolo do elemento água, em sinal de aceptação e valoração do mundo interior e das emoções e sentimentos que em suas águas se produzem.

O cetro, porta-o na mão esquerda também, mesmo inclinado cara esse lado. Porta-o com soltura, sem se aferrar ao poder que lhe confire, mas como manifestação do seu reinado sobre o reino da vida, da criação, da imaginação.

Sua cabeça, vai coroada, mas a coroa não chega a tapar seus cabelos, que se estendem por seus ombreiros como símbolo de feminidade.

Detrás do seu trono, não parece haver nada, porque ela vive, sem se preocupar de refleixoar o que pode haver detrás.

È um símbolo da ánima, o lado feminino, emocional, criativo e fértil do ser humano.

A nossa sociedade occidental, neo-liberal e capitalista, não faz muito caso da imperatriz, nem a valora muito.

Mas nós, a gente comúm,e sobre tudo as mulheres, e mais ainda as mães, conhecemos melhor a imperatriz, dadora de vida, emocional, apaixoada por viver e acolher.

Tal vez os senhores varões deberam de reconher a sua imperatriz interior, para expressar melhor suas emoções, seus sentimentos, asumir o papel de progenitores e cuidadores dos seus filhos, olhar algo mais cara o lado esquerdo, que é o do coração e não ficar tão rígidos sentados no trono do emperador, com as pernas cruçadas formando o número quatro, dos negócios e as posessões materiais.

Um equilíbrio e umha assunção por parte de tudos de cada arcano, pode ser umha boa maneira de descubrir a riqueça de possibilidades que atesoramos no nosso interior e a felicidade de sermos mais completos.

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O emperador

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O emperador é a carta número quatro do tarô.
Na numerologia, o número quatro fica unido aos símbolos da matéria, do mundo material.

Aplicado às pessoas, significaria autoridade, poder e posessões.

Cada motivo que aparece numha carta do tarõ tem um significado simbólico, que serve de pauta para comprender melhor todas as forças que andam em dança no nosso interior, e como todas debem de ficar em equilíbrio e harmonia, se não queremos ser dominados por elas.
O emperador, o número quatro, significa o ánimus, ou elemento “masculino” que toda pessoa guarda em seu interior.
Todos os motivos que aparecem no dessenho, tem sua razão de serem là, se examinamos um por um:

O emperador, não fica de pé, mas sentado nun trono que na parte inferior leva umha águia.
A águia é o símbolo do elemento água, à sua vez símbolo dos sentimentos, da afectividade e das emoções.
Logo, o emperador, fica por acima das suas emoções, que não desaparecem, mas ficam relegadas à parte inferior da sua realidade, sem ter um papel relevante em ela.
No mesmo senso, observamos que , na figura, predomina o lado dereito sobre o esquerdo:
A perna dereita sobre-pôm-se à esquerda e o braço dereito é o que sostém o cetro: A atitude das pessoas ou dos momentos regidos pola razão, o sentido prático e o pragmatismo.
Na parte inferior da carta, aos pés do emperador, agromam umhas ervinhas, a vida natural, a natureça, mesmo a sua própria condição de ser que pertence ao mundo natural, mas ele não as ve porque, simplemente, não as mira. Fica com a vista no frente, impassível, sostendo o cetro com o orbe do mundo, e a coroa que lhe cobre toda a cabeça. Coma se essa sensação de poder e autoridade, não deixasse lugar para outros pensamentos.
Assim fica estático, majestuoso,seguro de si mesmo e do seu papel no jogo da vida…
Tudos, de vez em quando, precisamos do sentido prático e da autoridade do emperador. Cada carta do tarô e um arquetipo das nossas forças interiores e, observándoas com atenção, são coma um máster de sabedoria pessoal.
Mas também hà pessoas que ficam atrapadas no emperador e a força do arcano, não as deixa avançar em sua evolução pessoal.
Ficam toda a vida apegadas ao interese, à ambição, aos desejos de poder e domínio e, atrapados no arquetipo, não são quem de seguir o caminho polo resto dos arcanos, até completar a via da vida vivida em todas as suas facetas e situações anímicas, que é o verdadeiramente arriquecedor e o auténtico sentido da vida, como umha viagem polas possibilidades que se nos oferecem em cada momento.

Seguramente estes personagens tem muito a ver com o post de onte.
A tv, a imprensa e os meios de informação, em geral, ficam cheios de emperadores atascados no número quatro.

Coma velainhas atrapadas pola luz do farol .

farola

A morte

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A morte é a carta número XIII do tarô. E o arcano da verdade descarnada e desprovista de ornamentos, que, com sua gadanha, corta as cabeças coroadas de vaidade e pompa. Tudas caim diante dela, e rolão polo chão, onde já começão a gromar as ervinhas novas.

A morte não é um arcano de morte física, ou detruição do ser. Só morre o que não paga a pena conservar. As coroas que tanto pesão, e os avios que tanto custa soster. Há momentos na vida em que há que soltar lastre e deixar que morrão aquelas cousas que nos tem enganados e pressos na ilusão das apariéncias, e não deixão agromar a verdadeira vida, as ervinhas ventureiras que, de ter espaço para medrarem, chegarão a florescer e a dar frutos e semente de vida nova.

A morte é o fim dum ciclo, para encetar outro. Um deixar atrás tudo o que nos coarta, nos arrastra com seu peso e nos impede sentir a vida tal como ela é, em cada momento.

É um dos arcanos mais positivos do tarô, e o mais transformativo,sempre que tenhamos o valor de nos desfazer do que não é verdadeiramente importante , e deixemos que morra em nós o que não é inmortal. Porque, ao fim, e ainda que o demoremos, tudo esso acabará morrendo e nós mesmos morreremos por dentro a medida que se esvaecem as ilusões sem substáncia tras das que corremos.

pensamentos

O sol

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O sol é o arcano número XVIII do tarô. Em ele aparecem duas pessoas dentro dum muro.

Ficão soas, ailhadas do resto do mundo por esse muro que simboliça a intimidade, o espaço próprio que lhe pertence.

Das duas pessoas , umha fica vestida, e a outra espida, e semelha que se estão a re-conhescer, a fazer confiança.

Enriba, o sol ilumina toda a cena,irradiando sua luz, sua calor, mas também chorando bágoas sobre as duas pessoas.

É um arcano que significa que a pessoa entra dentro de si mesma, para descobrir e encontrar-se com a sua propria alma, ou psique, oculta pola máscara de cada dia.

Este encontro produze-se com harmonia. Ambas duas partes reconhecem-se. O logos, ou a razão, deixa que a psique, ou o inconsciente, se achegue, e mesmo se abração, numha união que porá fim às lutas e contradicções entre coração e cabeça que vinhão repetindo-se ao longo da vida.

O sol, a luz, preside o encontro, ainda que não todo é felicidade. Também as bágoas se derramão sobre os amantes-amigos-que se re-encontrão.

Tal vez as bágoas polo tempo no que estiverom na distáncia, olhando-se com desconfiança, sem se deixar levar um polo outro, polo medo a se perder se se ceivavam das cadeias da ilussão de dualidade.

Pola tristeça e a soidade de se sentir incompletos, separados em dous, quando, ao fim, erão um só.

É pois, um arcano de auto-conhecemento e auto-realiçação, presidido pola claridade e a auto-confiança.

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O mundo

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O mundo é o derradeiro dos arcanos maiores. O número XXI. Em total, são vintedous, mas o tolo é o número O.

O arcano do mundo, representa um dançarim nú, com atributos de homen e de mulher, um andrógino, um ser que tem superado o conceito de polaridade e asume em si mesmo todos os conceitos em apariéncia contraditórios, mas no fundo, componhentes da realidade na que nos movemos.

Na mão porta o cetro do poder sobre si mesmo e sobre a realidade. O cetro da seguridade de saber-se livre de prejuiços , de medo e de culpabilidade. De aí sua dança. Dança com a vida sem se preocupar do que foi, do que é e do que virá. Porque chegou a perceber que todo é apenas um jogo, umha dança na que os ritmos se sucedem marcados pola vida mesma e não por ele.

Fica dentro dumha mandorla, no centro de si mesmo, sem se des-centrar nem desviar do seu centro polo que passa ao seu arredor.

Nas quatro esquinas, ficão os símbolos dos quatro elementos:

O touro, da terra. O leão, do lume. O anjo, do ar. E a águia, da água.

O mundo físico, a paixão, o espírito e a emoção. As quatro colunas que sostem o macro e o micro-cosmos.

Ele, o ser humano livre, dança no meio de todos, protegido e sostido por todos, no centro do universo, livre de contradições e percepções de diferença. Porque ele sabe que, por embaixo da percepção do diferente, fica a verdade da unicidade de todo quanto existe.

O mundo é o derradeiro, e porém, enlaça com o tolo, que é o número cero. Porque, mália as apariéncias, os dous arcanos tem muito em comúm . O tolo também é livre, caminha sem ter em conta os prejuiços, a culpa, nem a opinião dos demais.

Para mim, que o tolo e mundo são o mesmo arcano visto desde diferetes pontos de vista.

Se o ves desde fóra, semelha um tolo. Mas ele, desde dentro, sabe que é o dançarim. Porque posúe o dom primeiro, o mais prezado, o que todos dim mas que poucos conhescem. A liverdade.

porta